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06/01/2010 - 12:28

Sai a lista completa dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro 2010 do RJ

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Redação (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Michel Bercovitch, indicado a Melhor Ator

Michel Bercovitch, indicado a Melhor Ator

Com as indicações aos artistas de teatro que se destacaram no segundo semestre de 2009, a lista completa dos concorrentes ao Prêmio Shell de Teatro 2009 do Rio de Janeiro está completa.

O espetáculo O Despertar da Primavera foi o recordista de indicações, concorrendo em cinco categorias. Destaque para o consagrado Charles Möeller, que disputa novamente o prêmio de melhor direção, e, também, para Rodrigo Pandolfo na categoria Ator. O musical concorre ainda por Cenário (Rogério Falcão), Figurino (Marcelo Pies) e Iluminação (Paulo César Medeiros).

Outra peça com muitas indicações é Oui oui… A França é Aqui, com quatro. João Fonseca está na disputa pela direção, Solange Badin pela atuação, João Callado e Nando Duarte pela música. Pelo mesmo espetáculo, Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche concorrem na categoria Autor. Leia mais »

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23/12/2009 - 18:28

Desce o pano da temporada 2009

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

A atriz Fernanda Montenegro

A atriz Fernanda Montenegro

Com esse artigo desço o pano sobre a retrospectiva teatral a que empreendi esforços em três artigos anteriores. Temporada que vai, temporada que vem. Dias bons, outros nem tanto. Como o curso da vida o é, a temporada teatral segue de forma efêmera e, neste 2009, reservou-nos momentos de plena fruição estética, puro entretenimento e uma diversidade sem-tamanho.

Vale destacar o trabalho de grupos como Os Fofos Encenam com sua versão da peça mítica de Nelson Rodrigues, Álbum de Família, que recebeu o nome de Memórias da Cana e um sotaque nordestino na concepção encenada por Newton Moreno, além de uma excelente interpretação de Marcelo Andrade na pele de Jonas, protagonista da peça; a Armazém Cia. de Teatro trouxe sua mais nova perola de um repertório impecável, a premiada Inveja dos Anjos que percorreu quase todas as regiões do país; o Oficina Uzyna Uzona, dirigido por Zé Celso, apresentou sua segunda parte da tetralogia sobre a atriz Cacilda Becker, Cacilda – Estrela Brazyleira à Vagar, uma ode à história do teatro brasileiro nos anos que antecedem sua entrada à era moderna; já Antunes Filho, no auge de sua inquietude criadora, trouxe uma vertiginosa leitura do espetáculo A Falecida, de Nelson Rodrigues, à qual acrescentou o sufixo Vapt-Vupt.

Ao completar seus 80 anos idade, assim como Antunes Filho, a atriz Fernanda Montenegro apresentou, no Teatro SESC Anchieta, o projeto Caminhos da Liberdade, que trazia um documentário seguido por debate sobre Simone de Beauvoir, além do monólogo Viver em Tempos Mortos, em que, na pele de Beauvoir, Fernanda Montenegro com linguagem sintética e pungente rememorou traços da trajetória de Simone, como seu “casamento aberto” com Jean-Paul Sartre e sua atuação no movimento filosófico conhecido como Existencialismo, além de seu fundamental papel no movimento feminista com a publicação de O Segundo Sexo.

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Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas Tags: , ,
22/12/2009 - 13:47

Festivais e SESC SP deixam suas marcas na temporada 2009

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

FARSA esteve no FESTIVAL DE CURITIBA

FARSA esteve no FESTIVAL DE CURITIBA

 

Nesse terceiro artigo em que, segundo o que vi, destaco os espetáculos teatrais que considero pertinentes em ganharem um espaço privilegiado de minhas reflexões, peço licença para destacar a efervescência promovida por festivais de teatro Brasil afora como o Festival de Curitiba, Festival Internacional de Londrina (FILO) e Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, que fizeram circular espetáculos marcantes, do país ou estrangeiros. Também peço licença para destacar a atuação do SESC SP que, presidido pelo professor Danilo Santos Miranda, responde por projetos e espetáculos de pesquisa e qualidade indiscutível.

