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10/05/2012 - 23:33

Gabriela Duarte é A Garota do Adeus

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Edson Fiesch e Gabriela Duarte dividem o palco em peça de Niel Simon

SÃO PAULO – A Garota do Adeus, do dramaturgo norte-americano Neil Simon, é mais uma produção do ator Edson Fiesch, que fez sucesso na capital paulista com o espetáculo Um Estranho Casal, do mesmo autor, em 2009. Neste novo trabalho, o artista está no palco ao lado das atrizes Gabriela Duarte, Julia Gomes, Clara Garcia e do ator Nilton Bicudo. A direção é de Elias Andreato. A estreia é nesta sexta-feira (11) Teatro Renaissance.

A comédia romântica A Garota do Adeus é a primeira adaptação para o teatro do filme Goodbye Girl, de 1977, de Simon, e apresenta a história da dançarina e atriz Paula Menezes (Gabriela Duarte), que  é abandonada pelo namorado. Ele vai para a Espanha fazer um teste para um longa de Almodóvar e, sem o consentimento de Paula, subloca o apartamento em que ela e a filha Luci (Julia Gomes) vivem para o ator Hélio Garcia (Edson Fieschi).

Num primeiro momento, Paula tenta impedir que Hélio entre em sua casa, mas acaba cedendo. Recém-contratado para estrelar uma montagem de Ricardo III, Hélio muda a rotina de Paula e sua filha. Paula e Hélio não têm um temperamento fácil e a convivência entre os dois é conflituosa, mas com pitadas de humor.

Fieschi entrou em contato com A Garota do Adeus através do autor de novelas Gilberto Braga e a leveza do texto chamou-lhe a atenção. Como Simon é um dos autores que mais transita entre o teatro e o cinema, adaptar a obra cinematográfica para a linguagem teatral não foi um trabalho muito complicado.

“No cinema, existem os cortes entre uma cena e outra. Já nos palcos, a dinâmica é bem diferente. Tem trocas de roupas, ambientes, uma outra estrutura”, diz Fieschi.

A peça é fiel ao filme, com algumas mudanças na estrutura dos personagens. Além disso, a trama original, que se passa em Nova York, foi ambientada na cidade de São Paulo e assim o público terá a chance de uma maior identificação com a história dos personagens.

"A Garota do Adeus"

“As referências de Neil Simon são nova-iorquinas, mas o centro da sua obra fala das relações humanas, por isso a história pode ser contada em qualquer lugar do mundo”, declara Fieschi.

Gabriela Duarte foi convidada para fazer a protagonista por Fieschi devido ao seu desempenho na novela Passione.

“Fiquei impressionado como a Gabriela era engraçada sem sair do caminho da verdade”, diz Fieschi.”Precisava da leveza de uma comediante que fosse verdadeira na sua interpretação e Gabriela apresentou essa característica em seu trabalho na TV”, complementa o ator.

A atriz se diz muito satisfeita com esse trabalho por vivenciar o papel de uma mãe num momento em que ela está curtindo a chegada de seu segundo filho,  Frederico, de 5 meses.

“Transitar num universo parecido com a vida real e dar refinamento às cenas está sendo um grande desafio”, conta a atriz.

Gabriela também declara que tem procurado enxergar o lado bom da vida e que, apesar de gostar de fazer qualquer tipo de papel, está muito feliz em atuar numa comédia em que pode mostrar a sua versatilidade enquanto profissional.

A Garota do Adeus marca a volta da atriz para os palcos, cuja última montagem foi há cinco anos, em As Mulheres da Minha Vida, coincidentemente um texto também de Neil Simon. Segundo a atriz, Paula é frágil em muitos momentos, mas também é forte e batalhadora, pois tem que cuidar da sua sobrevivência e da filha.

Paula é deixada no início da peça e ao longo da história ela se transforma, ganhando cada vez mais maturidade.  Não é uma pessoa de sucesso, mas luta para cuidar da casa e da filha, a qual sempre lhe dá apoio.

“Mãe e filha são muito ligadas, como numa simbiose”, salienta Gabriela.

O conceito moderno de sucesso é estar sempre nos centros das atenções, é ser estrela, mas Paula percebe que pode ser feliz com coisas simples, amando e se dedicando à família.

