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16/04/2010 - 03:13

Diálogo sobre por que montar Cats?

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Michel Fernandes (michel@aplausobrasil.com)

CATS foto Dede Fedrizzi

Nesse primeiro artigo crítico com o viés de apontar alguma questão espinhosa dentro de algum espetáculo, cujo objetivo é criar um diálogo com o leitor que deixa seus comentários, prontamente respondidos por mim, escolhemos a superprodução musical Cats, em cartaz no Teatro Abril.

Sem a intenção de colocar em cheque o esmero da produção que registrou sua marca na reprodução de grandes espetáculos com matrizes na meca do teatro musical, o circuito Broadway de Nova Iorque, além daqueles estreados no West End londrino, não posso entender a lógica museológica de apresentar, seguindo à risca o espetáculo-matriz, um espetáculo que nada avança no bom gosto de musicais como A Bela e a Fera, Chicago, Rent e, até mesmo, Les Miserábles, como Cats.

Ora direis: mas os outros não foram reproduções? Sim, mas acrescentavam na exuberância do uso dos efeitos especiais, dando novo know-how aos artístas brasileiros, caso de A Bela e a Fera e Les Miserábles; re-visitavam o revolucionário coreógrafo Bob Fosse,  marcante na história dos musicais, caso de Chicago; além de trazer uma ópera-rock, com temas pra lá de atuais, e montagem mais recente da Broadway, Rent, apresentado no extinto Teatro Ópera.

Mas em que Cats contribui para o aprendizado de nossos técnicos – não nenhum efeito especial que surpreenda –  e/ ou dialoga com a realidade contemporânea.?

Atores-cantores do naipe de Saulo Vasconcellos, Sara Sarres, e, até mesmo, a cantora Paula Lima, em minúscula participação, dão ao espetáculo os grãos necessários para a qualidade deste que é um show, com belas melodias, coreografias de gosto duvidoso para padrões mais arrojados, como os de Fosse, uma boa orquestra, figurinos e cenários nada satisfatório para os que esperam uma superprodução, a ausência de conflito evidente na trama principal.

Fica proposta de diálogo: esses espetáculos de mero entretenimento não são pulverizadores da alienação? Leia mais »

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15/02/2010 - 14:59

Surto se apresenta no Festival de Comédia da Aventura Entretenimento

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

SURTO é inspirado no TERÇA INSANA

SURTO é inspirado no TERÇA INSANA

A crítica teatral Barbara Heliodora escreveu logo após a estreia de Surto, no ano de 2004 que o espetáculo “como o antigo besteirol, não tem pretensão alguma senão a de divertir, e fazer rir de algumas das insanidades que com mais frequencia atacam a Humanidade de modo geral”. Hoje, passados seis anos de sua estreia, Surto é um dos mais bem sucedidos espetáculos do teatro brasileiro nesta década.

A gênese do espetáculo aconteceu após a trupe carioca de atores ter assistido a Terça Insana. Eles próprios admitem que o espetáculo humorístico paulista, criado por Grace Gianoukas, é uma das grandes influências na criação dos esquetes cômicos de Surto. Um olhar ferino e cáustico sobre o comportamento da sociedade brasileira é um traço comum que une os dois trabalhos. E que os torna herdeiros do besteirol oitentista. Leia mais »

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