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14/09/2012 - 14:00

Julia mistura teatro e cinema

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (nanda@aplausobrasil.com)

"Julia" - foto de Gui Maia

SÃO PAULO – Depois de temporada de sucesso no Rio de Janeiro, aclamada com o Prêmio Shell de Melhor Direção, Julia estreia no Sesc Belenzinho, em São Paulo, neste sábado (15), às 21h30. A peça é adaptação do texto clássico Senhorita Julia, de August Strindberg, e tem direção de Christiane Jatahy.

"Julia" - foto de Bruno Tetto

A trama criada por Strindberg se passa no século XIX e apresenta o amor entre a filha do conde e um empregado, um relacionamento intenso que circula entre a paixão e o ódio.

A diretora trouxe o texto, Senhorita Julia, para os dias de hoje: a protagonista, nessa nova versão, é filha de um rico empresário e se apaixona pelo seu chofer, personagem vivido pela primeira vez por um ator negro, o que valoriza mais ainda os preconceitos sociais que ainda persistem no cotidiano. Leia mais »

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23/08/2012 - 18:22

Um Verão Familiar: novo trabalho da Cia. dos Inquietos

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ed Moraes em "Um Verão Familiar"

Com texto de João Fábio Cabral e direção de Eric Lenate, o grupo esmiúça a estrutura de uma família por meio do olhar e da memória de Júlio, o filho, vivido por Ed Moraes

SÃO PAULO – Num cenário de poucos elementos,  apenas uma mesa de jantar com cadeiras e um grande tonel de água, Um Verão Familiar, trama de João Fábio Cabral em cartaz no SESC Belenzinho até o dia 9 de setembro, procura analisar em minúcias os bastidores de uma família, constituída de quatro membros: o pai ausente e ao mesmo tempo opressor, a mãe submissa e superprotetora dos rebentos, a filha ingênua, vítima do progenitor, e o primogênito: um garoto sensível, amante das artes e por ser o oposto do pai é sistematicamente oprimido no seio familiar.

No entanto, o público vai descobrindo, aos poucos, como funciona aquela família por meio do relato de Júlio, que retorna ao lar anos depois e relembra o que viveu na infância e adolescência ao lado da família. Como tudo é fruto da memória do rapaz, fica a dúvida do que realmente aconteceu naquele lar, o que é realidade e o que é fantasia dele.

Depois de um grande silêncio, Júlio — numa interpretação tocante de Ed Moraes —, até então submerso no tonel de água, vem à tona e começa seu relato. Inicia sua apresentação dizendo-se ser um jardineiro, amante das flores e das artes. Aos poucos diz que sua paixão pela música vem da infância e suas reminiscências afloram.

Paralelamente ao relato do personagem, Leia mais »

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15/08/2012 - 18:04

Texto inédito de João Fabio Cabral estreia no SESC Belenzinho

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ed Moraes em "Um Verão Familiar" - foto de Gustavo Porto

SÃO PAULO – O espetáculo Um Verão Familiar, de João Fábio Cabral, fala da complexidade das relações familiares e tem um elenco formado por Ed Moraes, João Bourbonnais, Lavínia Pannunzio e Renata Guida, da Cia. dos Inquietos. A estreia é amanhã, no SESC Belenzinho, às 21h30. A direção é de Eric Lenate.

Um Verão familiar apresenta a trajetória de um homem simples e solitário, Júlio (Ed Moraes), que reencontra a sua família e revive os dramas e angústias que sempre estiveram presentes na sua relação com os seus parentes.

São personagens solitários que tentam conquistar um relacionamento saudável, mas vivem prisioneiros de um cotidiano em que a loucura e a falta de amor ao próximo impedem a felicidade. Leia mais »

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12/07/2012 - 16:03

Um Número discute a clonagem humana e suas implicações

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Um Número" , até 22 de Julho no SESC Belenzinho

Com direção de Pedro Neschling, peça da dramaturga britânica Caryl Churchill traz a São Paulo o consagrado ator Pedro Paulo Rangel, que divide o palco com Pedro Osorio, em curta temporada no SESC Belenzinho

SÃO PAULO – A partir de um experimento científico, a clonagem humana, a dramaturga Caryl Churchill levanta questões intrínsecas do ser humano na peça Um Número, em cartaz no SESC Belenzinho.

