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11/02/2010 - 10:52

Peça revive outros carnavais

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Musical homenageia Lamartine Babo

Musical homenageia Lamartine Babo

Às vésperas de mais um feriado de carnaval, ao assistir o musical Lamartine Babo, texto de Antunes Filho dirigido por Emerson Danesi, em cartaz apenas às quintas-feiras, 19 e 21h, lembramos saudosos da folia de outros tempos, em que reinavam as marchinhas de carnaval.

Esse parece ser o foco de Lamartine Babo, reviver o clima festivo de outros carnavais sem, no entanto, recorrer ao recurso de ambientar o espetáculo em determinada época. Lamartine Babo se situa na atemporalidade, ou seja, os belíssimos figurinos criados por Rosângela Ribeiro podem até sugerir tempos mais remotos, mas, de fato, a banda que ensaia naquela casa abandonada um repertório exclusivo de composições de Lamartine Babo, é atual e, até mesmo, repercute o que a geração do autor deve sentir ao ouvir as tolices do funk e axé music, salvo raras exceções, que servem ao gosto da massa. Não porque a massa se tornou burra e, sim, porque a mídia a faz desconhecedora do legado qualitativo de nossa música popular.

Músicas como Grau Dez, O Teu Cabelo Não Nega, Chegou a Hora da Fogueira, Joujoux e Balangandãs, No Rancho Fundo, Hino do Carnaval Brasileiro, só para citar algumas das inesquecíveis perolas de Lamartine estão arranjadas com preciosismo por Fernanda Maia, quem assina a direção musical com simplicidade e colorido de encontro de vozes que soam no timbre do prazer. Leia mais »

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21/01/2010 - 15:30

Antunes virou dramaturgo

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Antunes Filho escreve musical em homenagem a Lamartine Babo

Antunes Filho escreve musical em homenagem a Lamartine Babo

Consagrado encenador brasileiro, Antunes Filho estreou na dramaturgia com a peça Lamartine e se saiu muito bem. Não foi pesquisar minuciosamente a vida de Lamartine Babo, grande compositor popular (1908/1963) de sucessos eternos como Eu Sonhei que Estavas Tão Linda, O Teu Cabelo Não Nega, Linda Morena, No Rancho Fundo, bem como hinos para campeões do futebol carioca como “uma vez flamengo, flamengo até morrer”. Compôs também para um time gaúcho entre outros. Mas é como sambista e mestre das marchinhas que está enfocado no ótimo texto curto.

Como não poderia deixar de ser, trata-se de um excelente musical com a maior parte do elenco se apresentando em coro e cantando lindamente sob direção de Fernanda Maia. E não é á toa, pois foi ela, juntamente com Zé Henrique da Paula, quem primeiro transformou Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, em teatro musicado.

É imperdível. Mesmo sem a direção de Antunes que confiou a tarefa a Emerson Danesi que deu bem conta do recado. Coisas do CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc Consolação) que tem formado bons profissionais.

Vale destacar que todos esses acertos se devem sem dúvidas à impecável interpretação do elenco que traz nos papéis centrais Sad Medeiros, Adriano Bolsch e especialmente Marcos de Andrade que faz um Silverinha (ou seria um Lamartine?) com perfeição. Leia mais »

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15/12/2009 - 16:33

Rio de Janeiro apresenta o primeiro tempo do Tempo_Festival das Artes

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

diretores Artísticos do <i>Tempo_Festival das Artes</i>

diretores Artísticos do Tempo_Festival das Artes

 

Começa amanhã a primeira etapa do Tempo_Festival das Artes, no Oi Futuro, Rio de Janeiro (Flamengo), festival internacional de artes cênicas que propõe três etapas de atuação: da reflexão e pensamento à criação e expressão. Essa fase vai até sexta (18) e presta homenagem ao diretor Antunes Filho que chega aos 80 anos tão irrequieto quanto o Zequinha, jovem de 19 anos que era quando o crítico, Décio de Almeida Prado, o indicou aos diretores italianos do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), para ser assistente.

