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06/09/2012 - 16:42

Texto de Plínio Marcos abre Mostra do Teatro Português do Teatro APCD

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"O Abalur Lilás"

SÃO PAULO – O Abajur Lilás, texto do brasileiro Plínio Marcos, produção de Portugal, abre, neste sábado (8), no Teatro APCD, a Mostra do Teatro Português que reúne, até o dia 18, que reúne grupos de países que falam o mesmo idioma: língua portuguesa.

A programação reúne comédias, tragédias e dramas que são sucessos de companhias em seus países. Os representantes brasileiros ficam por conta do grupo Contadores de Mentiras com a peça Curra – Temperos Sobre Medéia. De Portugal, desembarcam aqui E a cabeça tem de ficar? e Vincent Van e Gogh, além da encenação do texto de Plínio Marcos, O Abajur Lilás. Do Timor Leste vem Lisan Timor (Costumes Timor). Já Cinzas Sobre As Mãos é de Moçambique. Todos os ingressos são gratuitos.

"O Abalur Lilás"

“Esse é o encontro das colaborações de grupos de línguas portuguesas. Um intercâmbio que impulsiona o mercado, que promove conhecimento. Um traço de experiências que evidencia as diferenças e igualdades de povos que têm os mesmos ancestrais. Teatro, não importa o local, é universal. As apresentações ampliam o leque de todos os envolvidos”, diz a coordenadora geral do projeto, Creusa Borges.

Um dos destaques da mostra fica por conta do grupo Escola da Noite, de Coimbra, Portugal. A companhia traz uma versão de O Abajur Lilás, de Plínio Marcos. A montagem é considerada como a mais incisiva das peças que analisaram a situação brasileira durante a ditadura que se seguiu ao golpe de Estado de 1964. A trama foi escrita (e proibida pela primeira vez) em 1969. Em 1975, depois de uma segunda proibição, tornou-se uma bandeira em defesa da liberdade de expressão e contra as diferentes formas de opressão e exploração. Nas palavras de Sábato Magaldi servia “de desnudamento de um período de terror”.

Programação no Teatro APCD

O Abajur Lilás – Dia 8 de setembro, às 21h

Grupo: Escola da Noite – Coimbra, Portugal

Três prostitutas compartilham o quarto onde vivem e trabalham. O proprietário do prostíbulo exerce pressão sobre elas para que aumentem a produtividade, sempre com a ajuda de Osvaldo, o seu capanga.

Ficha Técnica:

Direção: António Augusto Barros. Texto: Plínio Marcos. Elenco: Ana Meira, José Russo, Rosário Gonzaga (Cendrev), Maria João Robalo e Miguel Lança (A Escola da Noite); Cenografia João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano. Figurinos: Ana Rosa Assunção. Iluminação: António Rebocho. Banda Sonora André Penas.Duração: 90 minutos. Classificação: 16 anos.

Lisan Timor (Costumes Timor) – Dia 10 de setembro, às 21h

Grupo: BIBI BULAK – Timor Leste.

Montagem apresenta costumes e crenças de Timor Leste com o objetivo de promover e  fortalecer a cultura como identidade nacional. É um teatro abstrato, físico e poético.

Ficha Técnica:

Direção: Almeida Ganefabra de Jesus Pinto. Elenco: Maria Madalena, Feliciano Corbafo Guterres, João Tadeu Ximenes, Silvano Rodrigues Xavier, Mariazela e Fatima Xavier.  Duração: 45 minutos. Classificação: 12 anos.

E a cabeça tem de ficar? – Dia 11 de setembro, às 21h

Grupo: Chão de Oliva – Sintra, Portugal

Inspirada no comediante Karl Valentin, uma das maiores influências de Bertold Brecht. O espetáculo traz cenas cômicas com o som de palavras, improviso, objetos cênicos, um tipo de interpretação que preza a interação com o público.

Ficha Técnica:

Direção: João de Mello Alvim. Direção de Produção: Nuno Correia Pinto. Dramaturgia: Manuel Sanches.Investigação e organização documental: Carla Dias. Cenografia: Companhia de Teatro de Sintra.Figurinos: Companhia de Teatro de Sintra. Duração: 65 minutos. Classificação: 12 anos.

