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08/09/2010 - 14:26

Renata Zanetha é Pagu

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Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrail.com)

O monólogo "Dos Escombros de Pagu" celebra o centenário de Patrícia Galvão

Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, um dos ícones femininos mais importantes da história brasileira, completaria 100 anos de idade, caso estivesse viva, e para celebrar a data, o diretor teatral Roberto Lage, a atriz Renata Zhaneta e a escritora e historiadora Tereza Freire uniram-se com o objetivo de realizarem um sonho antigo. Essa soma resultou na concretização da peça Dos Escombros de Pagu, que estreia hoje no Teatro Eva Herz.

“Há muito tempo, a Tereza me entregou um ótimo texto que falava sobre essa mulher maravilhosa, incrível e que, infelizmente, foi execrada por um grande período. Depois disso, reacendeu uma vontade antiga (desde 1972) de realizar uma peça sobre essa mulher, por quem tenho uma grande admiração”, conta Lage.

Para o diretor, comemorar o centenário do nascimento de Pagu com essa encenação promove um grande orgulho, além de um trabalho muito prazeroso.

“O texto apresenta questões, atitudes, comportamentos, entrega, poesia, sonhos, pensamentos liberais dessa vanguardista, os quais continuam estimulando reflexões no mundo de hoje”, completa ele, que também está sustentando financeiramente a montagem.

Pagu: uma mulher bem à frente de seu tempo

O texto é baseado no livro Dos Escombros de Pagu, resultado de uma dissertação de mestrado de Tereza Freire. A pesquisa, com quatro anos de duração, resgata a vida e a obra dessa importante precursora de comportamentos político-sociocultural brasileiros. Feminista, militante política, ilustradora, comunista e crítica literária e teatral, ela marcou a história do Brasil, revolucionando e chocando a sociedade dos anos de 1930, com suas ações e pensamentos inovadores.

“Depois de ver o meu trabalho pronto, senti que era importante torná-lo público. Tive a ideia de participar do PAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e fui premiada. Com o prêmio publiquei o livro. Mas, a linguagem era acadêmica e nem todos teriam acesso. Aí escrevi a peça e entreguei ao Lage”, explica Tereza.

O tempo passou, chegou o centenário e Lage apresentou o texto para Renata Zhaneta, que aceitou o desafio de pronto.

“Eu gosto de teatro que grita, que diz algo importante para a plateia. Foi fácil me apaixonar e me identificar com a história de Pagu. Temos muitas coisas em comum”, revela a atriz.

Segundo Tereza, a escrita está presente em sua vida desde muito cedo, como forma de entender o mundo, as pessoas e, principalmente, a si mesma.

“O texto foi escrito como um sopro, em uma noite apenas, mas é fruto de muitas noites em que passei em claro pesquisando. Estou muito feliz com a sua encenação. Ainda mais nas mãos deles. Confio totalmente, o trabalho está lindo”.

Lage e Renata, que costumam falar de seus trabalhos com grande paixão, contam que Dos Escombros de Pagu é um encontro de Pagu com o público.

“Ela volta, aos 52 anos, para contar trechos mais relevantes de sua vida. É uma troca de experiências com muita paixão, fervor, graça e poesia”.

Dos Escombros de Pagu resgata Pagu do silêncio em que permaneceu durante muito tempo. A peça dá voz a Pagu, musa dos modernistas, militante das grandes causas da humanidade, amante da vida, inquieta, lúcida, mãe, filha, poeta, jornalista… Sem dúvida, ela tem muito ainda para falar!

“O ‘personagem Pagu’ conta sua história com a generosidade que sempre a acompanhou e reflete com leveza e intensidade suas principais questões, da infância à morte”, explica Renata, que, como Pagu, foi militante em Santos, defendeu causas sociais, pertenceu ao Partido Comunista, lutou pelos sonhos e, conforme ela, ainda continua sonhando com um mundo mais humano, solidário, justo…

No palco, a plateia acompanhará sua relação com Tarsila do Amaral e os modernistas, com seus filhos, amores, amigos, família, viagens, descobertas, alegrias, tristezas.

“Verá desde a menina irreverente à mulher guerreira em que se transformou”, esclarece Renata.

A montagem, entre outros aspectos artísticos e sociais, colabora para a reflexão sobre a importância de se reconhecer e preservar a memória dessa ilustre brasileira. Em um período em que as mulheres tinham pouco espaço para se expressar, Pagu teve a coragem de questionar a opressão sofrida pelo gênero feminino na época, os patrões sociais, a hipocrisia de políticas instaladas etc.

Ficha Técnica:

Texto: Tereza Freire

Direção: Roberto Lage

Assistente de Direção: Frederico Santiago

Elenco: Renata Zhaneta

Cenário e Design Gráfico: Heron Medeiros

Figurinos: Gilda Bandeira de Mello

Iluminação: Wagner Freire

Trilha Sonora: Aline Meyer

Fotografias: Cida Souza

Operação de Luz: Rodrigo Ramos Guimarães

Operação de Som: Maurício Inafre

Produção Executiva: Regilson Feliciano

Direção de Produção e Administração: Charles Geraldi e Maurício Inafre

Realização: Charge Produções e Promoções Artísticas

Dos Escombros de Pagu

Teatro Eva Herz (166 lugares)

Avenida Paulista, 2.073 – Conjunto Nacional/ Livraria Cultura

Informações: (11) 3170-4059 –www.teatroevaherz.com.br

Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingo, das 12h às 19h. Em feriado, sujeito à alteração. Aceita todos os cartões de crédito. Não aceita cheque.

Vendas pela internet: www.ingresso.com

Vendas por telefone: 4003-2330

Quarta e quinta, às 21h

Ingressos: R$ 30

Duração: 70 minutos

Gênero: Drama

Classificação Etária: 14 anos

Estreia dia 08 de setembro

Temporada: até 18 de novembro

Autor: - Categoria(s): Matérias Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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