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01/07/2012 - 16:11

Um Ibsen inédito na cidade

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Dama do Mar"

Sob direção de Sérgio Ferrara, A Dama do Mar, peça simbolista  do dramaturgo norueguês narra o drama de uma mulher que se casou com um médico viúvo mas está presa ao passado, quando se envolveu com um marinheiro que prometeu voltar para se casarem

SÃO PAULO – Pela primeira vez montada em na capital paulista, estreou nesta semana, no Teatro Nair Bello, a peça A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, projeto que o premiado diretor Sérgio Ferrara acalenta há mais de quatro anos. Com um elenco de oito atores, a trama gira em torno de Élida Wangel, interpretada por Ondina Clais Castilho, uma mulher madura, casada com um médico viúvo e pai de duas moças, mas que não consegue se entregar ao relacionamento em função de seu envolvimento na juventude com um marinheiro desconhecido (Renato Cruz).

Eles tiveram um romance passageiro, mas intenso, e como símbolo deste encontro enlaçaram seus anéis e jogaram ao mar. O rapaz partiu, mas prometeu voltar para se casarem; trocaram correspondência e Élida cansou da espera; escreveu dizendo que o trato estava rompido e casou-se com Dr. Wangel (vivido por Luiz Damasceno). Leia mais »

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12/04/2012 - 23:12

A plateia bate palma e pede bis

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Sylvia Bandeira vive Marlene Dietrich

SÃO PAULO – E não é para menos. Parece que a gente está participando de um show maravilhoso e íntimo que nos apresenta pessoalmente ninguém menos do que Marlene Dietrich em Marlene Dietrich – As Pernas do Século, de Aimar Labaki, em cartaz no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca). Tudo bem simples, sem os exageros da Broadway. Mas em compensação Sylvia Bandeira nos leva para passear na Alemanha, na França e até no Brasil, cantando as músicas da época tão bem que não dá pra saber se quem canta melhor Non, Je Ne Regrette Rien é ela ou a Edith Piaf.

É simplesmente fantástico, ainda mais que contracenam com ela José Mauro Brant, Márcia Luna Cabral e Silvio Ferrari – os três com larga experiência em musicais – fazendo papeis variados neste musical, surpreendendo  o tempo todo pela qualidade do trabalho seja como atores seja como cantores. Leia mais »

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09/02/2012 - 20:48

Não é exatamente suspense, mas um ótimo ardil

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Maria Lúcia Candeia*s, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Festim Diabólico", em cartaz no Teatro Nair Bello

SÃO PAULO – Quem teve oportunidade de conviver um pouco com os ingleses, certamente sabe que é um povo muito diferente de nós: Cerimoniosos, preocupados com o que dizem, fazendo conjecturas e não as revelando, pois como dificilmente se abrem e falam o que acham, criam inúmeras fantasias do que vivem. Temos que concordar com Paulo Vanzolini quando no seu Samba Erudito afirma que quem for demais até pra paciência de inglês, não tem mais jeito. E, nos parece que, tendo esse tipo de comportamento, têm tudo para serem os campeões do suspense, como de fato o são. Nesse aspecto é impossível deixar de lembrar de Edgar Allan Poe (1809 a 1849), que foi um gênio (Assassinatos na Rua Morgan) e antecedeu os ingleses, mesmo sendo americano. Tudo indica que, no caso, a exceção confirma a regra.

Nossas tradições não incluem técnicas de iluminação, cenário e trilhas sonoras que contribuam para o suspense. São razões que nos levam a valorizar muito a direção de Festim Diabólico, a cargo de Carlos Porto de Andrade Jr., para obra do britânico Patrick Hamilton que já virou filme impecável e de sucesso. É a primeira vez que o texto, originalmente escrito para teatro, é montado por aqui. A encenação é feita como que sugerindo um futuro crime que parece não ter sido cometido e que, portanto, não passou de um ardil de alguns dos personagens. Essa situação é acompanhada com extremo interesse pela platéia que se alivia com um final em clima de dúvida e não de catástrofe.

Não são essas as principais características – ainda que muito importantes – para tornar o espetáculo imperdível, mas a impecável interpretação do elenco. Leia mais »

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18/11/2010 - 17:14

Última semana de “Casting”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Casting" - da esquerda para direita - Caco Ciocler, Bete Dorgam, Aline Moreno, Natalia Gonsales e Bia Toledo - crédito - Bianchi Jr.

Em cartaz no Teatro Nair Bello (no 3º andar do Shopping Frei Caneca), o espetáculo “Casting”, do russo Aleksander Gálin, dirigido por Marco Antonio Rodrigues, encerra temporada no próximo domingo (28). Reproduzo abaixo a crítica que escrevi sobre essa deliciosa comédia que, entre outros, traz Bete Dorgan, Caco Ciocler, Nani de Oliveira, Nicolas Trevijano e Selma Luchesi no elenco.

Quando a luz cai ao final do segundo ato de “Casting”, de Aleksander Gálin, autor russo contemporâneo montado pela primeira vez no país, o riso que tomava conta da plateia desloca-se para o lamento poético da melodia do acordeon de Tamara (Nani de Oliveira, em delicada performance). Há, meio ao absurdo da situação, uma urgência desesperada em acreditar num porvir redentor.

Um anúncio no jornal recrutando mulheres a participarem de um concurso de talentos artísticos recebe, entre as inúmeras candidatas, algumas mulheres “velhas e feias” para terem a chance de exibirem seus dotes artísticos durante o concurso. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Dança, Música e Cinema, Matérias Tags: , , , , , , , , , , , , ,
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