Bernard, interpretado por Pedro Osorio, que sempre soube ser filho natural de Salter, brilhantemente vivido por Pedro Paulo Rangel, tem a terrível notícia de que há um número (incerto) de seres iguais a ele. A constatação de que houve a clonagem humana e ele mesmo pode não ser o original provoca uma reviravolta na vida entre pai e filho, com uma acalorada discussão sobre a natureza humana, ética, verdade e princípios, que deixa o espectador ligado na trama nos 60 minutos de duração do espetáculo. Leia mais »

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04/05/2012 - 23:11

SESC Belenzinho sedia Uma Balada para Nelson Rodrigues

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Renato Borghi protagoniza "Os Sete Gatinhos"

SÃO PAULO – Uma Balada para Nelson Rodrigues é um evento que faz parte da programação da Virada Cultural e terá espetáculos de teatro, dança, leituras dramáticas, intervenções, exibições de filmes e shows. Para a execução do projeto, a base foram as pesquisas de Sábato Magaldi sobre o dramaturgo. As atrações do evento são gratuitas. O objetivo é celebrar o centenário do escritor, jornalista e dramaturgo, marco do teatro moderno brasileiro.

Os espaços do SESC receberão uma cenografia que lembra o universo das obras de Nelson Rodrigues, recheadas de amor, traição, crimes passionais, incesto e erotismo. Leia mais »

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07/03/2012 - 22:38

Antonio Abujamra dirige texto inédito de Dib Carneiro Neto

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

"Paraíso" - foto de Otávio Dantas

SÃO PAULO – O jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto, apesar da curta carreira como autor teatral, tem em seu currículo trabalhos de relevo, seja pela competência, inclusive como tradutor (Calígula), ou pelos gabaritados profissionais com quem trabalhou (Gabriel Vilella, Paulo Autran  e Elias Andreato são alguns exemplos) e épelas mãos do veterano ator e diretor Antonio Abujamra que seu novo texto, Paraíso, chega ao Teatro do SESC Belenzinho nesta sexta-feira (9).

Miguel Hernandez e Nathália Corrêa dão vida ao casal  que, depois de longo período de relacionamento, decidem acertar as contas desse relacionamento já que se encontram num espaço indefinido em que devem viver para sempre e que pode ser um paraíso, ou uma prisão. O porquê dessa condição, não se sabe, pois entre eles só havia uma paixão não realizada. E há o filho dele, que não sabemos se foi morto ou não pelo próprio pai e nem os motivos que levam a essa questão.

Com direção de Antonio Abujamra, o texto original de Dib Carneiro Neto investiga questões existenciais. Esse casal, forçado ao convívio eterno, mostra-nos cruamente as crises, os delírios, as agressões e paixões possíveis nos grandes relacionamentos amorosos.

Segundo Abujamra, o teatro exige o coletivo e a carne. O coletivo se revela na atuação de dezenas de atores que interpretam o filho ausente.

“O que é bom em segredo, é melhor em público”, já dizia Pirandello e Leia mais »

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09/11/2011 - 21:44

Lucélia Santos apresenta texto de Jô Bilac no SESC Belenzinho

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Adriano Oliveira, especial para o Aplauso Brasil ( adriano@aplausobrasil.com)

Pedro Neschling dirige a mãe

SÃO PAULO – A atriz Lucélia Santos traz, a partir de sábado (12), Alguém Acaba de Morrer lá Fora, de Jô Bilac (cujos textos Serpente Verde, Sabor Maçã e Limpe Todo o Sangue Antes Que Suje o Carpete, estão concomitantemente em cartaz na cidade), no SESC Belenzinho, sob direção de Pedro Neschling, filho da atriz.