Clara Garcia vive a amiga de Paula e outros personagens pontuais. A atriz, que atuou ao lado de Fieschi em Um Estranho Casal, diz se identificar com a peça porque se afastou dez anos do teatro para dedicar-se ao casamento.  “Eu amo a minha profissão, mas o meu casamento vem em primeiro lugar”, relatou. Se tivesse que escolher entre a profissão e o casamento, a atriz afirma que optaria pelo segundo.

Nilton Bicudo interpreta um diretor de teatro extremamente louco, que acredita que Ricardo III é gay. O seu personagem, conta o ator, promove cenas engraçadas e remete o espectador ao universo do teatro, que é prazeroso, mas também tem muitas ciladas e percalços. Bicudo também vive um coreógrafo paquerador que tem a função de enfatizar a comicidade da montagem.

Um dos destaques da montagem é a presença da jovem atriz Júlia Gomes, que, com 10 anos de idade, apresenta uma desenvoltura que chama a atenção.  Júlia, que aos seis anos brilhou no musical A Noviça Rebelde, é paparicada pelo elenco e pelo diretor. ¨A Lucy é um presente. Fazer o espetáculo é difícil porque exige responsabilidade e disciplina, mas eu sei que eu sou dedicada¨, diz.

Além do espetáculo, Júlia está atuando na novela das sei, da Globo, e afirma que a TV e o teatro são parte de sua vida. ¨Trabalhar com o Elias é uma honra e sei que todos os meus personagens marcarão a minha vida¨, finaliza.

Para Fieschi, trabalhar com este elenco é um privilégio, mas ele destaca  Júlia e também Gabriela, que está com a maternidade à flor da pele. Segundo ele,  as duas atrizes contribuem de modo especial para que o espetáculo prime pela delicadeza , característica que Elias Andreato imprimiu na sua direção.

O diretor Elias também tece elogios ao elenco: “Já dirigi Nilton e sempre que for possível quero estar ao lado dele, com todo seu talento. Clara Garcia é uma atriz versátil e talentosa. O Edson é um grande ator, que busca seu caminho com precisão e muita dedicação. Ele sabe escolher seus personagens e o que pretende com eles. A leveza, humor sutil e carisma da pequena-grande Gabriela Duarte, que quer fazer sua própria história na dramaturgia brasileira, é deliciosa. Serei eternamente grato por poder participar deste momento da vida da Gabriela e de todos estes talentos juntos”, diz ele.

Andreato quer que a peça provoque uma nostalgia semelhante às ¨ sessões da tarde¨ e acredita que atualmente fazer uma peça que prime pela delicadeza é um ato quase político.

“O público sai do teatro feliz. A peça tem uma história simples e o que pretendemos é contar uma linda história de amor, com romantismo e delicadeza”, afirma.

O diretor também destaca que o bom relacionamento do elenco tem contribuído para que a interpretação dos atores seja conduzida para um caminho que provoque encantamento no espectador.

A luz, de Mário Martini, funciona como um personagem, na medida em que dita o tom e o ritmo das cenas. O cenário de José Dias não é realista, mas se inclina para o realismo e neste sentido exige precisão na movimentação dos atores em cena, sobretudo nas entradas e saídas dos personagens.

O figurino é de Fabio Namatame e também dita o ritmo das cenas, visto que várias trocas de roupas acontecem e se elas não forem cronometradas a dinâmica do espetáculo pode sair prejudicada. A trilha, de Aline Meyer, também é de suma importância para a fluidez do espetáculo, pois indica o movimento e o ritmo que Elias imprimiu na encenação.

Ficha técnica:

Texto: Neil Simon.

Adaptação: Edson Fieschi.

Direção: Elias Andreato.

Elenco: Gabriela Duarte, Edson Fieschi, Nilton Bicudo, Clara Garcia e Julia Gomes.

Iluminação: Mário Martini.

Cenário: José Dias.

Figurino: Fábio Namatame.

Produção Geral: Luciano Borges.

Serviço:

A Garota do Adeus

Estreia dia 11 de maio no Teatro Renaissance.

Alameda Santos, 2233 – Jardins – São Paulo. Temporada: sextas, às 21h30, sábados, às 21h e domingos, às 18h. Classificação: 10 anos.

Preços: sextas R$ 70, sábados e domingos R$ 80.  Capacidade do teatro: 462 lugares. Duração: 90 minutos. Até 5 de agosto. Vendas por telefone e internet: Ingresso Rápido

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, DESTAQUE, Matérias Tags: , , , , , , , , , , ,

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