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13/06/2012 - 14:47

FIT – BH: Aderbal Freire Filho volta a atuar

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Nanda Rovere, do www.mondobhz.com.br/fit-bh-2012, parceiro do Aplauso Brasil na cobertura do FIT- BH

Em "Depois do Filme", Aderbal Freire Filho volta a atuar depois de anos dedicados somente à direção de espetáculos

BELO HORIZONTE – O espetáculo Depois do Filme começa com uma película projetada numa tela em que amigos estão conversando sobre as mulheres e o passado. Um deles, Ulisses, sai da tela para o palco e narra momentos inusitados do seu dia-a-dia.

Aliás, não é possível decifrar se Ulisses sai do filme, ou se tudo o que é mostrado pelo personagem é uma filmagem, visto que em diversos momentos o texto sugere que uma câmara registra todos os episódios que estão sendo contados para o público.

Quem lê a sinopse, ou alguma entrevista com Aderbal Freire Filho, é informado que Depois do Filme é uma continuação do filme Juventude, dirigido por Domingos de Oliveira e que contou com a participação do ator. A peça conta o que supostamente aconteceu com o seu personagem após o final do longa, com uma estrutura que lembra um roteiro cinematográfico.

"Depois do Filme"

Doente e com medo de morrer sem realizar os seus sonhos, tenta o suicídio várias vezes. O público acompanha o cotidiano atribulado do personagem, o seu relacionamento com os amigos e os seus amores. No passado tinha boas condições financeiras, mas no momento está sem dinheiro e busca aventuras.

Aderbal Freire Filho é um diretor teatral de renome e volta aos palcos como ator após um longo tempo de ausência. Na peça, ele interpreta diversos personagens, além de narrar as histórias. A montagem intimista tem a direção do próprio Aderbal e apresenta a inconstância da vida e da alma de um homem comum, que considera a o seu cotidiano medíocre.

O cenário é formado por inúmeras cadeiras dispostas de modo irregular por todo o palco e representa a alma aflita do personagem. Ulisses não sabe muito bem que rumo seguir, mas situações inusitadas acontecem e o intrigam quanto às coincidências que a vida prega. Luz e trilha delimitam as mudanças de espaço em que ocorre a ação dramática e realçam o espírito inquieto e temeroso de Ulisses.

Apesar de Ulisses estar a todo momento à beira do suicídio, o texto tem humor, e é nítido que Aderbal se diverte em cena. Apesar do monólogo ter a duração de uma hora e meia, o tempo da encenação está na medida exata.
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Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores, DESTAQUE, festivais, Multimídia Tags:

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