Cinzas Sobre As Mãos – Dia 12 de setembro, às 21h

Grupo: LareiraMoçambique, África.

Trata-se de uma tragédia contemporânea. Durante a guerra, dois coveiros têm a função de queimar cadáveres, porém a fumaça os irrita a cada trabalho. Quando resolvem fazer uma greve por melhores condições, surge entre os mortos uma sobrevivente que mudará a vida da dupla.

Ficha Técnica:

Elenco: Lucrécia Noronha, Violeta Mbilane e Diaz Santana. Dramaturgia: Laurent Gaudé. Direção e figurinos: Elliot Alex. Coreografia: Rosa Mário. Luz: Caldino José. Som: Nelson. Cenografia: Elliot Alex e Nelson Apoios: Grupo de Teatro Luarte/ Centro Cultural Franco Moçambicano. Duração: 60 minutos.Classificação: 10 anos.

Vincent Van e Gogh – Dia 13 de setembro, às 21h

Grupo: Peripécia Teatro – Macedo de Cavaleiros, Portugal.

Vincent Van e Gogh são três dos personagens que dividem um espaço com pincéis, telas, chapéus e cavaletes. Por meio da relação e o jogo destes personagens, em cena emergem figuras e situações que marcaram a vida e a obra de Van Gogh. Um espetáculo visualmente poético com algumas das mais emblemáticas obras do pintor. A narrativa não é linear e mescla ambientes de delírio, de inquietude e de desconcerto, um passeio da comédia ao drama.

Ficha Técnica:

Direção: José Carlos Garcia. Elenco: Sérgio Agostinho, Noelia Domínguez e Angel Frágua. Iluminação:Paulo Neto. Figurinos e adereços: Peripécia Teatro. Design Gráfico e Fotografias: Paulo Araujo.Operação de Luz: Paulo Neto / Eurico Alves. Duração: 70 minutos. Classificação: 12 anos.

Grupo: Contadores de Mentiras – Suzano, São Paulo – Brasil

Curra – Temperos Sobre Medéia – Dia 16 de setembro, às 19h

Grupo: Contadores de Mentiras – São Paulo, Brasil

O espetáculo é uma confraternização ritualística, fruto de pesquisas das culturas orientais e africanas, onde a fonte é o corpo e suas energias. Durante a peça, é servido um banquete e o público é convidado a experimentações gustativas através do paladar e do olfato. Os atores não possuem cenas definidas. A trama restabelece o mito clássico transformando a tragédia em um ritual de celebração.

Ficha Técnica:

Direção e dramaturgia: Cleiton Pereira. Elenco: Ailton Barros, Cleiton Pereira, Daniele Santana, Drico de Oliveira, Camila Rafael. Atores Pajens Cozinheiros: Ailton Ferreira e Soraia Amorim. Figurinos: Ailton Barros. Concepção de Arte: Contadores de Mentira. Direção e Composição Musical: Meyson e Juá de Casa Forte. Musicista convidada: Raíssa Amorim. Designer Gráfico: Daniele Santana. Iluminação:Taciano L. Holanda.

Teatro APCD

Novo pólo cultural na Zona Norte de São Paulo, inaugurado no mês de março. O espaço funciona no interior da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Com 1.662m², o teatro tem 800 lugares na plateia e 44 lugares distribuídos por dois camarotes. Com projeto arquitetônico de Heitor Coltro, o local possui poltronas vermelhas estofadas, palco de 7 por 6 metros, boca de cena de 16m por 5.80m.

PARA ROTEIRO:

TEATRO APCD. Rua Voluntários da Pátria 547 – Santana – São Paulo/SP. Telefone: (11) 2223-2424  Lotação: 800 lugares. BilheteriaDe quarta-feira a sábado, das 15h às 22h, e domingo, das 15h às 20h.Capacidade: 800 lugares. Ingressos: Grátis (Limite de dois ingressos por pessoa). Estacionamento no local, coberto e com seguro. A 100 metros da estação do metrô Tietê. (http://www.apcd.org.br/teatroapcd/)

Autor: - Categoria(s): DESTAQUE, festivais, Matérias Tags: , , , ,

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