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Arquivo da Categoria Críticas

18/07/2012 - 18:25

Macbeth, com Marcello Antony, permanece em cartaz até agosto

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Marcelo Antony protagoniza "Macbeth"

SÃO PAULO – O espetáculo Macbeth, em cartaz no Teatro Vivo, terá a sua temporada ampliada até o dia 19 de agosto. A tradução é de Marcos Daud. A direção e adaptação são de Gabriel Villela.

A versão do clássico de Shakespeare apresenta a história do ambicioso Macbeth (Marcello Antony), que com a ajuda da mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), elabora um plano para assumir o trono. A ânsia pelo poder leva Macbeth e sua esposa a cometerem atrocidades. Leia mais »

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13/07/2012 - 20:18

Humor e elegância são manipulados com exatidão em comédia dirigida por Jô Soares

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

"Atreva-se" - foto de Priscila Prade

SÃO PAULO – A elegância das mansões soturnas, lares de seres ambíguos e cercados por mistério, sai das telas de cinema, sobretudo dos filmes noir que fizeram história na década de 1940, e ganham contornos farsescos na hilária comédia Atreva-se, de Maurício Guilherme, sob primorosa direção de Jô Soares, em cartaz no Teatro das Artes (Shopping Eldorado).

Uma música cheia de pompa, feito aquelas que, no cinema, anunciam que a película vai começar, é a deixa para que a personagem de Mariana Santos, uma espécie de lanterninha que conduz  a história, com seus flashbacks que darão o sentido final da trama, conquiste a cumplicidade da plateia.

Mariana conduz com segurança, agilidade de raciocínio, carisma e talento insuspeitos que demonstram que a comédia, pelo menos a de maior gabarito, é alicerçada pelo saudável exercício da razão. E os elementos que mesclam a espinha dorsal desta ficção de Maurício Guilherme mixados  aos fatos cotidianos e a interação da atriz com a plateia exigem a participação ativa do espectador que, certamente, diverte-se bastante.

Os excelentes atores-comediantes Marcos Veras, Júlia Rabello e Carol Martini completam o elenco de Atreva-se, dando vida aos personagens que percorrem os diferentes períodos da trama. Será que tais personagens tem, entre si, alguma ligação? Será que as historias das pessoas que viveram na mansão tem conexão? Será que os vivos e os mortos realmente são o que são? Essas perguntas deixo a você, leitor que tiver o privilegio de assistir a este espetáculo, o sabor de descobrir as respostas.

Só adianto que Leia mais »

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11/07/2012 - 20:38

A delicadeza do ser singelo seduz em Facas nas Galinhas

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

"Facas nas Galinhas" no Espaço da Companhia do Feijão

SÃO PAULO – Num primeiro momento ela sabe pouco. Sua trajetória desconhece a metáfora, a poesia que se atinge ao moldar as palavras. Para ela, o que se diz é o que se diz e ponto, sem a virgula que pode esculpir as ideias. Aos poucos, a Mulher do Lavrador descobre que também tem  nome e poesia dentro de si e, essa trajetória seduz o público que lota o aconchegante Espaço do Feijão para assistir Facas nas Galinhas, do escocês David Harrover (Blackbird), em cartaz apenas até domingo (15).

A atriz Eloísa Elena dá vida à personagem que, aos poucos, descobre o sentido das coisas e o prazer em ser. Casada com um rústico Lavrador (Cláudio Queiroz), mais atencioso com seus cavalos do que com a esposa, daí ser chamado de potro, é incumbida de levar os pesados fardos de grãos para sua moenda, no Moleiro (Thiago Andreuccetti) da cidade, figura mitificada pelas pessoas como feiticeiro e assassino da mulher e filho.

A Mulher, instruída pelo marido que ficara cuidando de uma égua prenha, chega absolutamente hostil. Quando, finalmente aceita esperar seus grãos serem moídos na porta da casa do Moleiro, descobre que há mais que se pode apreender das coisas da vida do que sua limitada edu Leia mais »

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09/07/2012 - 23:10

Inferno de Dante inspira o espetáculo Francesca

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Francesca", no Espaço dos Parlapatões

Com autoria de Luís Alberto de Abreu, a peça mistura tragédia e poesia para falar de amor

SÃO PAULO – Francesca apresenta a trajetória de pessoas que não aceitam que lhes ditem o que fazer. O amor é o sentimento predominante e, para viverem intensamente o romance, querem, e precisam, levar a vida de acordo com os seus preceitos. Para isso, enfrentam barreiras e pagam um preço caro. O casal de amantes, Francesca (Tatyana Figueiredo) e Paolo (Márcio Bueno), por não aceitarem as determinações de seus pais, são julgados por seus atos no inferno.

