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10/08/2010 - 16:50

Perversos Polimorfos apresenta espetáculo de dança-teatro inspirado em grafiteiro Banksy

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Ricardo Gali e Jerônimo Bittencourt em "Banksy Bang"

Com experiências anteriores na dramaturgia de cunho mais contemporâneo, caso de Phaedra’s Love, da inglesa Sarah Kane, a Cia. Perversos Polimorfos estreia hoje sua nova produção que pretende dar um salto adiante na radicalidade da escritura estética a que se propõe. Banksy Bang, auto-nomeado dança-teatro, estreia nesta terça-feira (10), 21h, no subsolo do SESC Pinheiros.

Concebido pelo intérprete Ricardo Gali, que divide a direção com Nathalia Catharina, o espetáculo tem inspiração nos grafites de Banky Bank, inglês cujas obras podem ser vistas pelas ruas de Londres, de Bristol (sua cidade natal) e nos seus trabalhos em estêncil – todos eles marcados por forte crítica social. Outras fontes a dialogar nessa “dramaturgia coreográfica”, fruto da imersão pesquisadora de Gali ao lado de Jerônimo Bittencourt, é o texto Hamletmaschine, de Heiner Muller, e o Terrorismo Poético de Hakim Bey.

“É uma encenação plástica com a estrutura dramatúrgica de Hamletmaschine e os personagens shakespearianos Hamlet (Ricardo Gali), Ofélia (Nathalia Catharina) e Horácio (Jerônimo Bittencourt)”, define Ricardo Gali.

Nesta dança-teatro, para compor os personagens, os intérpretes buscam referências no clown, artes plásticas, fotografia e (claro) teatro. A coreografia coletiva foi criada enquanto o texto era dito pelos três.

“Tentamos reproduzir no corpo as qualidades presentes na narrativa. Em alguns momentos, como o solo de Ofélia, trabalhamos a dança inspirada na sequência de imagens do texto”, diz Nathalia Catharina.

Inspirada no punk-rock, a trilha sonora criada e editada pelo cantor Dan Nakagawa é eclética. Reúne duas músicas compostas especialmente por ele e faixas de artistas como a cantora Diamanda Galás (AmazingGrace) e a banda Beastie Boys.

Para dar uma “quebrada”, há um momento disco divertido, com Village People, para o solo gogo dancer de Horácio, e movimentos clownescos executados por Ofélia. O corpo da intérprete é fotografado por Horácio e desenhado por Hamlet no chão com giz como nos assassinatos (remetendo à arte de rua).

A iluminação tem influência do trabalho de Banksy. Foi feita uma pesquisa de desenhos tanto na construção da luz no corpo dos atores como no chão, criando dimensões como as propostas por ele em seus trabalhos outdoors. “O desenho de luz tenta reproduzir a rua, valorizando o espaço da encenação, um estacionamento no subsolo, fora da caixa preta”, fala Aline Santini.

Baseado na estética punk e em grafites de Banksy, o figurino urbano de Joana Salles dialoga com a luz e com a trilha sonora. Traz para o contemporâneo o visual nobre de Hamlet e Ofélia. Vestidos com tons de cinza e cores fortes, os dois personagens entrelaçados garantem um dos instantes mais poéticos da dança-teatro – ao som de Liszt.

Ficha técnica

Concepção Ricardo Gali

Direção Nathalia Catharina e Ricardo Gali

Assistência de direção: Débora Sperl

Intérpretes Jerônimo Bittencourt, NathaliaCatharina e Ricardo Gali

Iluminação: Aline Santini

Trilha sonora e sonoplastia: Dan Nakagawa

Figurino: Joana Salles

Colaboração cênica: Clara Rubim

Produção: Cau Fonseca

Fotografia, videomaker e edição de vídeo: Fábio Furtado

Temporada: 10 de agosto a 8 de setembro. Terças e quartas, 21h. No feriado de 7 de setembro, a apresentação será às 17h.

Sesc Pinheiros, 4º subsolo. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros. Estação Faria Lima (linha amarela) Tel. 11 3095-9400. Informações: 0800 118220. Capacidade: 70 lugares. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Acessibilidade para portadores de deficiência. www.sescsp.org.br

Duração: 60 minutos

Classificação etária: não recomendado para menores de 10 anos

Ingressos: R$10 (inteira); R$5 (usuário matriculado no Sesc e dependentes); e R$2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes). Os ingressos podem ser comprados em qualquer unidade. Formas de pagamento: dinheiro e cheque [à vista]; cartões Visa, Visa Electron,Mastercard, Mastercard Electronic, Maestro,Redeshop e Diners Club International [crédito e débito]. Horário de funcionamento da bilheteria do Sesc Pinheiros: terça a sexta, 10h às 21h30, sábados, das 10h às 21h30, domingos e feriados, 10h às 18h30.

Estacionamento no local (300 vagas). Preços: para público do teatro: preço único R$5; R$5 as três primeiras horas e R$ 0,50 a cada hora adicional [matriculados]; R$7 as três primeiras horas e R$1 a cada hora adicional [outros]. Horários especiais para a programação de teatro.

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