Uma comédia com toques de violência é a base da trama que apresenta três personagens, estranhos uns aos outros, que se encontram em um bar-café. Cada personagem está à espera de alguém. Cláudio (Ricardo Santos), um homem solteiro, em busca de um amor; Laura (Lucélia Santos), uma mulher misteriosa, espera acertar as contas com certo alguém prestes a chegar, e Marcela (Vitória Frate), professora de inglês frustrada com a vida, espera sua irmã.  Com o trio da peça, o autor deseja criticar a superficialidade das relações humanas.

A atriz Lucélia Santos conta ser em Alguém Acaba de Morrer lá Fora conta que será a primeira vez que ela e o filho se encontram no teatro. Leia mais »

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21/10/2011 - 22:58

Ariane Mnouchkine e sua incansável batalha pela esperança

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Os Náufragos da Louca Esperança", com o Théâtre du Soleil - foto de Michèle-Laurent

SÃO PAULO – Minutos antes de alguns atores puxarem o pano que esconde o sótão da guinguette (local de diversão onde se servem bebidas, espécie de cabaré artístico) Louca Esperança, cenário de Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras) que o Théâtre Du Soleil apresenta até domingo (23) no SESC Belenzinho, Ariane Mnouchkine, diretora do espetáculo e uma das fundadoras da trupe francesa, agradece o acolhimento dos paulistanos pela segunda temporada na capital – em 2007, esteve na mesma unidade, ainda em reforma, com Os Efêmeros – e, aflita, pede para que o público se acomode o mais próximo possível, na tentativa de acomodar o ávido público da “Fila da Esperança”.

Mnouchkine explica que muitas pessoas desejam assistir ao espetáculo, são os que não conseguiram comprar ingressos, esperam que sobrem vagas para assistir Os Náufragos da Louca Esperança: é a “Fila da Esperança” que repete um fato conhecido da temporada, também esgotada, de Os Efêmeros.

Jean Palette, o diretor do filme dentro da peça, um comunista que sonha com uma sociedade igualitária e fraterna, apaixonadamente  interpretado pelo ator Maurice Durozier, evoca a relação de amor entre Ariane e o teatro, paixão que reverbera em seu afeto incondicional com o público. Leia mais »

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30/09/2011 - 16:43

Théâtre Du Soleil chega a SP trazendo 15 toneladas e vasta programação

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Sempre disposta e sorridente, a diretora Ariane Mnouckine recebeu a imprensa no SESC Belenzinho

SÃO PAULO – A capital paulista é o primeiro porto em que as 15 toneladas dos Náufragos da Boa Esperança (Auroras), a mais recente criação da trupe francesa Théâtre Du Soleil. O espetáculo dirigido por Ariane Mnouchkine, uma das fundadoras da trupe (em 1964 com seus companheiros da Association Théâtrale dês Étudiants de Paris), criado a partir do romance póstumo de Júlio Verne, Les Naufragés Du Jonathan, com dramaturgia de Hélène Cixous, é só o banquete final do vasto cardápio que a companhia francesa oferecerá, a partir de quarta-feira (5), no SESC Belenzinho.

Em meados da primeira década do século 21, em entrevista com Danilo  Santos de Miranda, o diretor regional do SESC São Paulo ressaltou a preocupação do SESC SP em promover, concomitantemente, ações educativas aliadas ao entretenimento, mas, esclareceu ele, “um espetáculo do Théâtre Du Solei, por si só é educativo. Acredito que os bons espetáculos são assim, auxiliam na educação humana, colocando o homem numa condição de diálogo com seu tempo e espaços”.

Danilo Santos Miranda, diretor regional do SESC SP, por Isabel D'Elia

Entretanto, seguindo os moldes de 2007 quando o Théâtre Du Soleil apresentou Os Efêmeros (Les Éphémères), o SESC São Paulo concretiza sua vocação formativa ambientando o público no universo dessa trupe francesa por meio de oficinas, workshops, encontro com o público, exibição de documentários, entre outros.

INSCREVA-SE JÁ!

