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24/06/2011 - 16:08

Espectros é atração irresistível para um público adulto

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Nelson Baskerville e Clara Carvalho em "Espectros"

Espetáculo embalado pelo zelo na sondagem das almas humanas de dramaturgos da envergadura do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) com participação, cem anos após a morte do criador, Ibsen, de Ingmar Bergman (1918-2007), papa do psicologismo abismal, Espectros provoca no espectador um  prazer  racional  em mentes adultas privilegiadas.

Adultas, por que em sintonia com o sublime dos questionamentos do homem e da sua culpa, fazendo da nossa espécie manobra dos deuses, acredite-se neles ou não. Há nesta primorosa análise do texto da dupla Ibsen/ Bergman pelo diretor Francisco Medeiros, um fator que faz o espetáculo alçar voo para além do Realismo. É o tom de tragédia clássica que fez a imortalidade dos míticos herois/ heroinas de Ésquilo, Sófocles e  Eurípides. Leia mais »

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27/05/2011 - 17:33

Equipe de renomados artistas não garante espetáculo bem-sucedido

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Elenco de "Espectros"

Nem sempre a junção de artistas de qualidade comprovada em trabalhos anteriores é garantia de bem-sucedida parceria. Esse é o caso da montagem de Espectros que está em cartaz apenas até o dia 19 de junho no Teatro SESC Anchieta (SESC Consolação), cuja encenação fica dividida entre a busca pela contemporaneidade da obra, enxertando palavras que soam atuais, e uma tentativa de aproximação com a época em que o norueguês Henrik Ibsen  escreveu o texto (1881), caso dos figurinos de época, por exemplo.

Ibsen adianta a discussão sobre a legibilidade da paternidade e o quanto o poder do capital capacita o mais rico a modificar a realidade dos fatos quando esta lhe é desfavorável que desenvolverá, com maior mérito, em O Pato Selvagem (1884).

A trama gira em torno da família da Senhora Helene Alving (Clara Carvalho) e os desdobramentos das intrigas relacionadas ao passado de seu falecido marido. Seu filho único, Osvald (Flávio Barollo) está de volta a sua casa. Na véspera da inauguração do orfanato que Helene ergueu em suas terras, Jacob (Plínio Soares), pai de Regine (Patrícia Castilho), marceneiro que trabalhou na construção do orfanato, vem pedir que a filha o acompanhe em seu projeto de mudança para a cidade. O Pastor Manders (Nelson Baskerville), gestor dos bens da família Alving, chega à propriedade e reitera o pedido do pai de Regine. Helene conta o segredo que envolve seu passado ao Pastor Manders e, a partir de então, a história toma rumos que buscam surpreender o público.

Eis aí o problema: Leia mais »

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