As curadorias dos festivais de teatro estão, cada vez mais, direcionadas à trazer para suas cidades de origem um quadro de excelência qualitativa cada vez maior. E a cada ano são apresentados, também, espetáculos de dança, ampliando para as artes do corpo nossa atenção, mesmo por que o hibridismo entre as linguagens se faz necessária de notação.

Dentro do FILO deste ano, a abertura do festival para espetáculos e artistas com diferentes possibilidades físicas e intelectuais, além de um profícuo debate focado na reflexão e discussão da “arte inclusiva” representou um diferencial vanguardista do Festival Internacional de Londrina que, espero, seja contínuo e influencie outros festivais. Leia mais »

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19/12/2009 - 20:27

Musicais definem novos velhos rumos do entretenimento teatral

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

Elenco do musical <i>Avenida Q</i>

Elenco do musical Avenida Q

 

No segundo artigo-retrospectiva teatral 2009, me atenho a um gênero teatral que entrou em meados de 2000 na pauta das artes cênicas, embora não seja um gênero novo – historicamente, com as revistas musicais, entre outras formas teatrais que marcaram época, e nos deixaram o legado das grandes vedetes, como a diva Eloá –, nessa primeira década do século 21 deixou claro que veio não como moda, mas em busca de um novo espaço que lhe é velho conhecido, e, particularmente este ano, ocupou boa parte do teatro comumente chamado de entretenimento.

 

Assim como afirmei no bate-papo sobre Teatro de Entretenimento X Teatro de Vanguarda, no Vira Cultura, da Livraria Cultura, prefiro os termos risco e menor risco para tratar os espetáculos que visam a pesquisa de linguagens e os de olho em públicos mais adeptos em gastar com a diversão, respectivamente. Musicais como A Bela e a Fera e A Noviça Rebelde, por suas longas trajetórias de montagens bem-sucedidas, podem ser colocados no patamar de montagens de menor risco, ou seja, que, provavelmente, cairão no gosto do grande público. Mas, até nesses casos, a condicional não afasta de todo o risco.

Dirigida pela dupla que revitaliza nossa adormecida vocação aos musicais, sobretudo como forma de entretenimento, Charles Möeller e Cláudio Botelho, apresentaram uma montagem impecável de A Noviça Rebelde fazendo jus à plateia sempre lotada, mesmo com ingressos à altos preços. O espetáculo fez, também, temporada popular no Teatro Sérgio Cardoso, onde pudemos conferir o trabalho de “maior risco” da dupla, 7 – O Musical, texto brilhante de Charles Möeller, dirigido por Cláudio Botelho e com trilha original composta por Ed Motta, comprovando que estamos preparados não apenas para importar os clássicos do universo musical. Leia mais »

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18/12/2009 - 17:01

Um pouco de 2009 no Teatro

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

<i>Veleidades Tropicaes</i>, não consegui assistir apesar das recomendações

Veleidades Tropicaes, não consegui assistir apesar das recomendações

 

Começo esse primeiro artigo que propõe estabelecer destaques da temporada teatral de 2009, em São Paulo sobretudo, com um prévio pedido de desculpas a muitos dos espetáculos que não entrarão aqui porque não os assisti. É que, com a benção de Dionísio, a cada ano aumentam os números de espetáculos que estreiam aqui na capital.

 

Estamos habituados a assistir os mais interessantes espetáculos numa das unidades do SESC, que valoriza, principalmente, espetáculos que se caracterizam pela pesquisa de linguagem e que, muito provavelmente, não seriam viáveis se dependessem apenas de leis de incentivo fiscal que colocam na mão dos diretores de marketing o poder de decisão dos contemplados. Caso de Inventário – O Que Seria Esquecido se a Gente Não Contasse, produção dos Doutores da Alegria do Rio de Janeiro, sob direção de Andréa Jabor e Beatriz Sayad, que reproduziu no palco algumas das situações que a equipe de clowns enfrenta no dia-a-dia em seu trabalho no hospital.

A Unidade Provisória do SESC da Avenida Paulista trouxe um inusitado cachorro de rua, espécie de mendigo, que realiza sermões à moda do Padre Vieira, tal era o mote de The Cachorro Manco Show que revelou um dramaturgo bastante interessante (Fábio Mendes), um ator extremamente competente (Leandro Daniel Colombo), alicerçados pela direção madura de Moacir Chaves que já havia dirigido o Sermão da Quarta-Feira de Cinzas, do Padre Antonio Vieira, com interpretação marcante de Pedro Paulo Rangel, em 1994.