 

Com direção artística e coordenação geral de Bia Junqueira, Cesar Augusto e Márcia Dias, o 1º Tempo do projeto Tempo_Festival das Artes é dedicado ao pensamento, às reflexões sobre o fazer artístico e tem contribuição na equipe de curadoria da filósofa, psicanalista e poeta Viviane Mosé. O objeto de suporte a essas reflexões serão palestras, debates, encontros, processos, residência artística e mostra de vídeo. 

O 2º Tempo acompanhará a expressão e terá contato com toda a diversidade artística; e no terceiro, participará de uma rede de conhecimento. 

Está no ar, também, o site Tempo Contínuo  que dará suporte ao Festival por 365 dias, objetivando a propagação das informações de cada tempo proposto. O site busca estabelecer uma rede de conhecimento, apostando na continuidade do Festival, na permanência do diálogo e na irradiação do pensamento.

Com atuação junto às redes sociais, o site pretende ser uma referência para as artes cênicas, com dois blogs, um informativo e outro que reunirá opiniões e estimulará o debate.

Blog Instantâneo

Blog Simultâneo

CLIQUE AQUI e confira a programação completa.

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06/11/2009 - 20:54

Impressões lusitanas da passagem de Antunes Filho por lá

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Cena de <i>A Falecida Vapt-Vupt</i>, com o Grupo Macunaíma

Cena de A Falecida Vapt-Vupt, com o Grupo Macunaíma

 

Antes da estreia no 7° andar do SESC Consolação, onde fica a sede do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), o espet´´aculo A Falecida Vapt-Vupt, terceira incursão do diretor Antunes Filho para A Falecida, do dramaturgo carioca Nelson Rodrigues, a peça estreou em solo português, no Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, em maio deste ano, ao lado de Prèt-a-Porter (Coletânea 2). É sobre as impressões do trabalho dos núcleos Macunaíma e CPT, ambos coordenados por Antunes Filho, que versa o texto do crítico português Jorge Louraço Figueira. Boa leitura e não percam a instigante obra.

 

Subitamente, no banheiro das senhoras [TNSJ]

By Jorge Louraço Figueira

Antunes Filho, o mais reputado encenador de São Paulo, vai mais longe, na cenografia de A Falecida Vapt-Vupt. O espaço é um bar onde param os clientes do costume, indiferentes ao desenrolar das cenas entre marido e mulher, família, amante e agentes funerários. No meio, tirando apontamentos durante toda a função, está a figura do autor. A parede do fundo é um imenso painel cheio de inscrições típicas de WC público, sugerindo que o anjo pornográfico, como lhe chamaram, escrevia directamente da secreta.

CLIQUE AQUI para ler a crítica completa.

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16/09/2009 - 16:51

Antunes Filho: Reinventor de Si-mesmo

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<I>A Falecida Vapt-Vupt</I>

A Falecida Vapt-Vupt

A FALECIDA VAPT-VUPT

 

Aos oitenta anos e com mais de meio século dedicados ao teatro, Antunes Filho não se fixou à forma teatral que o eleva ao Olimpo da direção teatral, ocupado por poucos diretores de talento e criatividade indescritível, e em sua terceira incursão à tragédia carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida que, agora, ganha o sobrenome Vapt-Vupt, ele se reinventa e nos traz a uma instigante viagem a novos campos de percepção. Isso não quer dizer que ele deixou de lado o extremo rigor n campo da interpretação, não no que respeita ao “formalismo” – que já virou jargão entre alguns que não conseguem comungar do prazer estético proposto por Antunes -, mas na exigência que nos propicia interpretações cada vez melhores de Lee Thalor que com a novata Bruna Anauate, uma revelação primorosa, forma o casal protagonista da peça.

 

A FALECIDA VAPT-VUPT de Nelson Rodrigues, direção Antunes Filho. (60 min). Espaço CPT (sétimo andar) 70 lugares. Sextas às 21h e sábados às 19h e às 21h. 12 anos. Rua Dr. Vila Nova, 245. Tel: 11 3234-3000.

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