Publicidade

Publicidade
04/07/2011 - 19:59

Em Cruel, Reynaldo Gianecchini vive novo vilão

Compartilhe: Twitter

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Eric Marmo e Reynaldo Gianecchini em "Cruel"

Inaugurando o horário das 21h de segundas e terças do Teatro FAAP, estreou, semana passada, o espetáculo Cruel, uma tradução e adaptação de Elias Andreato da peça Os Credores, de August Strindberg.

Nada como uma boa história bem contada. Desde a primeira cena o público é fisgado pela trama muito bem articulada do mestre da dramaturgia sueca e mundial. O casal, a traição e o sentimento de vingança: o clássico triângulo amoroso é a matéria prima do enredo de Strindberg.

Com um texto cortante e certeiro, o espectador logo toma conhecimento dos objetivos do vingativo Gustavo, interpretado por Reynaldo Gianecchini. Traído pela esposa Tekla (Maria Manoella), ele se faz passar por confidente do artista plástico Adolfo, vivido por Erik Marmo, atual marido da bela mulher. Aos poucos Gustavo ganha a confiança do inseguro pintor e o manipula, insuflando sentimentos de posse e ciúme, facilmente absorvidos pelo influenciável artista.

De forma maquiavélica, Gustavo arma a situação: pede para que o rival teste a esposa e fica à espreita. Ambos caem na armadilha e, depois do desentendimento entre eles, o ardiloso Gustavo entra em cena novamente; seduz a ex-esposa e o conflito chega ao ápice, para o desfecho trágico.

Maria Manoella eErik Marmo em "Cruel"

Andreato optou por cenas somente entre dois personagens; assim o jogo cênico fica mais dinâmico e os sentimentos de amor e ódio, amizade e aversão, desconfiança e paixão são evidenciados. A luta de ideias é acirrada:

‘Tenho esse projeto desde 1983, quando atuei em Senhorita Julia, do próprio Strindberg. Dali em diante li várias coisas dele e fiquei apaixonado por Os Credores. Preferi Cruel ao título original, porque combina mais com a peça, com os personagens e com o autor, em relação à observação do cotidiano da alma humana”, conta o diretor.

A trama se passa na época em que foi escrita, final do século 19, mas é extremamente atual, pois disseca questões cotidianas de um casal, como separação, traição, ciúme, sentimento de posse.

Além da direção precisa, o cenário e o figurino de Fábio Namatame são primordiais para o desenvolvimento da teia armada pelo autor. Gianecchini e Erik podem surpreender aquele desavisado que for buscar neles apenas os galãs da TV: ambos compõem seus personagens de forma densa e profunda. Manoella também está segura na pele da fogosa e sedutora escritora Tekla.

Fiquei embevecido com o envolvente texto de Strindberg, mas senti que o entrosamento entre os três em cena poderá se aperfeiçoar com o decorrer da temporada.

Fotos: João Caldas

Cruel, de August Strindberg

Direção e Adaptação: ELIAS ANDREATO

Elenco: REYNALDO GIANECCHINI, MARIA MANOELLA e ERIK MARMO

Cenário e Figurino: FÁBIO NAMATAME

Iluminação: WAGNER FREIRE

Trilha Sonora Composta: DANIEL MAIA

Direção de Arte: LAURA ANDREATO

Assistente de direção: ALINE MEYER

Preparação Corporal: VIVIEN BUCKUP

Preparação Vocal: EDI MONTECCHI

Fotos: JOÃO CALDAS

Programação Visual: VICKA SUAREZ

Produção Executiva: MAGALI LOPES

Coordenação de Produção: EGBERTO SIMÕES

Produtoras: SELMA MORENTE e CÉLIA FORTE

CRUEL

Teatro FAAP (506 lugares)

Rua Alagoas, 903 – Higienópolis.

Informações e Vendas: 3662.7233 e 3662.7234.

Bilheteria: de quarta à sábado, das 14h às 20h. Domingo das 14h às 17h.

Aceita cartão de débito e crédito: Visa, Máster ou Dinners. Não aceita cheque.

Estacionamento gratuito, com vagas limitadas. Acesso para deficiente. Ar-condicionado.

Segundas e Terças, às 21h.

Ingressos: R$ 40.

Duração: 70 minutos

Recomendação: 14 anos

Temporada: até 04 de outubro.

Veja galeria de fotos de Cruel

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , ,

Ver todas as notas

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo