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20/12/2011 - 23:15

Chris Aizner e Fábio Namatame firmam marca de qualidade

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Claudia Raia canta "Mein Herr" em "Cabaret"

SÃO PAULO – Talvez soe estranho o título deste artigo. Chris Aizner, jovem e proeminente cenógrafo, surgiu há pouco na cena paulistana, mas Fábio Namatame é um dos figurinistas mais respeitados, premiados e requisitados de todo o Brasil. Entretanto, o feliz acaso fez com que  o nome de ambos se cruzassem em O Libertino, de Erich-Emmanuel Schmitt, sob direção de Jô Soares, e Cabaret, de Joe Masteroff, sob direção de José Possi Neto.

Em O Libertino, Aizner e Namatame criaram cenário e figurinos tão simples quanto a concepção dada por Jô no espetáculo. Mais preocupado com a encenação que evidenciasse o texto, do que alçar vôos em busca de uma dramaturgia da cena, o diretor foi seguido com inteligência pelo cenógrafo e pelo figurinista, sem que o requinte visual do espetáculo passasse despercebido.

Já em Cabaret, a possibilidade simbólica embrenha cenários e figurinos, dando o toque que torna inesquecível a montagem.

Partindo da ideia intimista de um cabaré em Berlim, na virada de 1931 para 1932, e de como o terror – o nazismo estava em ascensão –, estava mais próximo do que se podia imaginar, colocar o público em cena – as pessoas podem sentar-se nas mesas dispostas nas laterais do teatro que são as mesas do KitKat Club, cabaré em que Sally Bowles (Claudia Raia) trabalha -, determina o risco à espreita, ou seja, a sedução de algo que viria a preencher a lacuna de uma nação que  amargava a humilhação sofrida ao final da Primeira Guerra.

Luiza Lemmertz, Cassio Scapin e Luciana Carnielle em "O Libertino"

As plataformas que entram e saem de cena representado o camarim, o quarto e um anexo da pensão de Fraulein Schneider, bem como os espelhos, as persianas roxas em forma de franja, as escadas moldadas pela luz de Paulo César Medeiros dão à Cabaret o glamour e a magia que se espera encontrar em um musical.

Os corpos quase despidos dos bailarinos do KitKat Club ressaltam a sensualidade desse cabaré decadente de Berlim. Tecidos transparentes;  acessórios como golas e suspensórios; saltos em homens e mulheres; perucas e maquilagem lembrando ao espectador que ele está diante de uma fábula – por mais que ela reflita um período fétido de nossa História – são fruto de um genial figurinista chamado Fábio Namatame que, ao ressaltar a sensualidade, sutilmente borda a decadência do clube. Não esqueçamos que o final-do-ano na Alemanha se passa no rigoroso inverno. Obviamente que a nudez é o atrativo para atrair público ao KitKat.

Jarbas Homem de Mello e Cladia Raia em "Cabaret"

Entretanto, a nudez apelativa do KitKat Club não é o derradeiro atrativo de Cabaret, tudo é forjado pelo extremado talento, bom-gosto e elegância da agulha mágica de Namatame. Os vestidos que La Raia usa em seus números e, até mesmo, um penhoar com uma longa cauda seguida por franjas, são absolutamente, exuberantes.

Não fossem por tantos outros atributos, Cabaret valeria à pena pelo requintado visual.

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Uma Diva chamada Claudia Raia

Ficha técnica:
Texto: Joe Masteroff
Músicas: John Kander
Letras: Fred Ebb
Versão Brasileira: Miguel Falabella
Direção de Coreografia: Alonso Barros
Direção Musical e Vocal: Marconi Araújo
Direção Geral: José Possi Neto
Produção Geral: Sandro Chaim
Elenco: Claudia Raia como Sally Bowles e Jarbas Homem de Melo como MC.
Guilherme Magon, Julio Mancini, Katia Barros, Marcos Tumura e Liane Maya,
Alberto Goya, Alessandra Dimitriou, Carol Costa, Daniel Monteiro, Fabiane
Bang, Hellen de Castro, Keka Santos, Leo Wagner, Luana Zenun, Luciana
Milano, Marcelo Vasquez, Mateus Ribeiro, Rodrigo Negrini e Tomas Quaresma.
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Cenógrafos Associados: Renato Theoblado e Roberto Rolnik
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Paulo César Medeiros
Design de Som: Tocko Michelazzo
Visagismo: Henrique Mello e Robin Garcia
Programação Visual: Fuego
Realização: COART, Raia Produções e Chaim Produções
Patrocínio Máster: Banco BVA
Copatrocínio: Sul América Seguros e Previdência

Serviço:

Estreia: 28 de outubro (sexta-feira), às 21h30

Local: Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823)

Horários:
Quinta-feira: às 21h
Sexta-feira: às 21h30
Sábado (duas sessões): às 18h e às 21h30
Domingo: às 18h
Ingressos: de R$ 40,00 a R$ 200,00
Ingressos por telefone: 4003-1212 ou pelo site:
www.ingressorapido.com.br<http://www.ingressorapido.com.br>
Bilheteria: Terça a quinta das 14h às 19h, sexta a domingo das 14h até o
início do espetáculo
Estacionamento conveniado:MultiPark- R. Augusta, 2673 (R$10,00) período de 4h. Retirada do selo do estacionamento na bilheteria.
Informações: (11) 3083-4475
Censura: 14 anos
Capacidade: 600 lugares
Duração: 2h30

Claudia Raia, como Sally Bowles, canta Mammaem Cabaret

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Autor: - Categoria(s): Críticas Tags: , , , , , , , , ,

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