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25/02/2011 - 14:39

Rasgo poético no rito de passagem

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Alessandra Negrini e Joaquim Lopes em "A Senhora de Dubuque"

Crítica de Michel Fernandes para a peça A Senhora de Dubuque publicada na edição impressa do Diário de São Paulo de 22 de fevereiro de 2011.

Obsessão do autor Edward Albee, ou simplesmente a busca desesperada que satisfaça a eterna interrogação “quem somos?”, é o barco que conduz A Senhora de Dubuque para um poético rito de passagem.

Sob a capa do coloquialismo naturalista, em que amigos se reúnem na casa do casal Jo (a convincente Alessandra Negrini) e Sam (Joaquim Lopes, em interpretação excelente) – à beira da morte pela debilidade causada por uma doença terminal –, símbolos de extremada beleza poética emergem dando toques metafísicos e atemporais ao que é apresentado como possível cópia do mundo real. Leia mais »

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01/02/2011 - 14:41

Peça traz morte como tema central

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Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Sob direção de Leonardo Medeiros, peça traz Karin Rodrigues, Alessandra Negrini, Joaquim Lopes e Edson Montenegro nos papéis centrais

Se há algo de certo nessa vida é a morte. Por mais que todos saibam dessa máxima, poucos lidam

Elenco de "A Senhora Dubuque"

bem ou enfrentam essa verdade. O dramaturgo norte-americano Edward Albee tem a morte como tema em várias de suas peças e, em A Senhora de Dubuque, — texto inédito no Brasil que acabou de estrear no SESC Pinheiros, Teatro Paulo Autran—, novamente tem a finitude humana como centro da discussão.

Sob a direção do ator Leonardo Medeiros, a peça inicia com o casal Jo e Sam, vividos por Alessandra Negrini e Joaquim Lopes, recebendo em sua casa dois casais de amigos. Cansados do joguinho de adivinhações e com o nível alcoólico bem elevado, vêm à tona as desavenças, intrigas e conflitos entre eles. Jo, que está seriamente doente, não tem papas na língua e solta todas as verdades e venenos. Leia mais »

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09/11/2010 - 18:05

Ney Matogrosso: o poeta da voz

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Ney Matogrosso em terno de Ocimar Versolato para o show "Beijo Bandido"

Em show de seu 29º trabalho solo, “Beijo Bandido”, Ney Matogrosso revela, mais uma vez, a diferença entre cantar e a arte da interpretação, o que fica evidente em sua performance, com alta voltagem dramática, no show que encerra temporada popular no próximo domingo (14), no Teatro Paulo Autran (SESC Pinheiros). Ao dedilhar cada sílaba das canções que interpreta, ele atinge uma arte outra. Ney é uma espécie de poeta da voz.

Herivelto Martins, Cazuza, Geraldo Azevedo, Vítor Ramil, Chico Buarque e Edu Lobo, Roberto e Erasmo Carlos, Luís Bonfá, Herbert Vianna e Paula Toller, entre outros nomes, figuram na lista dos compositores que oferecem farta riqueza para Ney interpretar e, também, para os estupendos arranjos criados por Leandro Braga, que dosam com inventividade e beleza ímpar.

Braga conjuga em seus arranjos sonoridades populares a eruditas, utilizando para isso instrumentos como violão e violoncelo (Lui Coimbra), violino e bandolim (Ricardo Amado), percussão (Felipe Roseno), além do piano que ele mesmo toca. São esses talentosos músicos que acompanham Ney Matogrosso em cena garantindo prazer total a quem confere o show. Leia mais »

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