Programação Especial – SESC SP – Théâtre du Soleil 2011

Encontro com o público: Dia 20/10 – Quinta, às 13h – SESC Belenzinho

O processo de trabalho da Companhia e o novo espetáculo, com Ariane Mnouchkine

A encenadora participa de debate sobre a trajetória do Théâtre du Soleil e seus processos de criação.

Praça de Eventos (Tenda) – SESC Belenzinho (585 lugares)

Grátis. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência – até enquanto houver disponibilidade de lugares.

Oficinas com o Théâtre du Soleil – SESC Belenzinho

Dias 13, 14 e 15/10 – Quinta, sexta e sábado

Denominadas “estágios”, as atividades ministradas por integrantes da Companhia tem como base a improvisação e jogos cênicos a partir de temas musicais. Com a orientação de Juliana Carneiro da Cunha, Maurice Durozier, Duccio Bellugi, Serge Nicolaï e Olivia Corsini.

Horários: 9h às 12h e 13h às 16h (Carga horária de 18 horas – 6 horas/dia)

Sala de Espetáculos II – SESC Belenzinho

40 vagas. Para maiores de 16 anos interessados na arte teatral, estudantes de teatro, atores amadores e profissionais. (Os participantes devem ter disponibilidade para os 3 dias do curso, consumir alimentação leve e usar roupas confortáveis e de cores neutras e lisas – sem “marcas” aparentes ou estampas)

R$ 30,00; R$ 15,00 (usuário matriculado, acima de 60 anos e estudante com carteirinha). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

Inscrições pelo e-mail: theatredusoleil@belenzinho.sescsp.org.br até o dia 07/10, mediante envio de breve currículo e carta de interesse. Os selecionados devem ser informados por e-mail até o dia 11/10 e a participação é confirmada somente após o pagamento nos dias 11 ou 12/10, na Central de Atendimento do SESC Belenzinho.

Workshop – Dias 21 e 22/10 – Sexta e sábado

A pesquisa musical e a criação para a cena, com Jean-Jaques Lemêtre – CEM (Centro Experimental de Música) – SESC Consolação

O músico, compositor e intérprete coordena esta oficina em que aborda o trabalho de produção de trilhas sonoras para teatro e cinema.

Dias 21 e 22/10 – Sexta e sábado

Horário: 13h às 16h (Carga horária de 6 horas – 3 horas/dia)

CEM (Centro Experimental de Música) – SESC Consolação

Rua Dr. Vila Nova, 245

30 vagas. Para maiores de 16 anos, com ou sem experiência, professores de música, atores e bailarinos. (Não é necessário saber tocar um instrumento para participar do curso)

R$ 30,00; R$ 15,00 (usuário matriculado, acima de 60 anos e estudante com carteirinha). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

Inscrições pelo e-mail: Leia mais »

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06/09/2011 - 17:51

Zélia Duncan pelo sabor das palavras

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"TôTatiando" - Foto João Caldas

Surpresa: além de excelente cantora, Zélia Duncan está atriz em TôTatiando, espetáculo musical dirigido por Regina Braga, em curtíssima temporada no Teatro do SESC Belenzinho. O monólogo musical coloca o foco nas canções de Luiz Tatit e a relação da cantora e compositora com o universo musical dos compositores-cantores da chamada “música independente” de São Paulo, da qual Tatit é dos principais representantes.

No princípio do espetáculo, o público habituado com os shows de Zélia, comporta-se como se a mesma estivesse apenas dando corpo e voz àquelas letras que preenchem de poesia o ambiente, cuja cenografia de Simone Mina aliada à luz de Wagner Freire são cúmplices dessa explosão de beleza. Mas, paulatinamente, percebemos a Zélia-intérprete que, guiada pelo talento, delicadeza e elegância de Regina Braga, evidencia que se está diante de um formato prenhe de signos teatrais.

À começar pelas intervenções em que, por meio de pequenos textos, Zélia Duncan fala à plateia sobre momentos de sua vida afetados diretamente pela música produzida pelos “paulistanos independentes” , bem como a delicada introdução da música Dodói em que emociona ao rememorar Itamar Assumpção, outro destacável “independente”, que, semelhante à técnica adotada por um performer, utiliza Leia mais »

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