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09/02/2011 - 21:25

Saiba quem são os melhores do teatro em 2010 segundo a CPT

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

3ª edição do Prêmio da Cooperativa de Teatro

Em sua terceira edição, o Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT) de 2010 levou – na noite da última segunda-feira (7), nomes referenciais do teatro produzido na capital paulista para saber dos vencedores das 14 categorias que compõem a premiação.

Entre cerca de 200 convidados – representando parte de nossa classe artística de São Paulo – para a cerimônia realizada no Teatro Coletivo estavam Antunes Filho, Maria Alice Vergueiro, Paschoal da Conceição e Sebastião Milaré.

As indicações foram feitas por voto direto da categoria pela internet e uma comissão, formada por Alexandre Mate, Sérgio Roveri, Lizette Negreiros e Antônio Chapéu,  fizeram a escolha final. Leia mais »

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04/11/2010 - 19:09

O triste fim do ingênuo patriota excessivo

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"Policarpo Quaresma" é a nova pérola da coleção de obras-primas de Antunes Filho

Crítica de Michel Fernandes da peça “Policarpo Quaresma” na íntegra (michel@aplausobrasil.com)

Versão impressa no jornal Diário de São Paulo de 03/11/2010

A genialidade do autor Lima Barreto criou o romance “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, em que critica o positivismo dominante, instaurado com o regime republicano. Na obra são apresentados os desdobramentos tragicômicos que afetam a figura do “Major” Quaresma, um patriotismo excessivo e ingênuo. Antunes Filho e o Grupo Macunaíma/ CPT recuperam a reflexão proposta pela obra no espetáculo “Policarpo Quaresma” – em cartaz no Teatro SESC Anchieta (SESC Consolação) -: “até que ponto há ética no poder?, Até que ponto ter poder suporta que sejamos éticos?”.

A chave da concepção de Antunes é clara desde a primeira cena: é uma opereta bufa calcada nas ingênuas crenças de Policarpo Quaresma (interpretado com minimalismo de excepcional comediante por Lee Thalor que sabe utilizar, com maestria, seus recursos corporais e vocais, adjuntos a sua inteligência). O personagem busca, solitariamente, signos que valorizem a nação como se a mudança para o idioma tupi, a recuperação da moda de viola como “expressão da arte nacional”, a escolha de tecidos “nacionais” para compor seu guarda-roupas, entre outros, bastassem para solidificar valores para a formação de uma nação.

Quaresma, aqui, toma uma posição arquetípica que espelha a nós, em sua maioria, nesses sombrios dias em que valorizamos os feitos dos políticos que ocupam altos postos de poder, fazendo vistas grossas a seus meios nada éticos para alcançarem seus objetivos. Os exemplos aqui, infelizmente, são muitos: dos incontáveis escândalos de corrupção à sordidez da campanha presidencial deste ano. Leia mais »

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20/09/2010 - 20:18

Programe-se: Inscrições para o CPTzinho vai até a próxima sexta-feira

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Antunes Filho

Certamente os interessados nas artes cênicas já devem saber da existência do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), um laboratório de experimentações e concretizações teatrais, cuja seriedade conquistou o universo teatral mundial. Coordenado por Antunes Filho, um dos principais alicerces qualitativos do nosso teatro, o curso de Introdução ao Método do Ator – CPTzinho tem inscrições até a próxima sexta-feira (24), no SESC Consolação.

São apenas 20 vagas disputadas por centenas de candidatos que são escolhidos em duas etapas, seguindo o cronograma abaixo,: entrevista individual e teste prático. Leia mais »

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26/04/2010 - 17:50

Peça escrita por Antunes Filho arrebata multidões

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Michel Fernandes, Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

LAMARTINE BABO homenageia compositor de marchinas

Que ele é um dos diretores teatrais do Brasil que serve de referência ao que de melhor se passa nos palcos brasileiros não há dúvida, Antunes Filho, agora, causa filas em sua primeira incursão pela dramaturgia. Trata-se do musical Lamartine Babo, homenagem singela ao compositor das eternas marchinhas de carnaval como Linda Morena, O Teu Cabelo Não Nega, entre outras, dirigida por Emerson Danese, em cartaz apenas às quintas-feiras, 19 e 21h, no sétimo andar do SESC Consolação.

