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Arquivo da Categoria Críticas

07/06/2012 - 23:59

Os patéticos seres marginalizados de Senhora no Jardim

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Grupo Botija apresenta "Senhora no Jardim" só até domingo

SÃO PAULO – Um jovem presidiário em liberdade condicional tromba com uma prostituta sexagenária (como gosta de ser chamada, “puta nunca!”) numa imaginária noite mal iluminada do Jardim da Luz. Na cena do Teatro Augusta vê-se um banco ao centro do palco. No proscênio, à direita, um carrinho voltado para o fundo, com um presumível bebê que dorme ou está desmaiado de fraqueza. Desde o início o diálogo é de assumida rudeza, tamanha a sinceridade que brota das palavras de ambos os lados, assim é o ambiente de Senhora no Jardim que encerra temporada no próximo domingo (10).

Ninguém mais se ruboriza na platéia ante uma cachoeira de palavrões, desde quando surgiu um Plínio Marcos sem pudores em Navalha na Carne e Dois Perdidos Numa Noite Suja fazendo uma  deputada, feroz defensora  dos bons costumes exigir que se colocasse na bilheteria tratar-se de “espetáculo pornográfico”. Leia mais »

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07/06/2012 - 18:29

Elenco de Slavianski Baazar surpreende

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Daniel Morozetti e Gisa Guttervil em "Slavianski Bazaar"

SÃO PAULO – É assim com boa parte dos textos atuais. As personagens em alguns momentos creem que tiraram suas dúvidas e adquiriram certezas definitivas para, repentinamente, não saberem de nada  mais. Será que a TV é pior que o teatro ou ao contrário, devo trocar de par? Um retrato desses eternos conflitos é a peça Slavianski Bazaar, de Beto Bellini. E se o texto prende a atenção a encenação realmente encanta. É o próprio autor que dirige e deu certo.

É uma montagem com doze ótimos atores: Gisa Guttervil, Camilla Camargo, Daniel Morozetti, Heitor Saraiva, Ruy Andrade, Maria Carolina Mossele, Joana Pegorari, Danilo Amaral, Lilian Prado, Mateus Simões, Raquel Rosarouge, Ednor Messias. Estão citados por ordem de entrada. Leia mais »

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31/05/2012 - 14:24

Bom retrato de família

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil  (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Véspera" - foto de Bob Sousa

SÃO PAULO – Camila Appel tem sua segunda peça, Véspera, encenada com ótima direção de Rudson Senna nos fins de semana no Teatro Itália. Tudo ocorre na véspera do natal, quando parte da família está se encontrando para resolver como fica a festa e coisas assim. Como em toda a reunião de pessoas tão íntimas, não faltam conflitos de todos os lados. Há entre pai, mãe e, mais ainda, entre filhos e pais, onde todos se comportam com a mais absoluta intimidade sem nenhuma cerimônia, como se cada um fosse dono da verdade e fim de papo.

Ambientado numa bela sala de casa bastante elegante, a peça apresenta ótimos diálogos e, apesar do tom sem conciliação, como ocorre na maioria das famílias, dá a impressão de que, no final das contas, tudo acabará bem.

Assim como o cenário, Márcio Vinícius assina os figurino de muito bom gosto e a iluminação fica à cargo do, sempre irretocável,  Paulo César Medeiros. Leia mais »

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24/05/2012 - 13:05

Delicada, divertida e instigante, assim é A Garota do Adeus

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Garota do Adeus"

SÃO PAULO – Reunir essas qualidades num mesmo texto teatral não é pra qualquer um, mas é simples para Neil Simon, o campeão dos sucessos na Broadway. Nascido em 1927 escreveu peças como Estranho Casal e Hairspray, seus sucessos mais recentemente montados por aqui. Agora chega A Garota do Adeus. Peça que merece, como quase todas as obras (Descalços no Parque e Jesus Cristo Superstar, entre outras da enorme coleção do autor, o título que escolhemos para esse artigo.

O enredo trata de uma senhora Paula, abandonada pelo marido, o qual simplesmente subloca a própria casa, onde ela e a filha moram. Fazer o que? Era ele quem tinha assinado o contrato!

O responsável pela ótima adaptação é Edson Fieschi quem, também, interpreta o novo locatário com brilho e tem que se acertar com a protagonista Paula, a cargo da maravilhosa Gabriela Duarte, cuja filha Júlia Gomes de tenra idade, promete ser uma futura Fernanda Montenegro. Leia mais »

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18/05/2012 - 18:55

Os gregos e o pavor da guerra inevitável

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Ifigênia" - foto de João Caldas

SÃO PAULO – Depois do sequestro da rainha Helena, não restava outra saída para os gregos senão declarar guerra à Troia. A tragédia que trata desse assunto é Ifigênia, de Eurípedes, uma trilogia cuja última parte se encontra muito bem adaptada por Cássio Pires, em cartaz no Espaço Elevador( rua Treze de Maio 222, na Bela Vista). A emoção que acomete o coro, formado por todo o elenco, incluso os protagonistas, é acompanhada pela plateia que, como em todos os tempos, não deseja provocar ou estar numa guerra.

A concepção e direção de Marcelo Lazzaratto é de extremo bom gosto e adequação não só devido à condução do elenco (Carolina Fabri, Daniela Alves, Gabriel Miziara, Manfrini Fabretti, Maurício Shneider, Pedro Haddad, Rodrigo Spina, Sofia Botelho e Wallyson Mota) Leia mais »

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17/05/2012 - 18:06

Elias Andreato e Leonardo Miggiorin em interpretações vigorosas

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Equus"

SÃO PAULO – Alan Strang (Leonardo Miggiorin) cegou cinco cavalos com estilete, sem um motivo plausível, e está condenado à prisão. Para tentar salvar a vida do menino, a advogada (Mara Carvalho) conta com a ajuda de um famoso psiquiatra, Martin Dysart ( Elias Andreato) . O destino desse menino está nas mãos desse médico que precisa entender os motivos do crime para ajudá-lo. Eis a base da trama do inglês Peter Schaffer em Equus, cartaz do Teatro Folha.

