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06/01/2011 - 18:01

Falabella volta com “A Gaiola das Loucas” e solta o verbo em entrevista exclusiva

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Miguel Falabella em "A Gaiola das Loucas"

Esbanjando simpatia e alto-astral, o ator, autor e diretor Miguel Falabella concedeu entrevista exclusiva em que tece alguns pontos marcantes de sua trajetória, fala sobre A Gaiola das Loucas, superprodução musical que volta ao Teatro Bradesco hoje, e se entusiasma ao falar sobre seu novo projeto: a adaptação musical de Memórias de um Gigolô.

Michel Fernandes – No excelente livro Isto é Besteirol: O Teatro de Vicente Pereira, de Luís Francisco Wasilewiski (Coleção Aplauso), você aparece como um dos autores do movimento denominado “Teatro Besteirol”, mas você não gosta do substantivo. Por quê?

Miguel Falabella – O título besteirol não traduz efetivamente o que foi esse movimento que aconteceu no mundo inteiro (na década de 1980). Em Madri houve a Movida Madrilena, o Ridiculous Theater em Nova York, mas aqui chega como uma coisa detratora, que deseja colocar o teatro pra baixo, e é preciso pensar sobre isso, porque não se sabe o motivo do teatro ser tão maltratado nesse país. Não gosto do termo besteirol e considero aquele, um momento de vital importância para o teatro brasileiro.

Michel Fernandes – No documentário sobre o Dzi Croquettes (grupo de teatro-dança da década de 1970) há um consenso de como eles influenciaram o Besteirol (inclusive a musa do Dzi Croquettes, a atriz Duse Nacarati, foi, também, a musa do Besteirol). Como se deu isso?

Miguel Falabella – O Dzi Croquettes era a transgressão, e a transgressão era o que pautava o besteirol. Não era apenas a subversão dos temas. Na primeira peça que fiz com Guilherme Karam, Eu Viverei Amanhã, de Vicente Pereira, em que fazíamos duas existencialistas francesas, falávamos quase metade da peça em inglês.

Michel Fernandes – Qual o diferencial que podemos notar em A Gaiola das Loucas de seus outros musicais?

Miguel Falabella – Fico feliz que tenhamos conseguido chegar à limpeza que o teatro musical exige. Tem o besteirol, tem a diversão, os cacos que aparecem, as improvisações, mas tem o rigor, a limpeza do balé que é preciso nesse tipo de espetáculo e isso podemos ver aqui. É uma noite feliz no teatro e se pensar em passar mensagem fica ridículo, não dá certo.

Diogo Vilela em "A Gaiola das Loucas"

Michel Fernandes – De South American Way seus musicais apresentam visível evolução, sobretudo, técnica. O próximo projeto, a adaptação musical de Memórias de um Gigolô, romance de Marcos Rey, pode ter expectativas a mais?

Miguel Falabella – Com certeza Memórias de um Gigolô será um salto ainda maior, um amadurecimento meu como artista, assim como tenho certeza de que ainda vamos exportar musicais para o mundo, nossa música, por exemplo, é a segunda mais tocada em todo o mundo, quando morrer esse ranço contra, o musical vai prosperar. Não quero papo, amizade, nem sair pra jantar com pessoas que julgam que o musical seja um gênero menor, porque o publico diz sim a isso, e quando o público diz sim não há Satanás que diga não. Pessoas que pensam assim não me servem pra nada. Nem pra sentar numa mesa e dar uma gargalhada porque elas são desprovidas de senso de humor. O povo gosta de brilho, até a rocinha a noite fica linda com aquelas luzes piscando. O povo gosta de brilho senão a vida fica muito chata.

Michel Fernandes – Como você avalia sua trajetória artística?

Miguel Falabella – Tive uma carreira muito coerente, doa a quem doer. Fiz coisas que eu gostava de fazer, que me davam prazer, que me davam alegria. Posso não ter uma escola de teatro clássico, de grandes textos, mas eu sempre trouxe coisas novas, sempre batalhei, fui empreendedor e sempre fui coerente com o que acredito, sempre acreditei que o teatro deveria ser bem-feito.

A Gaiola das Loucas
Teatro Bradesco (1457 lugares)
Bourbon Shopping São Paulo – Rua Turiassu, 2.100 – 3º piso – Pompéia
Bilheteria: domingo a quinta, das 12h às 20h; sexta e sábado, das 12h às 22h. Aceita todos os cartões de credito e débito. Não aceita cheque.
Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br e telefone: 4003-1212.

Quinta e sábado, às 21h. Sexta, às 21h30. Domingo, às 19h.

Ingressos: de R$ 20 a R$ 170

Duração: 150 minutos (intervalo de 15 minutos)
Classificação: 12 anos
Gênero: Musical

Reestreia dia 06 de janeiro de 2011

Até 27 de fevereiro

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2 comentários para “Falabella volta com “A Gaiola das Loucas” e solta o verbo em entrevista exclusiva”

  1. sandro Lucose disse:

    Concordo com Falabella, haverá o dia que nosso teatro perderá o ranso de depreciaçáo e o nosso teatro made in Brazil , que ja está a passos curtos nos festivais do mundo, ganhará asas nos palcos do mundo.

Os comentários do texto estão encerrados.

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