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09/03/2012 - 20:37

Excesso e superficialidade marcam Os Sete Gatinhos

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (michel@aplausobrasil.com)

Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas são convidados especiais do Círculo dos Canastrões

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo que um grande êxito, caso de Luís Antonio Gabriela, representa um prazer indizível a seus criadores, as exigências de um novo trabalho da equipe – ou, no caso de Os Sete Gatinhos, do diretor, Nelson Baskerville – responsável pelo êxito é mais rigorosa. Portanto, a concepção de Baskerville, está bastante aquém de outros trabalhos assinados pelo autor (como os espetáculos exemplarmente dirigidos por Antunes Filho), pecando pelo excesso de referências que afogam o espetáculo na superfície.

Os textos escritos pelo “bardo carioca” não precisam de re-escrituras cênicas para expressarem os intrínsecos valores arquetípicos que se escondem nas camadas mais subterrâneas do texto, ao contrário,  excessos plásticos, referências desnecessárias, entre outros, acabam por ocultar o sumo da peça: o desmoronamento de uma família que apostou tudo – dinheiro inclusive – na pureza da filha/ irmã mais jovem para redimir essa degradada instituição familiar. Leia mais »

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08/03/2012 - 23:37

Strindberg questiona o casamento tradicional

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Brincando com Fogo" - foto por Lígia Jardim

Com direção de Nelson Baskerville, a Cia Mamba de Artes apresenta Brincando Com Fogo, peça inédita no país, dentro das comemorações do centenário de morte do dramaturgo sueco

SÃO PAULO – Hoje em que se discute o modelo romântico de casamento, a montagem da Cia. Mamba de Artes da peça, inédita no Brasil, de August Strindberg, Brincando com Fogo, em cartaz na Caixa Cênica do SESC Pompeia, é mais do que bem-vinda.

Mesmo tendo sido escrita em 1891, a peça é atual justamente por colocar em cheque o casamento tradicional, muito conhecido e praticado por todos nós até hoje. Na montagem dirigida por Nelson Baskerville o público é surpreendido logo ao entrar: ao invés de uma sala comum de exibição, as pessoas se deparam com uma tenda inflável, em que os atores estão preparados para o início de uma cerimônia de casamento, e são, em seguida, conduzidas a se sentar nos dois lados da tenda. Somos ao mesmo tempo espectadores de teatro e convidados do casamento. Leia mais »

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13/02/2012 - 18:00

Renato Borghi está à frente da nova montagem de Os Sete Gatinhos

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Com direção de Nelson Baskerville, clássico de Nelson Rodrigues faz parte da mostra do Teatro de Arena que comemora o centenário do dramaturgo carioca

SÃO PAULO – O lendário Teatro de Arena Eugênio Kusnet abriga a mostraQuem Ainda tem Medo de Nelson Rodrigues?”, com montagens das principais peças do dramaturgo que completaria 100 anos se estivesse entre nós. No último final de semana, o diretor Nelson Baskerville estreou nova montagem de Os Sete Gatinhos, peça de 1958, que traz no elenco Renato Borghi, Élcio Nogueira, Roberto Arduin, Roberto Borenstein, Willians Mezzacapa, Michel Waisman, Gabriela Fontana, Caroline Carreiro, Greta Antoine, Debora Veneziane e Adriana Guerra.

O polêmico e revolucionário teatro de Nelson Rodrigues é conhecido por sua crítica voraz aos costumes da classe média carioca, mais precisamente do subúrbio do Rio de Janeiro dos anos 1940 e 50. Leia mais »

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16/03/2011 - 19:38

Nelson Baskerville dirige peça sobre seu irmão que partiu para a Espanha com o nome Gabriela

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Assista "Luís Antonio - Gabriela" de graça até 23 de abril

O diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luís Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

A partir de hoje, no Espaço Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo (CCSP), o documentário cênico Luís Antonio – Gabriela, com a Cia. Mungunzá de Teatro abre as portas para uma breve temporada gratuita. A trama tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luís Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos trabalhar sob o nome Gabriela.

Baseada em história do irmão de Nelson


O espetáculo foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta, de Serginho, cabelereiro em Santos e amigo de Luís Antonio.

Luís Antonio – Gabriela narra sua história até o ano de 2006, data de sua morte em Bilbao onde vivera até então como Gabriela.

