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21/03/2012 - 23:04

Neyde Veneziano dirige LaMínima em comédia de Dario Fo

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Mistero Buffo" - foto de Carlos Gueller

SÃO PAULO – Duas potências no quesito teatro cômico brasileiro, a diretora Neyde Veneziano e a trupe LaMínima (que celebra 15 anos de existência), encontram-se a partir de amanhã juntas em peça do italiano Dario Fo (leia-se Fó), Mistero Buffo, no Teatro Popular do SESI.

Num didatismo agradável, o público – parte dele disposto em arquibancadas armadas no palco que torna-se semi arena e dá o tom de espetáculo circense – recebe os atores-saltimbancos da companhia LaMínima, Domingos Montagner e Fernando Sampaio, acompanhados pelo ator convidado Fernando Paz que apresentam o que o público assistirá aquela noite, além de dizer de onde vem esse estilo teatral que Mistero Buffo representa: mistérios medievais tratados em tom satírico colhidos e transformados por Fo.

Episódios encontrados nas sagradas escrituras, como a ressurreição de Lázaro, tomam no texto dimensões de ácida crítica social. Leia mais »

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08/03/2012 - 17:08

A Vingança do Espelho homenageia Zezé Macedo

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Peça de Flávio Marinho faz parte do projeto "Trilogia da Comédia"

SÃO PAULO – A criadinha do Brasil, Greta Garbo brasileira, Carlitos de saias. Tantos apelidos foram dados para Zezé Macedo, uma das maiores comediantes brasileiras. A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo, projeto idealizado por Eduardo Barata, dirigido por Amir Haddad, e com Betty Gofman, Tadeu Mello, Mouhamed Harfouch, Marta Paret e Marcelo Várzea no elenco, estreia no Teatro Vivo, nesta sexta-feira (9), 21h30, cumprindo temporada sempre as sextas às 21h30, sábados às 21h e domingo às 19h, com preço único promocional de R$10 na primeira semana de espetáculo.

“Homenagear Zezé Macedo não é só resgatar a memória das atrizes populares é também relembrar como é possível fazer uma linha interpretativa sofisticada, elegante, popular e extremamente brasileira”, esclarece Flávio Marinho autor da peça.

O espetáculo faz parte do projeto “Trilogia do Riso”, idealizado e produzido por Eduardo Barata, que conta a trajetória pessoal e profissional de grandes damas das comédias e das chanchadas: A Garota do Biquíni Vermelho, que homenageia Sônia Mamed; A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo, sucesso de público e crítica durante a temporada no Rio de Janeiro e Consuelo Leandro, que será dirigido por Ernesto Piccolo.

“Comecei a pensar neste projeto em 2007. Leia mais »

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10/11/2011 - 18:41

“Alegres Humoristas” versus “Tristes Piadistas”

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Afonso Gentil*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Marcelo Médici e Ricardo Rathsam na hilária "Eu Era..."

SÃO PAULO – Nossa vã filosofia jamais iria supor que o humor fosse virar caso de polícia. Consequência lógica do assustador uso da linguagem chula, da atitude cafajeste e do excesso de escatologia ao gosto de adolescentes, que dominam a maioria dos shows (?) da chamada Comédia em Pé (Stand Up-comedy)? Com certeza: muitos desses piadistas brotam da Internet com a rapidez dos coelhos,  minando a saúde do riso.

Bom lembrar que espetáculo solo, de um comediante de fato, tem toda uma logística de encenação que vai muito além da “roupa do corpo” e do microfone, a começar por um texto cuidadosamente selecionado.  Daí nos determos hoje em dois  exemplares do gênero: Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou no Teatro da FAAP e Solidão,  A Comédia no N.Ex.T.

Esses piadistas, sem a indispensável graça natural, ou seja, de talento raquítico, deveriam embarcar conosco, num passeio icônico  pelo humor dos ídolos  das ultimas décadas até agora. Desde os antológicos solos dos intrépidos e corajosos Chico Anísio e Juca Chaves, passando pelos donos insuperáveis da piada de cunho deslavadamente surreal Ary Toledo e José Vasconcelos. Ou prestando a maior das atenções nos ingênuos do “pau oco” (duplo sentido) Mazzaropi, no cinema e Ronald Golias, na televisão. Ou ainda nas contundentes  sátiras de Jô Soares, herdadas naturalmente, pelo estilo espontâneo de Hugo Possolo.

HUMOR BURILADO POR AUTORES TALENTOSOS

À  maneira do famoso James Bond, vamos à apresentação: o nome dele é Boechat, Emílio Boechat. Assim deveria ser tratado esse talentoso autor, de poucas obras teatrais, mas centenas de roteiros para televisão. Boechat é o responsável primeiro  pelo concorrido cartaz do Teatro Faap, Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou,  veículo para a cachoeira de risos em que se tornou o ator Marcelo Médici  desde Cada um Com Seus Pobrema.

