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08/04/2010 - 23:06

Beth Goulart interpreta Clarice Lispector

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Michel Fernandes, Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Beth Goulart interpreta Clarice Lispector

Ela acaba de receber o Prêmio Shell de Teatro, edição do Rio de Janeiro, por sua pungente interpretação da escritora Clarice Lispector no monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector, em que ela assina, também, a adaptação do texto e a direção, supervisionada por Amir Haddad, cuja estreia paulistana será nesta sexta-feira (9), 19h30, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo.

Depoimentos, trechos de entrevistas e cartas de Clarice serviram de material para que Beth construísse o texto que, além da própria Lispector, traz à cena personagens criadas pela escritora dos romances Perto do Coração Selvagem, Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, além dos contos Amor e Perdoando Deus.

Beth Goulart em SIMPLESMENTE EU, CLARICE LISPECTOR

O espetáculo tem como um de seus maiores objetivos, fomentar a leitura. Nesta temporada no CCBB SP, serão oferecidas três sessões gratuitas em horário alternativo, para um público formado por educadores, universitários e estudantes das redes pública, municipal e estadual. Em cada sessão apresentada (uma em cada mês: abril, maio e junho) haverá um bate papo com a atriz e convidados (uma psicanalista especialista em Clarice Lispector, um jornalista e um professor de literatura ou escritor). Ao final, cada espectador receberá um livro da escritora, cedido gentilmente pela Editora Rocco.

“Simplesmente Eu, Clarice Lispector” esta sendo convidado para participar de várias bienais nacionais e internacionais de livros, além de mostras teatrais como o Festival Internacional de Midelo, em Cabo Verde, que acontecerá em setembro.

O espetáculo mostra a trajetória desta mulher em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento.

Encontro de Beth Goulart com Clarice Lispector

“O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. A vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. ‘A arte é o vazio que a gente entendeu’, diz Clarice. Quero partir de mim mesma para refletir a profundidade mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha,  como  ela,  eu  gosto  de intensidades. Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus uma psicanalista  especializada  em Clarice Lispector que analisa sua  obra  sob  a  ótica da psicanálise. Vi e ouvi tudo o que podia  sobre  ela,  suas  entrevistas, fotos, o depoimento no MIS,  a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja  de  tudo  o  que  se  referia  a  ela.  Neste  olhar apaixonado  escolhi  sua  obra  para  recontá-la. Construí um corpo  narrativo  com  trechos  de entrevistas, depoimentos e correspondências  que  preparam  os  personagens  que irão se apresentar  ao  público  como  desdobramentos  dela mesma. Os temas  abordados  são  reflexões sobre criação, vida e morte, Deus,  cotidiano,  palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor,  inspiração,  aceitação e entendimento. Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si  mesma.  Acho que Joana, de Perto Do Coração Selvagem, talvez  seja  a  mais  parecida  com  sua essência criativa e indomável. Ana do conto Amor é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente   foi.   Lori  de  Uma Aprendizagem ou  O  Livro  dos Prazeres,  vive  em  cena as descobertas do  amor,  e a mulher do conto Perdoando Deus é uma bem humorada auto-critica”, explica Beth Goulart.

Ficha Técnica

Texto: Clarice Lispector

Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart

Supervisão: Amir Hadad

Gênero: Espetáculo Poema

Simplesmente Eu, Clarice Lispector

Teatro: Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 Centro / SP

Próximos às estações Sé e São Bento do Metrô

Informações: (11) 3113-3651 / 3113–3652

Site: bb.com.br/cultura

twitter.com/ccbb_sp

Capacidade: 125 lugares

Temporada: De 09 de abril a 20 de junho de 2010 (sextas e sábados às 19h30 / domingos às 18h)

Valor: R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada)

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

Estacionamentos conveniados

Jockey Club – Rua Boa Vista, 280

(R$ 10,00 pelo período de 4 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3241-5433

Estapar Estacionamentos

Rua da Consolação, 228 (Edifícos Zarvos)

(R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB). Informações: (11) 3256-8935

Van faz o transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na XV de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.

*SERVIÇO TEATRO SESI RIO:

Texto: Clarice Lispector

Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart

Supervisão: Amir Hadad

Gênero: Espetáculo Poema

Teatro: Teatro SESI RIO

Endereço: Avenida Graça Aranha, 01 / Centro / RJ

Informações: (21) 2563-4163

Site: firjan.org.br

Capacidade: 350 Lugares

Temporada: De 09 de março a 26 de maio de 2010 (terças e quartas às 19h30)

Classificação: 12 Anos

Duração: 60 minutos

Valor: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (Meia)

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2 comentários para “Beth Goulart interpreta Clarice Lispector”

  1. Rodrigo Rosa disse:

    Boa noite:

    Interessante o blog!
    Encontrei-o pela imagem acima da dica BETH GOULART em tal peça…
    Acho que é um PERSONAGEM PERFEITO PARA TAL; as duas se parecem mesmo – e a CLARICE LISPECTOR é uma pessoa que merece ser homenageada (já chega de tanta celebridade problemática ser retratada em fimes/coisas do tipo_risos).
    Até acho que se a peça ainda estivesse em cartaz, iria assistir: garanto que ia curtir mesmo.
    É isso.

    Abraço,
    Rodrigo O. Rosa

Os comentários do texto estão encerrados.

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