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Arquivo de novembro 3rd, 2009

03/11/2009 - 20:51

Aplauso Brasil faz parceria com o site português Estado do Crítico

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Jorge Louraço Figueira é, entre outros, crítico teatral do jornal Público, Porto (PT)

Jorge Louraço Figueira é, entre outros, crítico teatral do jornal Público, Porto (PT)

 

A partir deste artigo, está firmada a parceria entre os sites Aplauso Brasil, de Michel Fernandes, e Estado do Crítico, de Jorge Louraço Figueira, do Porto, em Portugal, iniciando assim, nossa incursão participação efetiva no fomento da discussão da cena de países que, em comum, têm a língua portuguesa como língua-pátria.

 

 

Uma escadaria no centro do palco, um conjunto de quatro músicos no canto superior esquerdo, inúmeras plantas espalhadas pela cena e, no ponto alto, um grupo de coristas fazendo oitos e saindo graciosamente. Normalmente é isto que acontece. Mas hoje, por alguma razão que desconhecemos, é uma noite diferente, e o palco está vazio. Nem sequer veio o apresentador que costuma dizer umas piadas para aquecer o público. Ou pelo menos é o que nos conta o actor dos Forced Entertainment, vestido com um fato de treino preto e um capuz onde pintaram um esqueleto. Este saco de ossos entra em cena como se, surpreendido pelo vazio do palco, tentasse explicar o que aconteceria. A dada altura, entra no palco uma actriz que insiste em fazer a sua grande cena de morte, a despeito de nada do previsto estar em cena e nenhum dos outros participantes no espectáculo ter aparecido. Provavelmente a representação foi cancelada porque a actriz morreu em cena e ainda não se apercebeu, o seu espírito permanecendo em palco para sempre, apenas acompanhado desta figura jocosa da morte enquanto mestre-de-cerimónias.

CLIQUE AQUI para ler o artigo completo.

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , ,
03/11/2009 - 17:16

Projeto de teatro com atores cegos é premiado pela Funarte

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Notícia gentilmente cedida pelo Boletim Notícia Digital da UEL (Universidade Estadual de Londrina)

POR LIA MENDONÇA

Festival Internacional de Londrina - Espetáculo: <i>As Cidades e os Olhos</i>. Grupo ILITC - Londrina -  Ft: Milton Dória

Festival Internacional de Londrina - Espetáculo: As Cidades e os Olhos. Grupo ILITC - Londrina - Ft: Milton Dória

 

O Projeto Expressividade Cênica para Pessoas com Deficiência Visual, do Festival Internacional de Londrina (FILO), ganhou o Prêmio de Teatro Myriam Muniz – da Fundação Nacional de Arte – Funarte 2009, com a produção Olhares Guardados, criação e direção de Paulo Braz, da Divisão de Artes Cênicas da Casa de Cultura da UEL. O Projeto foi contemplado com R$ 40 mil para montagem do espetáculo de fevereiro a junho do ano que vem, colocando no palco os atores deficientes visuais: Flávio Cordeiro, João Durval, Marcos Santos, Sebastião Narciso e Tatiane Quadros.

A Funarte selecionou, nas cinco regiões brasileiras, 86 projetos, entre 2.053 inscritos, que vão receber entre R$ 40 mil e R$ 150 mil. Eles serão beneficiados com a verba suplementar de R$ 7 milhões que o Ministério da Cultura destinou à Fundação.

Concorreram ao prêmio Myrian Muniz companhias, grupos, empresas, associações, cooperativas e, pela primeira vez, artistas independentes. 

Olhares Guardados vai estrear no FILO 2010. A primeira reunião com os atores foi realizada no último dia 13, quando o ator e diretor Paulo Braz anunciou aos atores a vitória do projeto e os próximos passos para colocar o espetáculo em cena. A peça utilizará colagem de textos de Evgen Bavcar, Adauto Novais, Maurice Maeterlinck e de Sebastião Narciso, um dos atores do projeto.

No palco, Paulo Braz pretende que a montagem destaque o trabalho artístico do elenco não a deficiência. Ele – que integra a Comissão Organizadora do FILO – Festival Internacional de Londrina desde 1985, sendo ator, diretor teatral, cenógrafo e produtor cultural – sinaliza que toda arte passa pelos cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato. 

“Quando uma pessoa adquire uma deficiência os outros sentidos são mais requisitados e, automaticamente, desenvolvidos permitindo que o deficiente encontre novos meios de entender , compreender e se desenvolver na sociedade buscando a inclusão social, cultural, artística e educacional”, considera Braz.  Ele admite que através dessa ação “estamos buscando meios para que o cego desenvolva outras potencialidades”. Leia mais »

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