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02/04/2012 - 14:57

Mais um espetáculo brilhante protagonizado por Denise Weimberg

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Elenco de "Isso é o Que Ela Pensa", dirigido por Alexandre Tenório

Além de elenco de altíssimo nível, arrasando,  texto de Isso é o que ela pensa bem como sua direção são surpreendentes

SÃO PAULO – A protagonista é simplesmente Denise Weinberg que envolve todo o mundo o tempo todo.  Clara Carvalho, mais chique do que a patroa, faz sua empregada. Contracenam também muitos atores conhecidos como Francisco Brêtas, José Roberto Jardim e, ainda, Eduardo Muniz, Mário Borges, Mário Cesar Camargo e Clarissa Rockenbach. Todos dirigidos com a firmeza e competência de sempre de Alexandre Tenório.

Isso e o que ela pensa, do britânico Alan Ayckbourn (A Serpente no Jardim), tem de original o fato de tratar um surto como doença, mas como única saída (exceto o suicídio) para quem vive uma decepção profunda com algo muito importante para si, e que, como não tem poder para mudar sozinho, cria uma fantasia (que não percebe como tal) para poder aguentar a situação. Leia mais »

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21/03/2012 - 01:05

Confira a lista dos vencedores do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo 2011

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"O Jardim", da Cia. Hiato, vencedora em duas categorias

SÃO PAULO – Na noite da última terça-feira, os espetáculos que estrearam na temporada de 2011 receberam seus devidos destaques, conforme a comissão julgadora – formada por Alexandre Mate (professor e pesquisador teatral), Valmir Santos (jornalista),    Marici Salomão (autora teatral e jornalista), Mario Bolognesi (professor e pesquisador de teatro) e Noemi Marinho (atriz, dramaturga e diretora) – do Prêmio Shell de Teatro que revelou os vencedores do mesmo.

Autor: Leonardo Moreira por O Jardim.

Diretor: Nelson Baskerville por Luis Antonio – Gabriela

Atriz: Roberta Estrela D’Alva por Orfeu Mestiço – Uma Hip-Hópera Brasileira Leia mais »

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11/10/2011 - 23:03

Peça apresenta história de superação incrível

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Maria Lúcia Candeias, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Depois Daquela Viagem"

SÃO PAULO – Depois Daquela Viagem é um diário escrito por Valéria Piassa Polizzi, há treze anos, lido por mais de 100 mil pessoas, publicado no Brasil, Itália, Alemanha e México. Esse sucesso todo se deve à inteligência da autora, aliada a sua juventude e delicadeza para tratar do fato de ter contraído HIV e do processo de aceitação e aprendizado de convivência bastante tranqüila com essa situação, dela e de outros jovens, auxiliados por profissionais experientes. Impossível não ficar boquiaberto e não sair acreditando na vida, no mundo e em muitas pessoas.

É claro que tudo isso não seria possível se ver no palco não fosse a perfeita adaptação feita pelo consagrado Dib Carneiro. Digo consagrado porque ele é um jornalista que escreve para teatro há muitos anos e é campeão de estreias deste semestre: adaptação desta e, também, da excelente Crônica da Casa Assassinada. Não há nada, no momento, com dupla autoria de nenhum dramaturgo.

A ótima direção é assinada por Abigail Wimer e Alcione Alves (assistente) com cenografia e figurinos nota dez do tarimbadíssimo Márcio Medina, assim como a iluminação de Domingos Quintiliano. Menos conhecido, Ed Côrtes se responsabilizou pela bela trilha sonora. Leia mais »

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29/09/2010 - 23:52

Monólogos, porém, imperdíveis

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Pagu: uma mulher bem à frente de seu tempo

O que mais me encantou foi Dos Escombros de Pagu, porque embora já tivesse ouvido falar em Patrícia Galvão – a musa do movimento modernista de 1922- não conhecia direito sua história. Sabia que tinha sido esposa de Oswald de Andrade e que seu filho (criado pelo pai) foi professor da USP por dez anos e cineasta premiado. Mas o que mais encanta na peça não é tanto o enredo (autoria de Tereza Freire) e sim a delicada e inesquecível interpretação de Renata Zhaneta (melhor atriz pela APCA 2007).

Sempre de branco (figurino excelente de Gilda Bandeira de Mello), ela desliza pelo palco, falando com tanta singeleza de si própria que às vezes parece uma personagem, uma visão. É claro que a direção do conhecido Roberto Lage contribui muito para esses acertos assim como a iluminação, como sempre, competente de Wagner Freire. Leia mais »

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27/06/2010 - 15:39

Alberto Guzik e seu legado

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Alberto Guzik (1944-2010)

Conheci Alberto Guzik quando ele estava de volta dos Estados Unidos, onde fez curso de teatro, e nos deu aula de Crítica Teatral na ECA (Escola de Comunicação e Artes). Éramos da segunda turma daquela escola, tendo prestado vestibular no ano de 1968. Foram explanações muito interessantes sobre o teatro e a crítica americanos. Um professor que regulava de idade com muitos dos alunos o que tornava suas aulas mais próximas e divertidas. Naquela época também foram seus alunos entre outros a Mariângela Alves Lima e o José Possi Neto.

Posteriormente tivemos aulas com o Sábato Magaldi que, ao invés de aulas teóricas, nos mandava criticar peças em cartaz, método que sempre usei quando lecionei crítica e que era bem menos agradável do que aulas do futuro grande crítico do Jornal da Tarde.

