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18/11/2009 - 21:14

Última semana de Na Selva das Cidades

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Teatro do Incêndio encena <i>Na Selva das Cidades</i>

Teatro do Incêndio encena Na Selva das Cidades

 

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com)

 

 Na iminência de encerrar o terceiro mês de uma pródiga temporada 2009 – domingo (22) –, Na Selva das Cidades, do Teatro do Incêndio já tem retorno programado para meados de fevereiro de 2010, no Teatro Aliança Francesa, onde cumpre sua segunda temporada neste ano – a primeira, sempre com platéia lotada, estreou no emblemático 11 de setembro, no Teatro da Funarte. E não voltará sozinha, mas, segundo Marcelo Marcus Fonseca, diretor-fundador da companhia, o espetáculo escrito pelo alemão Bertold Brecht, ancorará um “sonhado repertório do grupo” que, também, trará “outros dois autores em peças nunca traduzidas para o português”,  além de um ciclo de leituras de obras transgressoras, “o que faz parte da história do Teatro do Incêndio”.

Escrita na juventude de Bertold Brecht, em 1922, Na Selva das Cidades, embora anti-capitalista, nada tem do didatismo marxista que o autor alemão empregaria em suas peças da maturidade, mas, mesmo assim, trata do capital de maneira franca e crua.

 “Na Selva das Cidades traz assuntos correlatos ao cotidiano do espectador que observa, assustado, a fraqueza moral em suas calçadas”, diz Fonseca, também integrante do elenco do Teatro do Incêndio.

 

 IMG_5839O Teatro do Incêndio completa 15 anos em 2010 e tem em seu currículo montagens de autores como Antonin Artaud, Marquês de Sade, Zeno Wilde, do próprio Marcelo Marcus Fonseca, entre outros autores, mas, diz Fonseca, o ponto comum a todas montagens, é entender o homem.

 “É isso que me interessa: o homem, por que o homem vive e como vive”.

 

Um espetáculo que faz eco na História do Teatro Brasileiro

Quando o diretor Ron Daniels, ou, se preferir, Ronaldo Daniel, brasileiro radicado na Inglaterra e, agora vivendo em Nova Iorque, esteve por aqui para dirigir o ator Raul Cortez em Rei Lear, de Shakespeare, em 2000, disse-me, em entrevista realizada naquela ocasião, que ao voltar da Europa, no final de 1960, se deparou com um deslumbrante Teatro Oficina que, em 1969, marcou a História do Teatro Brasileiro com a montagem desse texto em 1969. Daniels, um dos fundadores do Teatro Oficina, apesar do “encantamento diante de Na Selva das Cidades” sentiu que o espetáculo marcava a entrada do Oficina numa fase diferente da que, como integrante do grupo, ele vivenciou.

Talvez a aproximação com a dramaturgia de Brecht encaminhou o Teatro Oficina ao que a crítica Mariangela Alves de Lima identifica como “Teatro Social”, ou seja, aquele que se distingue pela preocupação com a ordem social, com o coletivo, do que com o indivíduo em-si.

E nesses 40 anos da primeira, e antológica encenação, Marcelo Marcus Fonseca conta com a participação de Zé Celso, diretor da referida primeira montagem, em voz-off

 

Na Selva das Cidades

Horários: Sábados às 21h e domingos às 2h

Local: Teatro Aliança Francesa (214 lug.)

Endereço: R. Gen. Jardim, 182 – Vila Buarque

Telefone: 11 2347 1055 / 11 3271 0718

Duração: 120 minutos

Estacionamento: em frente (Manhattan Park)

Temporada popular até 22 de novembro: R$ 20,00 e R$ 10,00

Acesso a deficientes físicos: sim

Recomendada para maiores de 14 anos

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