Publicidade

Publicidade

15/04/2010 - 17:12

Cloaca mostra como o pragmatismo exacerbado pode gerar frustrações

Compartilhe: Twitter

Kiko Rieser, especial para o Aplauso Brasil

CLOACA re-estreia sexta-feira no Teatro ImprensaO teatro é talvez a arte que abarque intercâmbios com mais naturalidade. É raríssimo o diretor de um filme não ser conterrâneo e contemporâneo do roteirista, por exemplo, pois geralmente o trabalho se dá em colaboração mútua entre os dois profissionais. Embora na música seja freqüente um intérprete executar uma canção composta num lugar e num tempo distantes, a divisão efetiva de autoria entre pessoas de diferentes “universos” parece só ser comum no teatro, onde uma companhia de algum pequeno país da América Central pode montar um autor grego de milênios atrás.

Essa troca só tende a ser enriquecedora, pois evidencia pontos de convergência ou mesmo de atrito entre duas culturas diferentes. Às vezes, o simples ato de encenar uma peça, independentemente das escolhas estéticas usadas, pode servir como denúncia de tempos estagnados ou de uma época em que países em graus tão diferentes de desenvolvimento se igualam em certo aspecto. Cloaca, espetáculo do Grupo TAPA com texto da holandesa Maria Göos e direção de Eduardo Tolentino, é um representante deste último caso.

Quatro sujeitos que são amigos há mais de vinte anos – “cloaca” é a saudação que eles usam entre si – se encontram para resolver um problema prático. A presença de cada um no ato do encontro é movida claramente por razões que não a saudade ou a necessidade da reunião amigável. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
01/12/2009 - 15:37

Grupo TAPA e seu foco na dramaturgia versus interpretação

Compartilhe: Twitter

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

<i>Cloaca</i>, da holandesa Maria Göss

Cloaca, da holandesa Maria Göss

 

Quem busca assistir a espetáculos com cenografia multifuncional, figurinos com propostas arrojadas, uma encenação marcada pela escritura cênica a espetacularizar a trama, deve estar a par que esta não se enquadra, sobremaneira, à experimentação cênica a que o TAPA se propõe ao longo desses anos. Sendo assim, Cloaca, da holandesa Maria Göss, apresenta um trabalho em que o diretor Eduardo Tolentino de Araújo dialoga com pilares da tradição teatral: a dramaturgia, o entendimento vertical do texto e sua essência comunicada ao público por meio do trabalho de interpretação dos atores.

 

No quesito atuação do elenco, a prioridade é uma interpretação com a naturalidade stanislavskiana, seguida de caracterizações sutis, como desejava o russo Stanlislavski ao propor seu “sistema” (não o “método”, conforme difundido pelo Actor’s Studio norte-americano) na concepção do papel, a auxiliar na demarcação dos personagens. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/10/2009 - 11:46

Que atores e que atriz !!!!!!!!!!!!!!!!!!

Compartilhe: Twitter

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (mlcandeias@aplausobrasil.com 

Texto de Brian Friel tem ótimas atuações

Texto de Brian Friel tem ótimas atuações

 

Há vários espetáculos em cartaz nos quais os intérpretes estão arrasando, mas cujas dramaturgias nem tanto. É o caso de O Fantástico Reparador de Feridas, em cartaz no Centro Cultural SP, um texto composto por três personagens que monologam, do consagrado autor irlandês Brian Friel, nascido em 1929.

 

Parece típico dos dramaturgos da Irlanda, a característica de apresentarem poucas ilusões a respeito da importância de nossas vidas. Foi o caso de J. M. Synge quando escreveu O Playboy do Mundo Ocidental, também de Samuel Beckett em todas as suas peças e mesmo nas de Friel. É um aspecto que se nota nesta obra, assim como em Molly Sweeney, interpretada lindamente por Miriam Mehler com o título A Visão Cega, e com o mesmo brilho, por Júlia Lemmertz em espetáculo que manteve o nome original. Para quem não assistiu, apresentava uma cega que após cirurgia bem sucedida, fica infeliz e quer a cegueira da volta. Será porque a Irlanda ainda vive sob forte conflito entre protestantismo e catolicismo como toda a Europa no começo do renascimento? Não dá pra saber. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas Tags: , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo