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25/02/2011 - 12:56

De Ney Matogrosso à “Solidão” de Vicente Pereira

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Exposição "Assim Era o Besteirol"

Idealizada pelo ator Maurício Machado, em cartaz no Teatro Candido Mendes com o monólogo Solidão – A Comédia, de Vicente Pereira (CLIQUE AQUI para ler Resgatando o Besteirol), a exposição Assim Era o Besteirol conta a história do gênero batizado de “Besteirol”, dos primórdios, quando Ney Matogrosso traz Vicente a São Paulo para trabalhar como cenógrafo e figurinista do grupo musical Secos e Molhados a sua consagração de Pereira como um dos principais nomes da dramaturgia cômica dos anos 1980.

“Inicialmente seria uma homenagem a Vicente, mas a coisa tomou uma proporção maior e acabamos por homenagear o gênero. Adotei como linha mestra mostrar o que foi o Teatro Besteirol. Uma ideia que surgiu da diretora de arte, Maíra Knox foi a de colocar frases que estavam em minha dissertação de Mestrado. Selecionamos frases de Vicente Pereira, da entrevista que (Miguel) Falabella me concedeu e outras que situavam a importância desta forma teatral.

Outra excelente ideia da Maíra foi a criação de uma árvore que mostra as ramificações dos artistas do Besteirol”, conta o pesquisador e crítico teatral Luís Francisco Wasilewski, curador da exposição e colaborador do Aplauso Brasil.

Para traçar a história do gênero teatral que marcou a década de 1980, sobretudo a carioca, que segundo Luís Francisco “se caracteriza como um tipo de comédia que fazia uma crônica dos costumes da sociedade brasileiro nos anos 1980. Ele trabalhava muito com a paródia a espetáculos, filmes e livros. Um exemplo clássico foi a montagem de Pedra, A Tragédia, que surgiu quando Fernanda Montenegro encenava Fedra, sob a direção de Augusto Boal”, são utilizados fotos, vídeos, trechos de entrevistas e depoimentos.

“Há um vídeo que reúne cenas de Pedra, A Tragédia, Quem Tem Medo de Itália Fausta?, e outras cenas bem características daquela época. Temos fichários, onde estão os datiloscritos de algumas peças, programas dos espetáculos, matérias de jornais etc.”, conta Wasilewski, cuja tese de doutorado dá continuidade ao estudo desse estilo teatral.

Entre os principais nomes que marcam o Besteirol estão Ney Matogrosso, Duse Naccarati, Vicente Pereira e Mauro Rasi e dele vão surgindo outros nomes como Felipe Pinheiro, Pedro Cardoso, Thaís Portinho.

“Vicente foi um dos amigos que veio com Ney de Brasília para São Paulo na época do Secos e Molhados. Foi Vicente e Márcio Oberlander que acompanharam Ney. E Ney foi o produtor de Ladies na Madrugada, texto de Mauro Rasi, que foi encenado na São Paulo de 1974. No elenco estavam Duse, Vicente Pereira, Luiz Carlos Góes e Rubens Araújo. Foi uma espécie de espetáculo precursor do Besteirol. Foi nele, também, que estreou Patrício Bisso”, finaliza.

FOTOS DA EXPOSIÇÃO

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Serviço

Solidão a Comédia

Local: Teatro Cândido Mendes (Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema. Tel.: 2267-7295)

Bilheteria: de segunda a segunda, a partir das 14h

Horários: Quinta a Sábado – 21h30/ Domingo – 20h30

Ingresso: Quinta – R$30,00 / Sexta a domingo R$40,00

Capacidade: 133 lugares

Duração: 75 minutos

Censura: 12 anos

Temporada: 13 de janeiro a 17 de abril

Não será permitida a entrada após o início do espetáculo

Exposição – Assim era o Besteirol

Local: Galeria de Arte – Centro Cultural Cândido Mendes (Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema. Tel.: 2267-7295)

Horários: segunda a quarta das 16h às 21h/ quinta a sábado das 16h30 às 21h30

Entrada franca

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1 comentário para “De Ney Matogrosso à “Solidão” de Vicente Pereira”

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