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01/03/2010 - 19:08

Espetáculo marca o retorno de Norma Bengell

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

diasfelizesEla é uma das mais importantes atrizes do cinema brasileiro. Norma Bengell marcou a nossa cinematografia em filmes como O Homem do Sputnik, de Carlos Manga e Os Cafajestes, de Ruy Guerra. Sua beleza e seu estilo de interpretação foram tão marcantes que ela foi considerada primeiro a nossa Brigitte Bardot e depois, nossa Jeanne Moureau. Já no teatro a carreira de Norma foi intervalada. No entanto, ela estrelou um grande acontecimento das nossas artes cênicas que foi a primeira encenação de Cordélia Brasil, texto de Antonio Bivar, que em 1968, foi protagonizado pela atriz, sob a direção de Emilio Di Biasi.

E é, justamente, Emilio o responsável pela volta da atriz ao teatro com a montagem de Dias Felizes, de Samuel Beckett, que traz de volta, também, aos palcos brasileiros o instigante texto escrito em 1960 pelo grande escritor irlandês. Na concepção de Emilio Di Biasi a peça será um tributo ao trabalho de Norma Bengell, pois a história de Winnie, a personagem que interpreta, se fundirá à obra cinematográfica da atriz através de cenas que serão projetadas no espaço cênico do Teatro do SESC Ipiranga, onde a peça estreia sexta-feira (5), 21h.

Dias Felizes tem ainda no elenco a participação especial de Ariel Moshe, como Willie. A tradução do texto é de Barbara Heliodora, direção musical de Demian Pinto, cenografia de Cesar Rezende, desenho de luz de Erike Busoni, figurino e visagismo de Kleber Montanheiro, trilha sonora e música original de Rodolfo Valente. A direção geral é de Emílio Di Biasi e a direção geral de produção de Alexandre Brazil, ambos responsáveis pela idealização do projeto.

Emílio di Biasi dirige DIAS FELIZES

Emílio di Biasi dirige DIAS FELIZES

O produtor Alexandre Brazil revela que “Emilio, Norma e eu queríamos montar um novo espetáculo após O Relato Íntimo de Madame Shakespeare (2007). Emilio sugeriu Dias Felizes, de Beckett – não por coincidência um texto que Norma Bengell sempre quis fazer. A dramaturgia de Beckett nos dava a chance de realizar o nosso desejo: que a encenação fosse também uma homenagem a Norma, pois permite que entre os sonhos e devaneios da personagem Winnie se encaixem pequenas cenas de alguns dos grandes momentos de sua carreira cinematográfica. Entre esses filmes estão: O Homem do Sputnik (1959, de Carlos Manga, sua estréia no cinema), Os Cafajestes (1962, de Ruy Guerra), O Pagador de Promessas (1962, de Anselmo Duarte), Noite Vazia (1964, de Walter Hugo Khouri), Os Deuses e os Mortos (1970, de Ruy Guerra), A Casa Assassinada (1971, de Paulo Cesar Saraceni), A Idade da Terra (1980, de Glauber Rocha), Rio Babilônia (1982, de Neville de Almeida) e Eternamente Pagu (1987, de Norma Bengell).”

Conselho ao público, por Emílio Di Biasi

Embarque nessa viagem plena de significados… Desde a protagonista de Beckett…

À trajetória de uma estrela de cinema… Subverta este clássico sem culpa…

Sabemos que Beckett será sempre mais forte… Resistirá sempre…

Sua palavra é rica em imagens… E em encontros fragmentados de nossa própria história…

A Peça

A história tem início em um cenário impressionante: uma mulher aparece enterrada até a cintura em uma montanha de objetos que pertencem à sua vida ao longo dos tempos. Ela dorme em cima dos braços até que o som de uma campainha a acorda, e ela começa a agir como se a situação fosse completamente normal: diz que este é mais um dia divino, reza, escova os dentes, olha-se no espelho que retira da bolsa, onde há vários objetos que manipula constantemente. Winnie, a personagem principal, procura se distrair durante toda a peça.

Winnie é o exemplo da personagem que está aí, oprimida por um mundo vazio e estéril, defendendo-se como pode. Ela se refugia nos seus objetos e na sua discursividade, rica em citações e mudanças de estilo, mas confusa e muitas vezes desconexa. Esta confusão e a constante perda da memória revelam o cansaço e a degradação física e mental por que ela passa.

