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Arquivo de outubro 21st, 2011

21/10/2011 - 22:58

Ariane Mnouchkine e sua incansável batalha pela esperança

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Os Náufragos da Louca Esperança", com o Théâtre du Soleil - foto de Michèle-Laurent

SÃO PAULO – Minutos antes de alguns atores puxarem o pano que esconde o sótão da guinguette (local de diversão onde se servem bebidas, espécie de cabaré artístico) Louca Esperança, cenário de Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras) que o Théâtre Du Soleil apresenta até domingo (23) no SESC Belenzinho, Ariane Mnouchkine, diretora do espetáculo e uma das fundadoras da trupe francesa, agradece o acolhimento dos paulistanos pela segunda temporada na capital – em 2007, esteve na mesma unidade, ainda em reforma, com Os Efêmeros – e, aflita, pede para que o público se acomode o mais próximo possível, na tentativa de acomodar o ávido público da “Fila da Esperança”.

Mnouchkine explica que muitas pessoas desejam assistir ao espetáculo, são os que não conseguiram comprar ingressos, esperam que sobrem vagas para assistir Os Náufragos da Louca Esperança: é a “Fila da Esperança” que repete um fato conhecido da temporada, também esgotada, de Os Efêmeros.

Jean Palette, o diretor do filme dentro da peça, um comunista que sonha com uma sociedade igualitária e fraterna, apaixonadamente  interpretado pelo ator Maurice Durozier, evoca a relação de amor entre Ariane e o teatro, paixão que reverbera em seu afeto incondicional com o público. Leia mais »

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21/10/2011 - 18:13

Danilo Santos de Miranda homenageia Leon Cakoff

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Danilo Santos Miranda, diretor regional do SESC SP, por Isabel D'Elia

O encenador russo, Meierhold, do início do século 20, apontava a multiplicidade artística do teatro, o que no espetáculo Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras), que o TS apresenta até domingo no SESC Belenzinho, coloca dezenas de camadas de leituras que tornam a máxima evidenciada. Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo, chamou ao foco a homenagem que o espetáculo, dirigido por Ariane Mnouchkine, faz ao teatro e ao cinema e dedicou a sessão de ontem à Leon Cakoff, crítico de cinema e criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, cuja 35ª edição começa hoje, morto sexta passada.

N’ Os Náufragos da Louca Esperança, que teve impulso criativo em um romance, póstumo e desconhecido, de Julio Verne, encontrado perdido em um sebo de livros em Paris, segundo a dramaturga Hélène Cixous, quem assina, com a trupe, a dramaturgia da peça, narra a história do Louca Esperança, espécie de cabaré artístico, em que o proprietário do local, Félix Courage, apaixonado pelo cinematógrafo – arte recém-descoberta pelos irmãos Lummiére –, abriga os irmãos Jean e Gabrielle para rodar a história dum naufrágio, enquanto fora do Louca Esperança transcorrem fatos que culminarão na I Guerra Mundial.

Creio que Cakoff ficou lisonjeado com a póstuma homenagem, já que Os Náufragos da Louca Esperança é um espetáculo cuja grandiosidade e genialidade estão eternizadas na alma dos privilegiados que o assistiram.

AOS QUE NÃO CONSEGUIRAM COMPRAR ENTREM NA “FILA DA ESPERANÇA”, MAS NÃO DESISTAM.

SERVIÇO DO ESPETÁCULO: Leia mais »

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