Seu mestrado sobre o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), TBC: Crônica de um Sonho, é um trabalho que tem o reconhecimento de todos os que conhecem o período dos anos 1950 e costuma ser consultado pelos alunos. Suas críticas durante do tempo do JT e Estadão, deveriam ser editadas para ficarem à disposição daqueles que pretendem conhecer o teatro posterior, sem se basear apenas nos mais que consagrados Décio Almeida Prado e Sábato. Ainda mais que ambos deixaram de escrever em jornais acompanhando as temporadas. Primeiro o Décio, no início dos anos 1960 e depois o próprio Sábato a quem Guzik substituiu com brilho. Leia mais »

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08/06/2010 - 18:37

Nara tem tudo a ver com Nara Leão

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

O musical "Nara" em cartaz no Teatro AugustaEm primeiro lugar Nara, em cartaz no Teatro Augusta apenas quartas e quintas-feiras, é uma peça musical que homenageia a musa da Bossa Nova. Foi escrita por Márcio Araújo e Fernanda Couto (que também interpreta a protagonista). Totalmente baseada em dados da vida da cantora, consegue ser tão gentil e delicada como ela foi e apresentar alguns de seus maiores sucessos.

Fernanda além de cantar de forma muito semelhante a da personagem, apresenta o tempo todo gestual delicado e, aparentemente tímido, como o dela, com feminilidade igual.

Todas essas são características que mostram porque ela foi considerada a musa do movimento. Pra quem não sabe ou não se lembra, a bossa nova se insurgiu contra o excesso de melodrama que caracterizava os samba-canções e suas letras na época antecedente, o batuque talvez um tanto desenfreado dos sambas do período e o vozeirão dos cantores que acentuava o exagero das emoções retratadas. Leia mais »

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19/05/2010 - 14:35

Ultrapassados ou não?

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

O ator Celso Frateschi comemora 40 anos de carreira no monólogo "O Grande Inquisidor"

Alguns espectadores que saem do Teatro Bibi Ferreira discutem se A Dança Final está ultrapassada ou não. Tudo por conta do Viagra. Em primeiro lugar a peça em cartaz no momento, com as maravilhosas interpretações de Denise Weinberg e Norival Rizzo, foi escrita por Plínio Marcos em 1993 e re-escrita em 2002, para a primeira montagem dirigida por Kiko Jaez, onde se incluía o Viagra que o protagonista não podia tomar.

O espetáculo atual se baseia no texto de 1993 e não inclui o medicamento propositadamente, pois menciona que alguém do mesmo prédio não podia tomá-lo por ser diabético. Leia mais »

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16/04/2010 - 01:28

Show é apelido

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Um verdadeiro show

Quem vai ao Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, para assistir O Som da Motown, provavelmente vai estranhar e se perguntar se está em São Paulo ou em Nova Iorque.

Pra começar os excelentes músicos executam com precisão os belos arranjos de Fernando Lopes, que está ao vivo nos teclados com mais quatro rapazes em vários instrumentos. Tocam só grandes sucessos internacionais dos anos 60, 70 e 80 do século 20, selecionados por Carmen Figueira, ressuscitando o repertório da gravadora americana Motown.

Pra continuar, quem canta são cinco mulheres, desconhecidas até então, uma mineira e quatro cariocas, tudo em inglês muito bem pronunciado e por vezes com vozes nunca vistas por aqui: Simone Centurione, Thalita Pertuzatti, Ellen Wilson, Alcione Marques e Débora Pinheiro.

Mesmo quem só costuma ir assistir Bossa Nova e Chorinho com eu, fica pra lá de impressionado. Onde se escondiam essas cantoras desse padrão que o público não conhecia?

O espetáculo não é teatro, mas um show de música como só se vê fora do Brasil: cuidados com cenário (Cláudio Figueira e Renato Vieira que. também, assinam a direção), 34 peças de figurinos (sete trocas) lindos de Marcelo Oliveira, iluminação cuidada Eduardo Salino.

Além disso, todos se exibem em muitas coreografias impecáveis, assinadas pelo diretor já citado Cláudio Figueira.

É absolutamente imperdível. Leia mais »

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14/04/2010 - 01:26

O Rei e Eu é de encher os olhos

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Cena de O REI e EU

A beleza do espetáculo O Rei e Eu, assinado por Jorge Takla, em cartaz no Teatro Alfa, além de encher os olhos, faz com que se corra o risco de sair babando e até mesmo de queixo caído.

Não dá pra descrever o encanto dos cenários (Duda Arruk), dos figurinos (Fábio Namatame), iluminados com total perfeição (Ney Bonfante). Leia mais »

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11/04/2010 - 16:31

Agora é moda por aqui também

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Autor inglês, Mike Leigh, escreveu A FESTA DE ABIGAIL, encenada no Brasil pelo mesmo diretor

Quem gosta de ir ao teatro e está acostumado a ver uma história com começo meio e fim, ou com um tema comum e algumas conclusões, provavelmente está estranhando bastante muitos espetáculos que colocam os personagens numa mesma circunstância e só. Esse estilo foi teorizado por Hans Thyes-Lehmann (teatrólogo alemão) e se chama pós-dramático. Apresenta como que algumas fotografias de uma mesma circunstância sem busca de uma progressão ou lógica. Insisto em chamá-lo circunstancial e não teatro de situação, porque esse nome já foi usado por Sartre para denominar o teatro existencialista que acreditava que não nascemos com uma personalidade fixa, mas somos moldados pelos acontecimentos de nossas vidas. A turma do pós-dramático não acredita em nenhuma das duas coisas, apenas no caos.

Há peças como In On It (Teatro FAAP) ou mesmo Cachorro Morto (Teatro Imprensa) que guardam alguma proximidade com essas teorias. No entanto, quem casa inteiramente com elas são Cinema e Êxtase. Leia mais »

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