Willie, a outra personagem que habita o espaço, é o marido de Winnie que, de modo semelhante ao que ocorre em outras peças de Beckett, mantém uma relação de amor e ódio com a esposa. Se Winnie fica todo tempo chamando a atenção dele e perguntando se ele a ouve (ela precisa dele para garantir sua existência), Willie, por sua vez, revela-se enfadado e sem paciência, preferindo ficar, na maior parte das vezes, escondido atrás do monte de onde pontualmente aparece em cena.

BATEPAPO

No dia 20 de março, sábado, às 15h, a atriz Norma Bengell fala sobre a sua experiência em viver a personagem Winnie, na peça Dias Felizes, de Samuel Beckett.

A atividade, gratuita, tem retirada de ingressos com 1 hora de antecedência na bilheteria do SESC Ipiranga.

FICHA TÉCNICA

Dias Felizes, de Samuel Beckett. Com Norma Bengell como Winnie, participação especial de Ariel Moshe como Willie. Tradução: Barbara Heliodora / Direção Geral: Emilio Di Biasi /Direção Geral de Produção: Alexandre Brazil / Diretor Musical: Demian Pinto / Cenário: Cesar Rezende / Desenho de Luz: Erike Busoni / Vídeo: SE4 Produções / Figurino e Visagismo: Kleber Montanheiro / Trilha Sonora e Música Original: Rodolfo Valente / Coach: Tati Pasquali e Silvanah Santos / Cenotécnica: Fabio Marcoff / Fotos: Suzane Sabbag e Atos 2 Multimídia / Assistência de Iluminação de Operação de Luz: Duane Bin Nogueira / Operação de Som: Maurício Inafre / Camareira: Sônia Fávero / Designer Gráfico e Ilustração: Olavo Costa / Assistência de Produção: Valter Rocha e Regilson Feliciano / Idealização do Projeto: Emilio Di Biasi e Alexandre Brazil / Gestão de Produção: Escritório das Artes

DIAS FELIZES – Serviço

Estreia: 5 de março de 2010. Sexta, às 21h

Temporada: até 27 de março de 2010

Horários: Sextas, às 21h e sábados, às 20h

Local: Teatro do SESC Ipiranga

(Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo /SP)

Não possui estacionamento

Lotação: 200 lugares

Recomendação etária: 14 anos

Duração do espetáculo: 80 minutos

Ingressos: R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes), R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 16,00 (inteira). Aceita cartões de crédito: Visa, Mastercard e AmericanExpress. Cheque e dinheiro.

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 8h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h30.

Informações ao público: Tel: (11) 3340-2000 , de terça a sexta, das 8h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h30, no site www.sescsp.org.br ou pelo 0800 118220.


Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Matérias Tags: , , , , , , , , ,

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6 comentários para “Espetáculo marca o retorno de Norma Bengell”

  1. edson souza disse:

    Delicia rever Norma nos palcos. Eu a vi em Cordelia Brasil, maravilhosa, aliás ela foi pega no hotel Amalia, onde se hospedava , mais tarde em Os Convalescentes no Ruth Escobar, portanto deve ser inesquecível Ela e Emilio de novo juntos.

  2. Joel disse:

    Não vou! Não vou pra não chorar. Imaginem que eu esperava por essa mulher todas as noites de domingos frente a TV. Vi e revi quase 10 horas seguidas o filme em que ela corre pelada (termo grosseiro, desculpem) atrás de um Buick conversível… Ah, meu Deus! Éra a glória… minha e dela!
    Não vou não, não vou pra não chorar. Que mer#da o tempo faz com a gente hein?

  3. José Valle disse:

    Estou feliz por ver novamente esta grande atriz em ação, após a rápida passagem na tv. Por tudo que ela viveu este papel cai como uma luva. Vejo que a peça tem temporada breve de menos de um mês e creio que, como eu que não posso ir a São Paulo neste período, muita gente gostaria de assisti-la. Minha pergunta: Este espetáculo vai se restringir ao sudeste ou virá ao nordeste, especificamente ao Ceará?

  4. Joel disse:

    Nada a ver com MILLOR né? Vê-se. São pelo menos DOIS os comentários aqui, sobre Norma Benguel. Cade o outro?

  5. Joel disse:

    Ta bom, desculpe – agora li meu comentário. Obrigado

  6. Ricardo Moreno disse:

    Que alívio…. Estou com fome de boas peças!!!…Finalmente algo de bom nos palcos.

Os comentários do texto estão encerrados.

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