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05/04/2010 - 19:01

O Rei e Eu, de Takla, transborda maturidade cênica

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Os filhos do rei do Sião são ensinados pela inglesa Anna

O velho estigma que sempre perseguiu o teatro musical como mero, senão vulgar, entretenimento, fulminado sem dó como antítese de arte, cai por terra diante da monumentalidade de uma montagem como esta em cartaz no Teatro Alfa, O Rei e Eu, que tem desafiado a crítica na reciclagem de superlativos usualmente recorridos diante da excepcionalidade.

De perene carreira mundial desde o distante ano de 1951, quando lançado na Broadway,  com Yul Brynner e Gertrude Lawrence, este musical dramático (mas, bem humorado) foca um rei – Mongkut – bom, inteligente e fascinado por ciência e tecnologia, em dificuldades por acusação de práticas escravagistas (seculares) no relacionamento com o seu povo. Mas, lá no seu distante Sião (hoje, Tailândia), no anseio de ensinar aos seus inúmeros filhos as práticas educacionais e etiquetas de convívio em sociedade, o Rei contrata professora inglesa para esse serviço. Isso, no fim do século 19, a partir de uma fantasiosa (porém, deliciosamente crítica) autobiografia de Anna Leoowens (a professora), que até hoje não é bem encarada pelas autoridades tailandesas.

E aqui, um nome precisa ser devidamente valorizado:

o do produtor e diretor Jorge Takla, um raro caso de homem culto, inteligente, de bom gosto…e rico!

O REI E EU

Takla, de formação artística que remonta ao lendário Bob Wilson (1973), tendo como característica artística a ousadia e, como produtor, o desapego ao lucro, produziu espetáculos do experimentalismo aos musicais da Broadway (A Chorus Line e Cabaret), tornando-se responsável pelo boom de intérpretes-cantores-dançarinos que hoje povoam em alto nível de especialização os palcos brasileiros.

A ideia de colocar Tuca Andrada como o Rei resultou acertadíssima, pela contagiante sinceridade com que esse excelente ator impregna toda a sua atuação, bem acompanhado por uma Claudia Netto, de simpatia e autoridade necessárias para a sedução do publico por Anna. O elenco secundário esmera-se em perfeccionismo, enquanto a  garotada encarrega-se do alarido que se espera de mais de 20 crianças juntas. Ponto, sempre, para Takla  e sua diretora associada e coreógrafa,  Tânia Nardini

O monumental – insistimos no termo – espetáculo de Takla tem coadjuvantes “de luxo”: Fábio Namatame (figurinos), Duda Arruk (cenários), Ney Bonfante (luz), maestro Jamil Maluf/ Vânia Pajares (direção musical e regência) e Cláudio Botelho (tradução das letras), lembrando que o musical é da mítica dupla Rogers & Hammerstein, reis absolutos dos musicais norte-americanos, por décadas.

Terminando: um ponto alto – ou o mais alto – como concepção e execução é o da “encenação” de A Cabana de Pai Tomás,  de ritmo vertiginoso, de  fazer a platéia perder o fôlego!

FICHA TÉCNICA

Música              Richard Rodgers

Letras                       Oscar Hammerstein II

Baseado no romance Anna e o Rei do Sião de Margaret Landon

Direção Musical  JAMIL MALUF

Direção Geral             Jorge TaklA

Design de Figurinos    Fábio Namatame

Design de Cenários     Duda ArRuk

Design de Luz            NEY BONFANTE

Design de Som           FERNANDO FORTES

Visagismo          DUDA MOLINOS

Coreografia                Tânia Nardini (Baseada na coreografia original de Jerome Robbins)

Direção de Arte  Juliano Seganti

Marketing          CARLA SAGRETTI
Company Manager      CRIS FRAGA

Direção de Produção    Noêmia Duarte e PATRÍCIA PIRES

Regência           Vânia Pajares

Direção Associada       TÂNIA NARDINI

Versão Brasileira ClAudio Botelho

ELENCO

Rei                   TUCA ANDRADA
Anna Leonowens CLAUDIA NETTO
Lady Thiang               LUCIANA BUENO
Kralahome                 LUCIANO ANDREY
Tuptim                      BIANCA TADINI / DANIELA VEGA
Lun Tha             MAURO SOUSA / UBIRACY BRASIL
Intérprete          ADALBERTO HALVEZ
Capitão Orton            GUSTAVO LASSEN
Sir Edward Ramsay     FÁBIO BARRETO
Phra Alack         NEWTON SAIKI
Louis Leonowens        DANIEL PAULIN / RENAN CUISSE
Príncipe Chulalongkorn JULIO OLIVEIRA