Emilio Boechat está à espera de um ensaísta que se debruce sobre a sua tão verdadeira quanto cruel visão da contemporaneidade. Mas já dá para entrevê-la pelos tipos, pelos diálogos e pelo calvário percorrido pelo protagonista, a partir do momento em que sua entediada esposa despeja-o, literalmente, do seu próprio lar. Vamos acompanhar o desmonte impiedoso de um homem, como o fizeram Kafka (O Processo) e Brecht (Um Homem é um Homem). Dito assim,  parece um  tragicomédia existencialista. Que ela é! Mas, nas incontáveis mãos de Marcelo Médici e de seu surpreendente colega de cena, Ricardo Rathsam em formidável desempenho, o riso, involuntário ou não, é irreprimível, fazendo da montagem do FAAP um das melhores comédias em safras recentes.

SOLIDÃO, A COMÉDIA

Não é novidade, mas o tempo decorrido entre a montagem de Diogo Vilela e esta, com Mauricio Machado, recria com frescor e comedida melancolia, às vezes, um louco passeio pela solidão de diferentes tipos humanos, saído da mente criativa do saudoso Vicente Pereira, de vida breve, autor de Solidão. Leia mais »

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07/10/2011 - 22:19

Exposição sobre Besteirol coloca público no clima do gênero

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Idealizada pelo ator Maurício Machado, em cartaz no Teatro N.Ex.T. com o

Luís Francisco Wasilewski, curador da mostra "Assim Era o Besteirol"

monólogo Solidão – A Comédia, de Vicente Pereira, a exposição Assim Era o Besteirol conta a história do gênero batizado de “Besteirol”, dos primórdios, quando Ney Matogrosso traz Vicente a São Paulo para trabalhar como cenógrafo e figurinista do grupo musical Secos e Molhados a sua consagração de Pereira como um dos principais nomes da dramaturgia cômica carioca dos anos 1980 para que o público entre no clima do gênero..

“Inicialmente seria uma homenagem a Vicente, mas a coisa tomou uma proporção maior e acabamos por homenagear o gênero. Adotei como linha mestra mostrar o que foi o Teatro Besteirol. Uma ideia que surgiu da diretora de arte, Maíra Knox foi a de colocar frases que estavam em minha dissertação de Mestrado. Selecionamos frases de Vicente Pereira, da entrevista que (Miguel) Falabella me concedeu e outras que situavam a importância desta forma teatral.Outra excelente ideia da Maíra foi a criação de uma árvore que mostra as ramificações dos artistas do Besteirol”, conta o pesquisador e crítico teatral Luís Francisco Wasilewski, curador da exposição e colaborador do Aplauso Brasil.

Para traçar a história do gênero teatral que marcou a década de 1980, sobretudo a carioca, que segundo Luís Francisco “se caracteriza como um tipo de comédia que fazia uma crônica dos costumes da sociedade brasileiro nos anos 1980. Leia mais »

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08/04/2011 - 02:31

Peça-instalação apresenta poéticos retratos do cotidiano

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Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

 
 
 

Elenco de "Estilhaços"

Um singelo retrato do cotidiano é a proposta do espetáculo-instalação, Estilhaços, escrito e dirigido por Eduardo Wotzik, que um núcleo de investigação teatral carioca – formado por Analu Prestes, Clarice Derziê, Marcos França e Ricardo Kosovski – trouxe ao 20º Festival de Curitiba. Fragmentos de histórias que são comuns a qualquer um dos 90 espectadores que se acomodam sobre cubos brancos iluminados internamente, dispostos na imensa estrutura retangular, também branca e iluminada, com um fio de luz azul a envolver, tornam tais sementes reflexivas apontadas pelos textos gotas a exalar poesia.

O efeito prazeroso obtido segue o jogo teatral básico mais simples e desejável na relação entre o público e o espetáculo, ou seja, ao estar ciente do que se diz e de como dizer – destaquemos a excelente preparação vocal assinada por Jackie Hecker – , os atores alcançam a valorização das palavras de forma que todos possam pactuar do mesmo sentido.

Seguindo a escolha da valorização do essencial, Estilhaços acerta na opção pela neutralidade dos figurinos (Tatiana Brescia) e iluminação (Paulo César Medeiros), sendo a cenografia (a instalação de José Dias) parte determinante do texto cênico.

Certamente, o público paulistano – maior leitor do Aplauso Brasil – vai se deliciar com o enxuto espetáculo. Vamos torcer pra breve concretização disso!

*Michel Fernandes viajou a convite do Festival de Curitiba

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10/03/2011 - 14:32

“Clube da Comédia Stand Up” estreia em casa nova

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Clube da Comédia" completa seis anos com novidades

O Teatro do Shopping Frei Caneca recebe, a partir de hoje, 21h, o Clube da Comédia Stand Up, com Danilo Gentili, Marcela Leal, Marcelo Mansfield e Oscar Filho, completando seis anos de vida. Além da casa nova, o humorista Patrick Maia passa a integrar o elenco do show de humor.

