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09/10/2011 - 16:58

Hugo e equipe ousam ainda e sempre

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Parlapatões comemora aniversáriode seu Espaço com "Ridículos Ainda e Sempre"

SÃO PAULO – O nonsense do russo Kharmas ganha perfeita sintonia com o surrealismo  que tem sido, desde seu começo, marca maior do jogo circense do grupo Parlapatões . Uma sucessão hilária de esquetes com personagens em situações inusitadas, remete-nos ao mundo dúbio do confronto entre real e o onírico, como em nossas cotidianas vidas. Porque a vida é sonho, já assim disse mais de um autor, além de Calderón de La Barca.

No elenco, pequeno, porém de vigorosa múltipla participação temos um Hugo Possolo incorrigível – e corrigir o quê e por quê? –não dando margem para momentos mortos, improváveis de invadirem um palco onde esteja o excepcional comediante. Raul Barreto faz, de forma personalíssima, o gênero clown estóico, que fez a imortalidade do comediante do cinema mudo de Hollywood,  Buster Keaton. A versátil Jacqueline  Obrigon mostra-nos , sem desnecessários esforços, como se consegue ser versátil sem cair no estereótipo. A jovem atriz Abhiyana e Hélio  Portes, figura costumeira nos momentos de anárquica sátira, completam   o elenco. Leia mais »

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09/04/2010 - 05:26

Doido em curta temporada

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Michel Fernandes, Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Elias Andreato no solo Doido

Solo em que Elias Andreato interpreta monólogos, textos em prosa e poesias de autores que vão do quilate de Shakespeare, Fernando Pessoa, Schiller, Artaud e tantos outros, cujo tema resvala na loucura humana. Doido encanta por sua simplicidade e pela primorosa interpretação de Elias Andreato que com excelentes textos seguidos pela mesma excelência em utilizar a dicção, as modulações vocais, sensibilidade e superior capacidade no entendimento do texto e posterior comunicação do mesmo. Em Doidocomprovamos que para fazer bom teatro é preciso muito pouco: uma cadeira, uma mesa e um ciente e eficiente ator.

DOIDO

TEATRO ÁGORA

Sala Gianni Ratto (88 lugares)

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista.

Telefone: 3284-0290

Bilheteria: de terça a domingo, das 14h até o horário do espetáculo.

Formas de pagamento: dinheiro e cheque. Não aceita cartões de crédito e débito.

Sábado, às 21h30 – Domingo, às 18h

Sábado e Domingo R$ 30

Duração: 60 minutos

Recomendação: 14 anos

Até 30 de maio

Autor: - Categoria(s): Matérias Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 17:35

A Rotina e Peri e Ceci

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (mlcandeias@aplausobrasil.com)
 
 

 

 

 

 

Elisa Lucinda em solo intimista

Elisa Lucinda em solo intimista

 

Felizmente quem mora em São Paulo não fica restrito às produções locais. Mesmo em se tratando de montagens experimentais. É o caso de Parem de Falar Mal da Rotina, com Elisa Lucinda, que há alguns anos esteve passeando pelas cidades brasileiras, vinda do Rio e Janeiro, e apresentou-se no Teatro Augusta, com bastante sucesso. Agora re-estreou no Teatro Jaraguá.

A atriz e poetisa tem um carisma impressionante. Sua peça vale uma coleção de livros de auto-ajuda, principalmente por que é concebida com tanto humor, que quando não arranca risos arranca aplausos do público.

Além disso, a protagonista canta muito bem músicas de autores brasileiros de primeira linha. Elisa, no palco, parece em sua própria casa e mais conversa com a platéia, pede bolsa emprestada e tudo o mais, do que interpreta uma personagem que parece ser ela mesma.

 Os trajes com que se apresenta são de muito bom gosto e são assinados por Djalma Amaral. A sala, cenário criado por ela, funciona mais como decoração, pois quase tudo se passa na beira do palco, como um cochicho, uma fofoca. Parem de Falar Mal da Rotina passa a ser um conselho que todos adotam depois de assistirem a essa montagem, pelo menos aqueles que acordam de mau humor e destilando fel, ou ainda os que conservam uma cara fechada mesmo quando fazem elogios.

Elisa Lucinda é, sem dúvida, uma mulher de muitos talentos, que certamente será assistida com prazer por qualquer pessoa que vá ao teatro. É preferível sentar na frente porque às vezes se perdem algumas palavras, pois a atriz está mais acostumada à impostação de TV do que à do palco.

 Outro experimental interessante mais por causa do ator, Fernando Nitsch,… Leia mais »

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