Francesca é obrigada a casar com o irmão de Paulo, mas a traição é inevitável. Uma tragédia os leva ao julgamento; para evitar o inferno e o sofrimento que ele acarreta, Francesca precisa convencer o tribunal que um amor puro e verdadeiro não pode ser condenado. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas, DESTAQUE Tags:
01/07/2012 - 16:11

Um Ibsen inédito na cidade

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Dama do Mar"

Sob direção de Sérgio Ferrara, A Dama do Mar, peça simbolista  do dramaturgo norueguês narra o drama de uma mulher que se casou com um médico viúvo mas está presa ao passado, quando se envolveu com um marinheiro que prometeu voltar para se casarem

SÃO PAULO – Pela primeira vez montada em na capital paulista, estreou nesta semana, no Teatro Nair Bello, a peça A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, projeto que o premiado diretor Sérgio Ferrara acalenta há mais de quatro anos. Com um elenco de oito atores, a trama gira em torno de Élida Wangel, interpretada por Ondina Clais Castilho, uma mulher madura, casada com um médico viúvo e pai de duas moças, mas que não consegue se entregar ao relacionamento em função de seu envolvimento na juventude com um marinheiro desconhecido (Renato Cruz).

Eles tiveram um romance passageiro, mas intenso, e como símbolo deste encontro enlaçaram seus anéis e jogaram ao mar. O rapaz partiu, mas prometeu voltar para se casarem; trocaram correspondência e Élida cansou da espera; escreveu dizendo que o trato estava rompido e casou-se com Dr. Wangel (vivido por Luiz Damasceno). Leia mais »

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30/06/2012 - 01:49

A sofisticação músico-visual de Marisa Monte concretizada em Verdade Uma Ilusão

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Marisa Monte em "Verdade Uma Ilusão" - foto de Juliana Fernandes

SÃO PAULO – Falar da afinada, doce, rouca e aveludada voz de Marisa Monte, além de não acrescer novidade, é até lugar-comum. Entretanto, mais que os dotes naturais com os quais os deuses a consagraram, em sua nova turnê, Verdade Uma Ilusão, a sofisticação músico-visual é concretizada.

Até o dia 15 de julho, a casa de shows paulistana HSBC Brasil recebe a atual turnê da cantora e compositora que divulga o álbum O Que Você Quer Saber de Verdade, lançado no final do ano passado, cuja experiência sensorial proposta pelo trabalho atinge o campo audiovisual com intenso prazer: as canções – grande parte composições que divide com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown – estão arranjadas com riqueza de detalhes sonoros, mesclando a elegância sonora dos instrumentos de corda – cello, violinos, viola, violões e guitarras – a inventivos recursos de percussão etc.; os vídeos – todos eles, segundo declara Marisa Monte ao final do espetáculo – inspirados em obras de artistas plásticos contemporâneos e que, graças a utilização de modernos equipamentos tecnológicos, conseguem estabelecer um diálogo entre som e imagem – verdadeiras peças de vídeo-arte – jamais notado em outros shows, e, completando esse interessante triângulo plurisensorial, a cristalina voz de Marisa Monte vestida com exuberância por Rita Murtinho.

Marisa Monte em "Verdade Uma Ilusão" - foto de Juliana Fernandes

Verdade Uma Ilusão é experiência sofisticada, feito a complexa rede de comunicação virtual, em que a sobreposição de camadas visuais e sonoras dão o tom plural do show.

Emocionante homenagem à Cássia Eller

Há mais de uma década, perdemos uma das grandes intérpretes da música, Cássia Eller, que deixou indeléveis marcas nas canções que gravou.

“Cássia é uma de minhas referências musicais, tenho saudades dela. Dizem que saudades não é um sentimento pela ausência da pessoa e sim de sua presença”, diz Marisa que evoca, com alta potencia emocional, Cássia Eller, ao cantar, pela primeira vez, Leia mais »

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29/06/2012 - 15:21

Camille e Rodin marca a re-abertura do Auditório MASP

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Camille e Rodin"

Em peça inédita de Franz Keppler, com direção de Elias Andreato, Leopoldo Pacheco e Melissa Vettore encarnam os escultores franceses Auguste Rodin e Camille Claudel, que viveram um apaixonado e tumultuado romance no século 20

SÃO PAULO – A escolha da peça não poderia ter sido mais acertada: para re-abertura do Auditório MASP, nada melhor do que um espetáculo sobre a vida e obra de dois dos maiores escultores de todos os tempos, Auguste Rodin e Camille Claudel. Com texto inédito de Franz Keppler e direção de Elias Andreato, Camille e Rodin retrata o encontro do já maduro Rodin, interpretado por Leopoldo Pacheco, com a jovem Camille, vivida por Melissa Vettore.