ABAIXO SEGUE CRÍTICA PUBLICADA EM FEVEREIRO DE 2010 Leia mais »

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11/02/2010 - 10:52

Peça revive outros carnavais

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Musical homenageia Lamartine Babo

Musical homenageia Lamartine Babo

Às vésperas de mais um feriado de carnaval, ao assistir o musical Lamartine Babo, texto de Antunes Filho dirigido por Emerson Danesi, em cartaz apenas às quintas-feiras, 19 e 21h, lembramos saudosos da folia de outros tempos, em que reinavam as marchinhas de carnaval.

Esse parece ser o foco de Lamartine Babo, reviver o clima festivo de outros carnavais sem, no entanto, recorrer ao recurso de ambientar o espetáculo em determinada época. Lamartine Babo se situa na atemporalidade, ou seja, os belíssimos figurinos criados por Rosângela Ribeiro podem até sugerir tempos mais remotos, mas, de fato, a banda que ensaia naquela casa abandonada um repertório exclusivo de composições de Lamartine Babo, é atual e, até mesmo, repercute o que a geração do autor deve sentir ao ouvir as tolices do funk e axé music, salvo raras exceções, que servem ao gosto da massa. Não porque a massa se tornou burra e, sim, porque a mídia a faz desconhecedora do legado qualitativo de nossa música popular.

Músicas como Grau Dez, O Teu Cabelo Não Nega, Chegou a Hora da Fogueira, Joujoux e Balangandãs, No Rancho Fundo, Hino do Carnaval Brasileiro, só para citar algumas das inesquecíveis perolas de Lamartine estão arranjadas com preciosismo por Fernanda Maia, quem assina a direção musical com simplicidade e colorido de encontro de vozes que soam no timbre do prazer. Leia mais »

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06/11/2009 - 20:54

Impressões lusitanas da passagem de Antunes Filho por lá

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Cena de <i>A Falecida Vapt-Vupt</i>, com o Grupo Macunaíma

Cena de A Falecida Vapt-Vupt, com o Grupo Macunaíma

 

Antes da estreia no 7° andar do SESC Consolação, onde fica a sede do CPT (Centro de Pesquisa Teatral), o espet´´aculo A Falecida Vapt-Vupt, terceira incursão do diretor Antunes Filho para A Falecida, do dramaturgo carioca Nelson Rodrigues, a peça estreou em solo português, no Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, em maio deste ano, ao lado de Prèt-a-Porter (Coletânea 2). É sobre as impressões do trabalho dos núcleos Macunaíma e CPT, ambos coordenados por Antunes Filho, que versa o texto do crítico português Jorge Louraço Figueira. Boa leitura e não percam a instigante obra.

 

Subitamente, no banheiro das senhoras [TNSJ]

By Jorge Louraço Figueira

Antunes Filho, o mais reputado encenador de São Paulo, vai mais longe, na cenografia de A Falecida Vapt-Vupt. O espaço é um bar onde param os clientes do costume, indiferentes ao desenrolar das cenas entre marido e mulher, família, amante e agentes funerários. No meio, tirando apontamentos durante toda a função, está a figura do autor. A parede do fundo é um imenso painel cheio de inscrições típicas de WC público, sugerindo que o anjo pornográfico, como lhe chamaram, escrevia directamente da secreta.

CLIQUE AQUI para ler a crítica completa.

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16/09/2009 - 16:51

Antunes Filho: Reinventor de Si-mesmo

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<I>A Falecida Vapt-Vupt</I>

A Falecida Vapt-Vupt

A FALECIDA VAPT-VUPT

 

Aos oitenta anos e com mais de meio século dedicados ao teatro, Antunes Filho não se fixou à forma teatral que o eleva ao Olimpo da direção teatral, ocupado por poucos diretores de talento e criatividade indescritível, e em sua terceira incursão à tragédia carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida que, agora, ganha o sobrenome Vapt-Vupt, ele se reinventa e nos traz a uma instigante viagem a novos campos de percepção. Isso não quer dizer que ele deixou de lado o extremo rigor n campo da interpretação, não no que respeita ao “formalismo” – que já virou jargão entre alguns que não conseguem comungar do prazer estético proposto por Antunes -, mas na exigência que nos propicia interpretações cada vez melhores de Lee Thalor que com a novata Bruna Anauate, uma revelação primorosa, forma o casal protagonista da peça.

 

A FALECIDA VAPT-VUPT de Nelson Rodrigues, direção Antunes Filho. (60 min). Espaço CPT (sétimo andar) 70 lugares. Sextas às 21h e sábados às 19h e às 21h. 12 anos. Rua Dr. Vila Nova, 245. Tel: 11 3234-3000.

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