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05/05/2011 - 19:19

Atrizes do XIX dirigem Pronto Para Mudar

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Atrizes do Grupo XIX de Teatro dirige "Pronto Para Mudar"

Livremente inspirado na obra Carta a una señorita en Paris, de Julio Cortázar e com direção de Janaína Leite e Juliana Sanches, atrizes do Grupo XIX de Teatro, o espetáculo Pronto Para Mudar estreia esta quinta-feira (5), às 21 horas, no Centro Cultural São Paulo. A montagem, que traz no elenco as atrizes Mimi Bonnenfant, Michelle Gonçalves e Priscila Jácomo, é fruto da construção dramatúrgica coletiva a partir de improvisações e reflexões sobre as diversas dimensões do limite.

Uma mulher começa a escrever uma carta ao dono do imóvel em que vive provisoriamente para dividir um drama: está vomitando coelhinhos. Ao ultrapassar seu limite, a carta torna-se uma carta de despedida. Em outro plano, uma corretora tenta vender tal apartamento e tem a tarefa de convencer possíveis compradores das vantagens do negócio, ainda que acontecimentos recentes assombrem o lugar. Leia mais »

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16/03/2011 - 19:38

Nelson Baskerville dirige peça sobre seu irmão que partiu para a Espanha com o nome Gabriela

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Assista "Luís Antonio - Gabriela" de graça até 23 de abril

O diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luís Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

A partir de hoje, no Espaço Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo (CCSP), o documentário cênico Luís Antonio – Gabriela, com a Cia. Mungunzá de Teatro abre as portas para uma breve temporada gratuita. A trama tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luís Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos trabalhar sob o nome Gabriela.

Baseada em história do irmão de Nelson


O espetáculo foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta, de Serginho, cabelereiro em Santos e amigo de Luís Antonio.

Luís Antonio – Gabriela narra sua história até o ano de 2006, data de sua morte em Bilbao onde vivera até então como Gabriela.

“Em 2002, recebi uma ligação de minha segunda mãe, Doracy – segunda mãe porque minha primeira faleceu após o meu parto, fazendo meu pai, Paschoal, viúvo com seis filhos, casar com a Dona Doracy, viúva com 3 filhos, quando eu tinha 2 anos – ela me ligou pra dizer que Luís Antonio havia morrido na Espanha. Luís Antonio, pra mim, era aquele irmão, 8 anos mais velho, que sempre mantive na sombra. Só alguns poucos amigos sabiam da sua existência, ele era aquele que, além de me seduzir e abusar sexualmente, fazia com que muitos dedos da cidade de Santos fossem apontados pra nós, os ‘irmãos da bicha’, ‘a família do pederasta’  e outros nomes. Sou obrigado a confessar que a notícia da morte dele não me abalou nem um pouco. Leia mais »

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13/03/2011 - 16:12

Uma equipe de peso!

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Maria Lúcia Candeias, colunista e crítica teatral do Aplauso Brasil

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Só a equipe que assina a montagem de O Grande Grito, de Gabriela Rabelo, já valeria uma ida ao teatro com folga. Começando pelo diretor que é José Renato (ator e diretor, fundador do Teatro de Arena) que, como sempre, consegue total integração do elenco e dos colaboradores (todos velhos de guerra). Assina a cenografia e os figurinos Márcio Tadeu (arquiteto, ator do Pessoal do Vitor, adorado professor de cenografia da Unicamp) e, como se não bastasse, Davi de Brito caprichando na iluminação (Antunes Filho com quem ele sempre trabalhou, deve estar morrendo de ciúmes).

"O Grande Grito" fica em cartaz só até 17 de abril


Além deles, há um ótimo elenco que dá conta do recado: No papel principal Niveo Diegues (que faz Mário de Andrade), em dupla com Augusto Pompeo (Macunaíma), interrompidos por Adão Filho (Exu). Eles formam o time dos não vivos. Paralelamente a eles há os que vivem no mundo de hoje.Destacam-se os jovens Carlos Francisco, Míriam Amadeu e Murilo Inforsato. Somam-se a eles, (nos papéis de pais da jovem defendida por Míriam) Carlos Cambraia e Theodora Ribeiro.