Pouco divulgado, até por mim, Quem Não Sabe Mais Quem é, O Que é e Onde Está, Precisa se Mexer, trabalho resultante da pesquisa que a Cia. São Jorge de Variedades,, nesses nove anos de existência dirigida artisticamente pela magnífica atriz Georgette Fadel, imergiu na obra do dramaturgo alemão Heiner Muller. O fruto de tal pesquisa tomou o quarteirão de onde fica a sede da trupe (Barra Funda) e, também, o espaço interno da sede, sem focos de luz, utilizando a criatividade e a luz da tarde – o espetáculo começava 15h e, durante a semana, meio-dia – para desenvolver um diálogo entre as duas obras, a matriz e a gerada, seguindo o mesmo esquema utilizado por Müller na composição de suas obras, relendo clássicos para os colocar em conformidade com o aqui e agora. Leia mais »

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08/12/2009 - 00:51

Exclusivo: Os melhores do Teatro 2009 segundo a APCA

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ichel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

 

<i>Memórias da Cana</i< é eleito o MELHOR ESPETÁCULO de 2009 pela <i>APCA</i>

Memórias da CanaAPCA

Concordemos ou não com os artistas premiados por quaisquer comissões julgadoras, não podemos esquecer que para chegar aos que considera os mais destacáveis do ano em questão, um longo caminho de debates primados pela democracia são trilhados pelos membros da comissão, pelo menos este é o norte seguido pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Na categoria teatro, nós estabelecemos duas votações anteriores à principal, com o objetivo de não deixarmos esquecidas aquelas peças que estrearam no primeiro semestre. Assim sendo, votamos nos melhores, para a comissão – Afonso Gentil,Celso Curi, Edgard Olímpio, Evaristo, Luiz Fernando Ramos, Mauro Fernando, Maria Lúcia Candeias, Michel Fernandes e Paschoal XVIII -, de 2009 na Categoria Teatro

Seguem os escolhidos:

MELHOR AUTOR: Fábio Mendes (The Cachorro Manco Show)

MELHOR ATRIZ: Rosaly Papadopol (Hilda Hilst – O Espírito da Coisa)

MELHOR ATOR: Elias Andreato (Doido)

MELHOR DIRETOR: Márcio Aurélio (Anatomia Frozen)

MELHOR ESPETÁCULO:  Memória da Cana (Os Fofos Encenam)

PRÊMIO ESPECIAL a Oswaldo Mendes pela pesquisa e publicação de Bendito Maldito – Uma Biografia de Plínio Marcos

GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA para Charles Möeler e Cláudio Botelho pela contribuição ao Teatro Musical Brasileiro

 

E você, leitor, o que acha do resultado?

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16/10/2009 - 22:08

Temporada de Dança 2009 apresenta nova coreografia da Quasar Cia. de Dança

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<i>Céu na Boca</i> nova coreografia da <i>Quasar Cia. de Dança</i>

Céu na Boca nova coreografia da Quasar Cia. de Dança

 

O novo trabalho da Quasar Cia. de Dança, Céu na Boca, obra para oito bailarinos, propõe um diálogo entre o paraíso que desejamos e a realidade que nos é oferecida.  O espetáculo tem a sofisticação de movimentos já característica da companhia goiana, mas traz inovações no estilo criado pelo coreógrafo Henrique Rodovalho. A Quasar se apresenta no Teatro Alfa somente neste sábado (17) e domingo (18).

A Quasar Cia. de Dança conta com o patrocínio da Petrobras e da Belcar, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultural, e com o apoio da Unimed Goiânia, Adress West Side Hotel, Studio K, Athletics Sports e Studio Balance.

Após as apresentações da Quasar, a Temporada de Dança 2009 do Teatro Alfa continua com a São Paulo Cia. de Dança, quatro apresentações que marcam a estréia da nova coreografia, Passa Noite, além de Gnawa e Polígono, entre 22 e 25 de outubro; e Ballet Preljocaj, três apresentações do espetáculo Blanche Neige, com figurinos de Jean-Paul Gaultier, de 6 a 8 de novembro. Leia mais »

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