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21/09/2009 - 03:07

Espetáculo musical de Phedra D. Córdoba celebra 20 anos d’ Os Satyros

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com)

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Phedra D. Córdoba, a Diva d' Os Satyros, estreia solo musical

 

Transexual, Phedra nasceu Rodolfo em Havana (Cuba) e, no final dos anos 1950, depois de ir ao Baile dos Enxutos no Rio de Janeiro (antigo baile carnavalesco como o Gala Gay), decidiu sair do casulo e desabrochar sua, já clara, alma feminina. Bailava, à época, dança flamenca com a bailarina, também cubana, Lupe Sevilla, com o nome artístico Felipe de Córdoba, em Revistas do antológico Walter Pinto. Agora, sob direção do premiadíssimo diretor Rodolfo García Vázquez, o lado vedete da atriz volta ao foco em espetáculo com releituras de músicas de Mercedes Sosa, La Lupe, Raul Seixas, U2, entre outras, como parte das comemorações dos 20 anos do grupo.

“Phedra: A Mulher Que Nunca Existiu”, título que deu aos manuscritos de seus diários, existe há muito mais tempo que sua matriz, Rodolfo Acebal, sobrinho(a) do ator Sergio Acebal,intérprete do famoso personagem Negrito no Teatro Allambra, um dos mais importantes de Cuba, além de renomada carreira cinematográfica  no início do século 20.

Ainda estudando em Havana, em plena puberdade, já se destacava nos bailados flamencos e dançou no corpo de baile da famosa Lola Flores e em diversos espetáculos até formar dupla com Lupe e tornar-se Felipe de Córdoba, dançando em Miami, Nova York, Buenos Aires, Panamá, em shows da dupla ou como atração de espetáculos de personalidades como Dalva de Oliveira.

 Mulher de personalidade forte, filha de Iansã, Phedra conquistou a atenção e o carinho d’ Os Satyros, o meu também que, na época, era assíduo freqüentador da Praça Roosevelt, e, além de incorporar-se à companhia, inspirou dois espetáculos: Transex, de Rodolfo García Vázquez, e A Vida na Praça Roosevelt, da alemã Dea Loher.

 Por essas e outras ganhou o título de Diva d’ Os Satyros e não podia ficar de fora das comemorações de 20 anos do grupo.

 

STRANGER – ESTRANHO?

Texto: Phedra D. Córdoba

Direção: Rodolfo García Vázquez

Músicos: Frederico Godoy, Bruno Balan, Franco Lorenzon

Assistente de palco: Danilo Dainezi

Desenho de luz: Rodolfo García Vázquez

Cenário: Marcelo Maffei

Figurino: Phedra D. Córdoba

Quando: Segundas, 21h

Onde: Espaço dos Satyros Um, pça Roosevelt, 214, tel. 11 3258-6345

Quanto: R$ 20,00; R$ 10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)

Lotação: 70 lugares

Duração:  90min

Classificação: 14 anos

Gênero: Musical

Estréia: 21 de setembro a 02 de novembro

 

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