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16/05/2010 - 17:04

E você, está satisfeito?

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Pina Bausch - "A Sagração da Primavera" - foto - Heloísa Bortz

No desenlace desta Virada Cultural Paulista, cujas mais de 24 horas de atrações culturais são gratuitas, desejo saber de você, leitor do Aplauso Brasil, se a programação cultural em sua cidade – e, aqui, abro o contingente para além da capital paulista –, sobretudo a programação de teatro e dança, lhe satisfaz? Os temas que você gostaria de ver, estão em cena? São colocados a contento? Fazem você pensar sobre? Revelam novas experiências estéticas? Divertem?

Tantas são as perguntas como tantas podem ser as respostas. O fato é que o número de produções estreantes, pelo menos em São Paulo onde acompanho a cena mais de perto, aumentou, sem, no entanto, aumentar, em equivalência, novas buscas de formas para manipular a linguagem teatral, a ampliação da cartela de temas abertos a uma discussão um pouco mais profícua, ou – mesmo aos espetáculos cuja proposta de base seja o entretenimento – a apresentação de trabalhos que nos encante e/ ou nos divirta.

Se isso for regra, pode-se respirar com tranqüilidade porque há muitas exceções circulando-a. Como no brainstorm publicitário – aquela reunião em que se fala o que vem à cabeça em vista de dar espaço para que surja a ideia –, pode ser necessário uma larga programação teatral para que daí surja meia dúzia de espetáculos significativos.

E você, concorda? Quais espetáculos, projetos, propostas etc., considera significativas? O que sente falta em ver no teatro?

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5 comentários para “E você, está satisfeito?”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by michel fernandes. michel fernandes said: participe do "Diálogo Com o Leitor" deixando seu comentário http://aplausobrasil.ig.com.br/2010/05/16/e-voce-esta-satisfeito/ […]

  2. Alexandre Lambert disse:

    Viradões é uma forma espetacular de promoção do secretário de Cultura e do Prefeito, um nova forma do velho populismo, ou pior ainda, o famoso “pão e circo”, não é , absolutamente, o tipo de política cultural, realmente, voltada para cultura e preocupada na resolução de seus problemas, muito “oba-oba” e pouquíssima seriedade, mas parece-me que virou moda, é mais fácil fazer uma “festa” e ganhar dinheiro e publicidade do que realmente assumir as responsabilidades e tomar as decisões que uma verdadeira política cultura requer. Qual ligação de um evento desse com a educação? Qual solução é apresentada pra resolver algum problema da área cultural?
    É triste ver a cultura nas mãos de “marketeiros”, quando deveria estar sob o controle de pessoas realmente ligadas à área que conhecem os seus problemas e que sonham em resolvê-los.

    • michelfernandes disse:

      oi querido, discordo que seja mero modismo, afinal a matriz da ideia do viradão são as noites brancas parisienses, mas o q quero saber mesmo é sobre a atual programação cultural.

  3. O que realmente me incomoda é a crítica: superficial, técnica e sem sentimentos, sem espontaneidade, repetem chavões dos cursos de comunicação, apenas. E , pior, se acham o supra sumo! Não há, na crítica atual, interesse em gerar empatia com o leitor/a espectador/a, apenas um posicionamento de alguém que se coloca acima dos outros. Não há mais uma equipe onde houvesse um saudável confronto de opiniões, saímos todos/as perdendo, inclusive o Teatro. Saudades imensas do Magaldi, do Guzik, Heliodora…

    • michelfernandes disse:

      querido ricardo, a proposta do aplauso brasil é justamente essa: estimular o diálogo sobre teatro

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