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30/04/2012 - 19:52

Rilke é protagonista de solo

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ivo Müller vive Rainer Maria Rilke

Na pele do poeta, Ivo Müller novamente encena Cartas a um Jovem Poeta, que reúne cartas, poemas e trechos da obra do autor, considerado o maior poeta da língua alemã do século 20

Cartas a um jovem poeta

O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever?

(tradução de Paulo Rónai)

SÃO PAULO – Num cenário que reproduz o quarto em que Rainer Maria Rilke escrevia (apenas uma escrivaninha, cadeira, um mancebo, outra cadeira de balanço e alguns bonecos), o ator Ivo Müller, responsável também pela adaptação e direção do espetáculo, encarna o poeta no solo Cartas a um Jovem Poeta, que está de volta em nova temporada, agora no Viga Espaço Cênico até o final de maio.

Além da correspondência que Rilke manteve com o jovem indeciso entre a carreira literária e a militar — Franz Kappus representado no palco por um boneco que permanece de costas para a plateia—, a peça reúne também cartas que ele enviou à escritora russa Lou Salomé, além de poemas e trechos de outros livros do escritor. Leia mais »

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01/11/2011 - 16:17

Novelo faz radiografia sobre o homem contemporâneo

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Maurício Mellone* (aplauso@gmail.com)

"Novelo" faz quarta temporada no Viga Espaço Cênico

Com texto de Nanna de Castro e direção de Zé Henrique de Paula, a peça é o reencontro no saguão de um hospital de cinco irmãos após saberem que um homem na UTI pode ser o pai que os abandonou há 20 anos

SÃO PAULO – Em sua quarta temporada (a estreia foi no ano passado), Novelo, em cartaz no Viga Espaço Cênico, surpreende de imediato. O público entra na sala de exibição e os cinco atores já estão em cena; detalhe: todos com agulhas e linha tricotando (literalmente) cachecol, echarpe e blusa. E melhor ainda, com desenvoltura e firmeza!

Só depois de todos se acomodarem e apagadas as luzes da plateia é que a peça de Nanna de Castro tem prosseguimento. São cinco irmãos que aprenderam a tricotar com a mãe e estão no saguão de um hospital público depois de serem chamados porque um homem foi espancado e levado à UTI; esse homem, que tinha no bolso da calça os telefones dos rapazes, pode ser o pai que os abandonou há mais de 20 anos. Leia mais »

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26/09/2011 - 18:08

As Cegas: misto de dança e teatro discute a mortalidade

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Maurício Mellone* (aplauso@gmail.com)

"As Cegas" em cartaz no Viga Espaço Cênico, quartas e quintas

Com texto e direção de Cláudia Maria de Vasconcellos, o espetáculo faz uma sátira ao mundo tecnológico de hoje e como o homem ainda não sabe lidar com a morte. No elenco, Gil Grossi, Neca Zarvos e Vera Bonilha

A morte rondando tanto uma cega como uma psiquiatra, que vive plugada em todos os aparelhos da mais alta tecnologia dos tempos atuais. Esse o mote do espetáculo que se apresenta no Viga Espaço Cênico, As Cegas, texto e direção de Cláudia Maria de Vasconcellos.

O enredo foi criado a partir de estudo e pesquisa do grupo, além de entrevistas com filósofos e psiquiatras sobre a mortalidade. O resultado é um espetáculo com poucas palavras, que são substituídas por gestos, dança e pantomima.

Como em CataDores (em cartaz no Teatro Eva Herz), Cláudia retoma o tema da morte e a incapacidade do homem de lidar com ela. Se naquele texto eram dois palhaços que questionavam o cotidiano rotineiro, a repetição de atos e sentimentos (viver é estar à espera da morte?), em As Cegas a autora personifica a morte. Leia mais »

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