Pelo o que me foi dito, o texto teve como ponto de partida uma tese acadêmica de Gabriela sobre Mário de Andrade. Leia mais »

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11/03/2011 - 17:37

Vida de Mário de Andrade ganha visão dramática de Gabriela Rabello

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Estreia no CCSP, "O Grande Grito"

O Grande Grito, peça de Gabriela Rabelo, com direção de José Renato, estreia nesta sexta-feira (11) na sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo. O texto fala sobre o escritor Mário de Andrade e sua polêmica atuação no primeiro Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, entre 1935 e 1938.

De sua gestão nesse primeiro Departamento de Cultura de São Paulo ficaram sementes de projetos para Educação e Cultura que existem até hoje Leia mais »

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24/09/2009 - 23:15

A Crítica Teatral Jornalística: Qual Seu Papel?

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Michel Fernandes*, especial para o Jornal de Teatro (michel@aplausobrasil.com)

*Artigo escrito para a edição número 11 do Jornal de Teatro 

Sábato Magaldi, crítico e pesquisador de teatro

Sábato Magaldi, crítico e pesquisador de teatro

 

Na edição número 8 do Jornal de Teatro

, o editor Rodrigoh Bueno, registrou em seu editorial um justificado espanto com a conversa de alguns críticos de teatro, que estavam na mesma van que ele, num determinado festival de teatro. Segundo Rodrigoh, tais críticos não gostaram do espetáculo que tinham visto, mas teriam de “pegar leve” em seus textos, pois o espetáculo levava a assinatura de um “figurão”.

 

Deprimente saber que a autocensura dos que não têm coragem para assumir suas posições frente a uma peça – por medo de desagradar a alguém cuja carreira é coroada por sucessos ou aos artistas que, em sua trajetória, compilaram um exército de amigos influentes – exista e seja mais praticada do que sonha nossa vã filosofia.

 E, além dessa ideia equivocada e que atravanca a reflexão – absolutamente necessária – para os avanços estéticos de nosso teatro, há um grupo de pessoas que lidam, direta ou indiretamente com a crítica teatral, que abre concessões a espetáculos de iniciantes com a justificativa de que é preciso incentivá-los.

 Em artigo de Sábato Magaldi lemos que a crítica comete muitos erros de avaliação, mas são equívocos necessários para propagar a reflexão acerca dos novos fenômenos teatrais, ponto que vai de acordo com as ideias da dramaturga Marici Salomão, de que a crítica é uma das bases da percepção, discussão e difusão de novos caminhos das artes cênicas.

 Não quero com esse texto glorificar a atividade de crítico teatral, que exerço aqui no Aplauso Brasil, seria no mínimo pedante e pretensioso de minha parte, mas, antes, reconhecer a responsabilidade que carregamos ao assinar nossos artigos críticos e, por isso mesmo, nos entregarmos à dúvida, ao questionamento constante. Em lugar do autoritário “isso pode” e “isso não pode”, reconhecer que o teatro é território livre, em que quaisquer experimentações são possíveis e que, concordando ou discordando do fenômeno teatral que se critica, é necessário o embasamento teórico e de experiências, vividas ou apreendidas em leituras, para se tecer o texto que, aliás, nada deseja ser definitivo, mas, tão-somente, uma alavanca para a discussão sobre tal fenômeno, já que segundo diz o diretor inglês Peter Brook “o verdadeiro bom teatro só tem inicio ao cair do pano”.

 É preciso refletir sobretudo, “o que é?” e “para quem é dirigida?” a crítica teatral. É preciso diferenciar a crítica teatral dos materiais de divulgação de um espetáculo.

 PRIMEIROS PASSOS PARA UMA BOA CRÍTICA Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas Tags: , , , , , , , , , , , , ,
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