Leonardo Miggiorin e Patrícia Gasppar em "Equus"

Dysart narra o encontro com o menino e divaga sobre a sua profissão. A solução do caso que tem em mãos é como um quebra-cabeças.  Alan é internado e o público acompanha as sessões com o psiquiatra, as lembranças do rapaz e sua relação com os pais. Aparentemente,  sua vida é normal, com os percalços comuns a qualquer ser humano, mas,  aos poucos, desvendamos seus traumas, suas paixões e fatos que demonstram um comportamento cotidiano a delinear perturbações psicológicas. Leia mais »

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16/05/2012 - 23:23

Fogo Fátuo: uma lágrima para Mefisto

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Helio Cicero e Samir Yazbek dividem a cena em "Fogo Fátuo"

SÃO PAULO – Já que a humanidade está num beco sem saída por haver trocado o suor do aprendizado da vida pelas armadilhas das conexões virtuais. Já que o mundo perdeu as estribeiras no trato permanente da tolerância entre  as pessoas e as nações. Já que o mundo deixou de ser habitável, pela violência sistemática  em todos os cantos do planeta, nada resta, para um desocupado Mefisto  – paradoxalmente –, senão verter uma lágrima, antes  de deixar a cena ao final desse desconcertante, fascinante e nada retórico  texto de Samir Yazbek, Fogo Fátuo, cartaz do SESC Santana até 27 de maio.

No final do breve  diálogo de Samir, Mefisto pede ao seu interlocutor, o Escritor que “Escreva!” sobre o seu (dele) desconforto perante a Eternidade, o qual pode ser encontrado na impossibilidade de  usufruir o efêmero, como tomar um café, por exemplo, diz ele. Como consta que a peça está ainda na fase de “work in progress”(esperando retoques como se diria em bom português),  sugerimos aqui que se acrescente a rubrica: MEFISTO AFASTA UMA LÁGRIMA QUE TEIMA EM ROLAR PELA SUA FACE ARDENTE.  E sai diante de um Escritor atônito. Leia mais »

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10/05/2012 - 20:49

Incrível como Equus continua atual

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil/ iG (aplaobrasil@aplausobrasil.com)

"Equus", de Peter Schafer, direção de Alexandre Reinecke

SÃO PAULO – A peça Equus, de Peter Shaffer, estreou em São Paulo em 1975, sob direção de Celso Nunes, protagonizada por Paulo Autran e Ewerton de Castro. Ficou dois anos em cartaz por aqui, com mudança de elenco, e depois fez também grande sucesso no Rio. Posteriormente foi montada por outros diretores. O espanto é que mesmo depois de tantos anos é super atual. Não enfoca apenas o psicótico (Leonardo Miggiorin), mas os transtornos que ele causa em seu psiquiatra (Elias Andreato). Um texto imperdível e com excelentes atores, inclusive como coadjuvantes, há nomes de peso como Patrícia Gaspar e Mara Carvalho.

Dirigida por Alexandre Reinecke, além de caprichar na atuação do elenco, a montagem tem excelente cenário que se movimenta quando os envolvidos mudam, criado por André Cortez,  figurinos cem por cento adequados de Renata Young. Leia mais »

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06/05/2012 - 20:42

Paulo Santoro veio pra ficar

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

César Augusto assina a direção de "Plinio Contra as Estrelas"

SÃO PAULO – Tudo indica que vai ficar. Esse é o quarto texto dele encenado. O primeiro, O Canto de Gregório, foi dirigido por Antunes Filho , logo em seguida do autor ter cursado dramaturgia no CPT. O segundo, O Fim de Todos os Milagres foi editado em livro junto com o primeiro. Entre suas produções dramatúrgicas, a terceira obra encenada foi A Mulher Que Ri, sob direção de Yara Novaes. Agora é a vez de Plínio Contra as Estrelas, dirigida por César Augusto, que fica em cartaz até sexta-feira (11), na sala Beta do SESC Consolação.

No texto, Santoro consegue contrapor duas visões do mundo atual. A dos adultos que atribuem a ele estado de profunda depressão por viver trancado no quarto com seu computador quase todo o tempo, e a dele, ou dos jovens atuais que consideram a situação perfeitamente normal e aparentam grande satisfação de viver. Leia mais »

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04/05/2012 - 20:49

Até o espetáculo é fluido como o texto

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil aplausobrasil@aplasobrasil.com)

Helio Cicero e Samir Yazbek dividem a cena em "Fogo Fátuo"

SÃO PAULO – Que Fogo Fátuo é um texto excelente não é novidade para ninguém, pois é assinado pelo premiado  Samir Yazbek (O Fingidor e As Folhas de Cedro). As novidades são a maneira extremamente delicada com a qual ele lida com a consciência da constante mutação de nosso tempo e a dificuldade com que, até mesmo, Mefisto lida com a questão.

Outra surpresa é que o autor interpreta sua própria obra ao lado do consagrado Hélio Cícero (que palpitou também na dramaturgia) e se dá muito bem nessa estreia. Hélio faz um Mefisto moderno, mas que parece uma visão e não se tem certeza que é de carne e osso. O diálogo entre eles é primoroso, nem uma palavra de sobra. Leia mais »

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