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08/06/2011 - 22:17

Deus da Carnificina coloca a ideia do “politicamente correto” em cheque

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Elenco de "Deus da Carnificina" - foto Guga Melgar

Segundo o filósofo alemão Max Webber, somos éticos quando criamos uma expectativa e agimos de acordo com a mesma. Logo, podemos chamar os dois casais que compõem o quadro das personagens de Deus da Carnificina, em cartaz no Teatro Vivo, de seres desprovidos de quaisquer resquícios de ética, já que estão submersos num comportamento que vai da máscara da polidez social ao rasgo agressivo e primitivo.

Yasmina Reza, autora francesa de Arte, Um Homem Inesperado e Três Versões da Vida, entre outras, re-afirma sua extraordinária habilidade em urdir palavras que preenchem um enredo, aparentemente, singelo: dois casais se encontram para resolver um problema ocorrido na escola de ambos os filhos – uma agressão física que custou dois dentes de um dos garotos. Os pais da vítima recebem os pais do agressor para que juntos decidam a atitude que devem tomar.

Num primeiro momento, as tintas pasteis adequadas ao estilo “politicamente correto”, esperada pelos “cidadãos civilizados”, preenchem os pinceis desses pais. O documento que deverá registrar o ocorrido é lido e, feita apenas a alteração em uma palavra, é aprovada por todos. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas Tags: , , , , , , , , ,
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