“Em 2002, recebi uma ligação de minha segunda mãe, Doracy – segunda mãe porque minha primeira faleceu após o meu parto, fazendo meu pai, Paschoal, viúvo com seis filhos, casar com a Dona Doracy, viúva com 3 filhos, quando eu tinha 2 anos – ela me ligou pra dizer que Luís Antonio havia morrido na Espanha. Luís Antonio, pra mim, era aquele irmão, 8 anos mais velho, que sempre mantive na sombra. Só alguns poucos amigos sabiam da sua existência, ele era aquele que, além de me seduzir e abusar sexualmente, fazia com que muitos dedos da cidade de Santos fossem apontados pra nós, os ‘irmãos da bicha’, ‘a família do pederasta’  e outros nomes. Sou obrigado a confessar que a notícia da morte dele não me abalou nem um pouco. Leia mais »

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12/11/2010 - 22:14

Nova casa para espetáculo imperdível

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Nelson Baskerville e Cristina Cavalcanti em "Blackbird"

Um dos espetáculos mais interessantes da temporada teatral desse ano é, sem reservas ufanistas, “Blackbird”, do escocês, inédito no Brasil, David Harrower. A peça que estreou, deixando impressa sua marca, no Espaço dos Parlapatões, fica em cartaz até dezembro no Viga Espaço Cênico, sextas e sábados às 21h e domingos, 19h.

Um ritmo pulsante que faz perder o fôlego é o desenho impresso pela destra direção de Alexandre, preocupado mais com o jogo entre os atores nessa coreografia, claustrofóbica e pungente, envolta no árido espaço hiperrealista. Leia mais »

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24/09/2010 - 22:37

Espetáculo de autor escocês coloca espectador dentro da adrenalina explosiva das personagens

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Cristina Cavalcanti e Nelson Baskerville

Impossível desviar a atenção do flamejante jogo de atores que o espetáculo Blackbird, do autor escocês David Harrower, coloca no centro do palco do Espaço dos Parlapatões. As duas personagens, magistralmente interpretadas por Cristina Cavalcanti e Nelson Baskerville, tem potencia explosiva e, graças à vigorosa direção de Alexandre Tenório, dinâmica pulsante, capaz de se infiltrar no  espectador.

Não é possível revelar muito do enredo, pois é preciso preservar as incontáveis surpresas que Blackbird nos apresenta no curso de seu desenvolvimento.

À grosso modo, podemos dizer que o enredo da peça é o acerto de contas entre um casal que viveu um amor proibido no passado. Entretanto a trama fica bem distante dos clichês comuns das peças que se valem da discussão da relação de um casal.

Aberta a fenda purulenta do passado, o embate entre as personagens exige a entrega visceral em suas atuações. Com bisturi preciso, Alexandre Tenório conduziu os atores pela senda do hiperrealismo, caminho exigido pelo texto. Leia mais »

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18/09/2010 - 15:21

Cristina Cavalcanti e Nelson Baskerville apresentam autor escocês inédito no país

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Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Cristina Cavalcanti e Nelson Baskerville

Dirigida por Alexandre Tenório, Blackbird– cuja estreia será às 21h de hoje, no Espaço dos Parlapatões –, traz o autor escocês David  Harrower, com os atores Cristina Cavalcanti e Nelson Baskerville.

Numa sala abarrotada de lixo, usada como refeitório pelos funcionários de uma empresa, um homem e uma mulher se re-encontram. A última vez que se viram foi há vinte anos, num quarto de hotel. Desde então tentam se reerguer, em vão.

Blackbird trata de como as atitudes do passado afetam o presente de forma irreversível, e questiona tudo o que sabemos sobre amor, culpa e moral. Leia mais »

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04/05/2010 - 15:17

Ocidente ou oriente: Eis a questão

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Pedofilia é um dos temas de POR QUE A CRIANÇA COZINHA NA POLENTA

Neste artigo, cujo objetivo é promover um diálogo com o leitor, a partir de algum tema provocativo oriundo das reflexões sobre algum espetáculo, convido você, leitor, a refletir comigo sobre a questão premente em dois espetáculos em cartaz, Por Que a Criança Cozinha na Polenta, dirigido por Nelson Baskerville, e O Rei e Eu, musical assinado por Jorge Takla: quais os méritos e deméritos das civilizações oriental e ocidental, de acordo com o enredo destes espetáculos?

O livro autobiográfico da romena Aglaja Veteranyi, Por Que a Criança Cozinha na Polenta, serve de base ao espetáculo homônimo, apresentado apenas às terças-feiras no Espaço dos Parlapatões, fala sobre uma família circense exilada no Ocidente, em busca de uma realidade diferente da miserável que assola o país de origem, em que impera o duro regime “stalinista” do ditador Ceaucescu. Leia mais »

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