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20/09/2012 - 22:27

Peça de James Joyce mostra um triângulo amoroso de 100 anos atrás

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ruy Guerra assina a direção de "Exilados"

Com direção de Ruy Guerra, Exilados traz uma discussão muito pertinente aos dias de hoje: traição, possessividade e ciúme nas relações humanas. Com André Garolli, Franciely Freduzeski e Álamo Facó

SÃO PAULO – Num momento em que o modelo tradicional de amor romântico está sendo cada vez mais questionado e posto em cheque, Exilados — que acabou de estrear no Teatro Nair Bello — chega em boa hora. O inusitado é que esta peça do escritor irlandês James Joyce foi escrita em 1918 e a ação se passa seis anos antes, portanto há exatamente 100 anos! E a discussão central do texto é extremamente atual: o casal Richard Rowan e Bertha, interpretados por André Garolli, Franciely Freduzeski, volta a Dublin depois de um período de exílio e retoma contato com o jornalista Robert Hand, vivido por Álamo Facó. Muito próximo de Richard, Robert tem verdadeiro fascínio pela bela esposa do amigo e entra em conflito interno, pois não sabe se dá vazão aos desejos ou se cumpre as convenções sociais do início do século XX. Já o escritor Richard é contra a possessividade entre as pessoas e mantém uma relação aberta e de total liberdade com Bertha, uma mulher de personalidade forte que chega a contestar os ideais defendidos pelo marido.

Com apenas algumas cadeiras de madeira, o cenário despojado —assinado por Marcos Flaksman— é ideal para a proposta do diretor Ruy Guerra de enfatizar o duelo de ideias e sentimentos dos personagens. As cenas são sempre em dupla: os dois amigos, o casal ou o jornalista e Bertha, os amantes. Há ainda a personagem de Cristina Flores, Beatrice, prima de Robert com quem na infância foram prometidos um para o outro; hoje ela é professora de música do filho do casal e nutre forte admiração por Richard, que mantém por ela um amor platônico, concretizado em sua obra literária. Bertha e Beatrice têm uma velada relação de ciúme e rivalidade. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores, DESTAQUE Tags: , , , , , , , ,
29/02/2012 - 13:14

Álamo Facó só até sábado

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Talvez", monólogo de Álamo Facó

Dias antes de completar 30 anos, Dário decide se trancar no apartamento até que a namorada volte de viagem, tendo o computador como única ligação com o mundo. Estabelece uma relação imediata com a plateia, que passa a ser sua cúmplice

SÃO PAULO – O público entra no Auditório do SESC Pinheiros e o ator e autor do monólogo Talvez, Álamo Facó, já está em cena: atrás do bar de seu apartamento, Dário escolhe músicas ao acaso e o clima intimista se estabelece. Tendo o computador como única ligação com o mundo, o rapaz que está prestes a completar 30 anos conta que resolveu se trancar no apartamento até a volta da namorada, que viajou. Os dias passam e ele não desiste: desliga o celular, o telefone fixo e a campainha e cria um esquema para armazenar o lixo acumulado, tudo para fazer uma surpresa para a amada. Como ela não volta e até estende a viagem, Dário cria várias possibilidades de saída, diversas situações (algumas inusitadas) para entender o que acontece com sua vida. Talvez seja até a tão propalada crise dos 30!

Como está trancado e isolado do mundo, Dário sente necessidade de mostrar seu apartamento aos espectadores, seus cúmplices; com recursos tecnológicos de som, ele perambula pelo palco (sai de cena) e temos a nítida impressão das reais dimensões do imóvel. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , ,
01/02/2012 - 16:21

Álamo Facó estreia monólogo em SP

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Álamo Facó é dirigido por César Augusto

SÃO PAULO – Sob direção de César Augusto, da Cia dos Atores, o ator Álamo Facó traz ao Auditório do SESC Pinheiros, a partir desta sexta-feira (3), 20h, o monólogo Talvez, com texto de sua autoria.

O espetáculo mostra Dário, personagem que decide trancar-se em casa até que sua mulher volte de viagem. O que começa como uma simples promessa, ganha proporções inesperadas já que ele está disposto a levar seus pactos ao limite. Apenas o computador está ligado e, assim, se inicia uma curiosa relação com os espectadores.

Os dias passam e Dário não está disposto a voltar atrás. Sua capacidade de introspecção e esquizofrenia transforma a sua realidade num possível “talvez”. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Notas e Oportunidades Tags: , , , , , , ,
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