Eles se conheceram quando Rodin acabara de receber a encomenda para fazer a escultura A Porta do Inferno: Camille que chegara a Paris há pouco procura o mestre a conselho de seu professor. Ambos não imaginariam que aquele encontro fosse modificar radicalmente suas vidas. Leia mais »

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28/06/2012 - 19:45

O Bom Canário expõe a fragilidade humana

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"O Bom Canário"

SÃO PAULO – Tentar compreender as pessoas é imprescindível, mas tem hora que é preciso dizer não. Como preservar a qualidade artística e os princípios éticos diante da possibilidade do sucesso profissional? Essas são questões que o espetáculo O Bom Canário, do dramaturgo e roteirista Zacharias Helmpropõe, em cartaz no Teatro Eva Herz, mas, obviamente, podem existir interpretações diferentes, de acordo com a experiência de vida de cada espectador.

O ponto central da trama é o relacionamento conturbado, intenso e cheio de amor entre um escritor, Jack (Joelson Medeiros) e sua mulher(Flávia Zillo), Anne é viciada em anfetamina. Ele, um escritor promissor, é conivente com o vício da mulher, que protagoniza situações constrangedoras, as quais podem comprometer o futuro do marido na literatura.

Anne não consegue guardar para si os seus descontentamentos com o mundo que a cerca e perde o controle com pessoas de opiniões contrárias às suas. Não admite que o marido, por exemplo, para conseguir um contrato milionário com um editor, aceite as exigências do mercado e não questione a superficialidade da crítica literária. Leia mais »

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26/06/2012 - 23:00

Priscilla, A Rainha do Deserto, um grande momento do Teatro Musical

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Luís Francisco Wasilewski- Especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

"Priscilla, A Rainha do Deserto" é musical que contagia

SÃO PAULO – Quando Priscilla, A Rainha do Deserto chegou aos cinemas no ano de 1994, sua exibição foi responsável por uma bela revolução nos costumes.O filme de Stephan Elliott soube como nenhuma obra artística até hoje conseguiu, retratar as dores e as delícias da vida das drags queens que, na época, surgiam com grande impacto em uma sociedade sempre refratária à homossexualidade.

O filme Priscilla tornou-se um clássico. Venceu o Oscar de Melhor Figurino e sua trilha sonora tomou de assalto qualquer boa festa da época. Não tardou para que a Broadway descobrisse na obra uma boa trama para a criação de um musical.

Agora, por aqui, temos o privilégio de assistir a Priscilla, Rainha do Deserto, o Musical, em cartaz no Teatro Bradesco. Leia mais »

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12/06/2012 - 18:23

Poesia de Dante inspira texto de Luis Alberto de Abreu

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Francesca", direção de Roberto Lage - foto de Bob Sousa

SÃO PAULO – Luis Alberto de Abreu nos conta no programa da linda peça Francesca – em cartaz às 21h de terças-feiras no Espaço dos Parlapatões -, escrita por ele depois de se emocionar com uma parte d’ A Divina Comédia, de Dante Alighieri, criada no final da idade Média e ainda antes do Renascimento. Quem assiste, também se envolve com a trama: casal de filho e nora que não obedecem às ordens amorosas do pai. E a gente se espanta com a semelhança entre nós e as personagens divididas entre emoções e leis, como acontecia na época descrita, há cerca de setecentos anos atrás. Há no texto lindíssimas  frases poéticas que Luis Alberto parece ter pinçado dos escritos de Dante, maravilhosas pela poesia e sabedoria a mostrar que continuam atuais. Não dá pra não ver.

Não bastassem os acertos de Abreu e Dante, a direção de Roberto Lage (com assistência de Paulo Jordão) é maravilhosa tanto na condução dos  dez atores (Tatyana Figueiredo,Márcio Bueno Dias, Renata Zhaneta, Maria do Carmo Soares, Ando Camargo, Marco Aurélio Campos, Fernando Petelinkar, Raquel Marinho, André Grecco e Rodrigo Ramos) que interpretam otimamente com destaque para Renata Zhaneta,  como na da encenação. E não é à toa. Cenografia Heron Medeiros, Figurinos Fábio Namatame, Iluminação Wagner Freire, música Paulo Herculano. Todos premiados. É simplesmente inesquecível, corra pra lá. Leia mais »

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