Ensemble:
ALESSANDRA VERTAMATTI, ALEXANDRA MANÓLIO, BIA CAMARA, CINTIA TOMA KAWAHARA, DANIEL CALDINI, DRIKA TORRES, ERICA HIJO, FELIPE SACON, GABRIEL CONRAD, GISELE GONÇALVES, GUILHERME PEREIRA, JULIA DUARTE, KÁTIA GALASSO, LÍVIA DELGADO, LIZA MATSUDA, MARIANA ROSINSKI, MILENA LOPES, PAULA MIESSA, PRISCILA SANCHES, RAQUEL HIGA, RENATO PIGNATARI, ROBERTO MARQUES, RODRIGO VICENTE, TATIANA TOYOTA
Príncipes e princesas:
BRYAN GOTO, CAROLINE FALSI, EVELLYN MARCONDES, GABRIELA CAMISOTTI, GIULIA MOREIRA, ISABEL LIMA, ISABELA MOREIRA, ISABELA RANGEL, IZABELY TOMAZI, JOÃO VICTOR PEREIRA, JULIANE OLIVEIRA, JULIE KEI, KAROLLYNI PRATES, LARISSA LATORRE, LARISSA MURAI, LETÍCIA DOS SANTOS CARMO, MARCELO HIROAKI, MARIANA MARTINS, MATHEUS BRAGA, NAOKI KOGA, NAOKI TAKEDA, NICHOLAS TORRES, RAQUEL ROCHA, RICK CUISSE, THAYNARA BERGAMIN, THOMAZ COSTA, VICTOR BIANCHINI

O Rei e Eu

Local: Teatro Alfa

Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, nº 722, Santo Amaro

Temporada: 27 de fevereiro a 08 de agosto.

Dias e Horários: quinta, 21h | sextas, 21h30 | sábados, 17h e 21h | domingos, 16h e 20h.

Duração: 2h30 com 15 minutos de intervalo.

Capacidade: 1100 lugares. Classificação: livre.

Estacionamento: O teatro não possui estacionamento próprio

Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 11 para pessoas obesas.

Site Oficial: www.oreieeu.com.br

Ingressos: Bilheteria do Teatro: 11 5693-4000 e 0300 789-3377 ou www.ingressorapido.com.br.

Veja uma galeria de fotos do musical O Rei e Eu

Preço único das sessões de quintas-feiras: R$ 60

Preços – Sexta-feira: SETOR VIP: R$170,00 | SETOR I: R$150 | SETOR II: R$ 80 | SETOR III: R$60

Preços – Sábado, 17h e 21h; Domingo, 16h: SETOR VIP: R$ 185 | SETOR I: R$ 175 | SETOR II: R$ 100 | SETOR III: R$ 70.

Preços – Domingo, 20h: SETOR VIP: R$150 | SETOR I: R$ 130 | SETOR II: R$ 70 | SETOR III: R$ 40
Venda a grupos:

Pelo telefone: 11 3437-5308 ou e-mail: grupos@takla.com.br

As vendas para grupos serão efetuadas somente para as sessões às sextas, sábados e domingos, a partir de 4 de março.

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6 comentários para “O Rei e Eu, de Takla, transborda maturidade cênica”

  1. Maria Teresa Lobue Paulin disse:

    Pareceria no mínimo tendenciosa a minha opinião a respeito do espetáculo, pois meu filho, Daniel Paulin, faz parte do elenco, como o filho da professora Anna. Então, dizer que a matéria do Afonso Gentil faz jus absolutamente em todos os aspectos não é redundante. É verdadeiro. Assim como é verdadeiro o empenho e amor com que cada um dos seus membros se dedica ao projeto, começando pelo próprio diretor, atores, técnicos, enfim, até a “família” de pais de atores mirins, que como eu, compraram esse sonho, pela “monumentalidade” e generosidade de todos os “grandes” que tocam esse espetáculo. Merecem nosso ” aplauso, Brasil”!!!!!!!

  2. HELENA disse:

    O espetáculo é de primeiro mundo. Quem assistiu pode dizer que através desse espetáculo já visitou os maiores e gloriosos teatros e conheceu atores consagrados para o mundo. Parabéns Brasil por ter um produtor que presenteou o povo brasileiro com um musical dessa magnitude. JORGE TAKLA, obrigada, obrigada, obrigada.

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  4. Concordo com tudo oque vc falou e muito mais…mais muito mais mesmo…pena que as grandes empresas não pensem assim, pois o Musical esta por terminar agora em maio, por simples falta de patrocínio…como pode isso? Um espetáculo com o porte desses não poderia faltar patrocinadores, ainda mais com uma “LEI ROUANET” aprovada, pois todos que assistiram ficaram encantados, estou dizendo “TODOS”, não vi sequer, uma pessoa fazendo uma crítica destrutiva, e sim, muitos…mais muitos elogios…!!! Que pena que nossos empresários não se manisfestem a favor desse espetáculo, pois, quem sai perdendo é a cidade de São Paulo!

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