Os temas são relacionados aos acontecimentos do cotidiano, buscando traça-los com irreverência,. Bem-sucedido, o grupo computa um público de mais de 200 mil pessoas. Leia mais »

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18/02/2011 - 03:15

Resgatando o Besteirol

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Maurício Machado em "Solidão - A Comédia" - foto de Guga Melgar

(RJ) Mesmo com todas as controvérsias que o título besteirol ocasiona aos artistas criadores do gênero, uma crítica da década de 1980 substantivou esse estilo teatral e o nome continua até hoje. Para homenagear o estilo e um de seus principais representantes, o autor Vicente Pereira, o Teatro Cândido Mendes recebe até abril o monólogo Solidão – A Comédia, sob direção de Cláudio Tovar, além da exposição Assim Era o Besteirol.

O ator Maurício Machado dá vida aos inúmeros tipos que povoam os esquetes que compõem Solidão – A Comédia, todos solitários, como uma prostituta que decide telefonar para seus ex-clientes procurando companhia e uma jovem à espera numa mesa de bar.

Em entrevista a Michel Fernandes, o ator Maurício Machado fala sobre a homenagem ao Besteirol, a montagem de Solidão – A Comédia e outros projetos.

Michel Fernandes – Por que a decisão de resgatar e homenagear o Besteirol? O que mais o toca nesse gênero teatral? Leia mais »

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02/02/2011 - 13:46

Simone Gutierrez e Eduardo Berton apresentam “AíPod”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Simone Gutierrea e Eduardo Berton em "AíPod"

Quem perdeu o musical Hairspray, dirigido por Miguel Falabella, conhece apenas a comicidade evidente da atriz Simone Gutierrez que acaba de se tornar conhecida nacionalmente depois de dar vida à secretária Lurdinha na novela Passione, da TV Globo. Mas ela protagonizava o musical, ao lado do experiente ator Edson Celulari, e encantava com seu talento vocal e cômico à plateia. E ao lado de Eduardo Berton estreia hoje, no Teatro Nair Belo, AíPod.

Gutierrez e Berton dão vida, respectivamente à Rita Londres e Paulinho Correia, casal que comanda a rádio “Rádio”, uma emissora com atrações bizarras e com pitadas de bom humor.

“O texto é simples, dinâmico e hilário. Eu acredito que muitas pessoas vão se identificar com as personagens”, apota Simone.

AíPod é uma comédia em que a banda chamada AíPod (cujos vocalistas são Simone e Eduardo) toca trechos, ao vivo, e em formato acústico, dos grandes sucessos da vida dos dois locutores excêntricos (Rita e Paulinho).

“Impossível não se divertir dentro e fora de cena”, conta Simone.

O espetáculo apresenta ao público um repertório recheado de sucessos nacionais e internacionais, de artistas como Tom Jobim, George Michael, Cindy Lauper, Lady Gaga, Beyoncé e das bandas Queen, Titãs e Barão Vermelho, entre outros. Leia mais »

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18/08/2010 - 10:26

Pra quem curte besteirol

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Novo espetáculo da Encena

Provocar riso fácil é o que acontece em A Peça é Comédia?. Escrito pelo jornalista Gilberto Amêndola, o texto trata da morte e de sua existência. Será real mesmo? com grande humor notável, digno de um jovem que não a leva a sério, bem, quem sabe. Bem dirigida por Orias Elias, tudo dá a sensação de um ensaio que não chega a virar espetáculo pronto. A platéia rola de rir do besteirol interpretado com eficiência pelo próprio diretor que contracena com Cláudio Bovo e Walter Lins e está em cartaz na sala Experimental do Teatro Augusta.

Outra boa sugestão é a nova peça do Mario Viana. Não sei se um jovem atual vai concordar com essa classificação e os jovens costumam ser o público que Viana mais atinge com grande sucesso.

No caso de Vamos?, trata-se de várias tentativas de estabelecer um “ménage a trois ou a quatre”. Leia mais »

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08/04/2010 - 05:20

Mônica Martelli de volta a São Paulo

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Mônica Martelli em cena

Ela está de volta a São Paulo com a sua deliciosa comédia que completou cinco anos em cartaz e foi vista por mais de um milhão de espectadores. Mônica Martelli volta a São Paulo, onde nos anos de 2007 e 2008 reinou absoluta no palco do Teatro Procópio Ferreira, no Teatro do Shopping Frei Caneca nesta sexta-feira (9).

Sua peça Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou! trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Toda mulher já foi, é, ou será protagonista desta história de aventuras, encontros, desencontros, solidões, equívocos, adrenalinas, ilusões, alegrias, dúvidas. Leia mais »

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