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29/06/2011 - 23:39

O palco democrático de Londrina

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Renato Forin Jr / Assessoria de Imprensa FILO

"As Três Velhas" (Produção brasileira)

FILO 2011 reuniu em Londrina as mais variadas vertentes cênicas em programação que destacou manifestações de vanguarda

A edição de 43 anos do Festival Internacional de Londrina fez do norte do Paraná, durante 17 dias, o principal palco das artes cênicas no País, com representantes do Brasil e mais 12 países. Por aqui, passaram grupos que trabalham com variadas linguagens, como o teatro, a dança, o circo, a música, as manifestações plásticas e as performances multimídias. Um mosaico de cores, palavras e sons que atualizam conhecimentos e proporcionam reflexões para um público cativo, oriundo não só de Londrina, mas de várias partes do Brasil e do mundo.

"Trois Vielles" (Produção belga)

A diversidade de estilos e a qualidade dos espetáculos guiaram a seleção da programação artística, que já se tornou referência para outros eventos do mesmo gênero em território nacional. A estreia de espetáculos durante o Festival, este ano, teve um caráter especial e inédito. Pela primeira vez, desde quando se tornou internacional, o FILO elegeu uma companhia da cidade para abrir a sua agenda de espetáculos. Coube ao Ballet de Londrina a missão de fazer a primeira apresentação de A Sagração da Primavera, releitura do coreógrafo Leonardo Ramos para obra homônima (1913) de Stravinsky e Nijinsky.

A aguardada estreia nacional desta que é uma das principais companhias do sul do Brasil foi um presente que o Festival reservou para o público: os ingressos para a apresentação no Ouro Verde foram distribuídos gratuitamente – disputa por entradas e galerias lotadas para uma noite de sucesso que prenunciou o êxito das 100 apresentações do evento. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: ,
14/06/2011 - 20:51

Eles fazem tudo por dinheiro

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Guto Rocha/Assessoria de Imprensa FILO

"Chef" - Cia Viaje Inmóvil - Chile © CLAUDIO PéREZ

Espetáculo chileno narra história de um chef de cozinha que participa de reality show para escapar da crise econômica

Até que ponto uma pessoa pode chegar por causa da falta de dinheiro?  A Cia. Teatro Inmóvil, do Chile, busca uma resposta para esta pergunta com o espetáculo Chef, que será apresentado dentro da programação do FILO 2011 nesta terça e quarta-feira, às 21 horas, no Teatro Vila Rica.

Na montagem, um cozinheiro, dono de um restaurante ‘quebrado’ por causa de uma grave crise financeira, resolve participar de um reality show na tentativa de salvar seu negócio. No dia da estreia do programa, o cinegrafista que já estava trabalhando com o cozinheiro não aparece e manda uma moça para substituí-lo.

A novidade deixa o Chef perturbado e situações inesperadas acontecem, instalando-se o caos no set de filmagens. Quando o programa vai ao ar, outra confusão acontece, desta vez nas ruas, onde a população protesta por causa da crise.

A peça foi baseada no ensaio Uma Proposta Modesta, de 1729, do escritor irlandês Jonathan Swift. No texto, o ensaísta propõe, de forma irônica, uma solução para a miséria que assolava a Irlanda na época: os pobres venderiam seus filhos para que os ricos os comessem.

A atriz Daniela Montt, que contracena com o diretor e ator do espetáculo Jaime Lorca, conta que o texto de Swift foi um pretexto para tratar de um assunto atual: a crise.

“Inicialmente, esse ensaio serviu de base para uma outra peça que o dramaturgo Guillermo Calderón escreveu em 2009, chamada Degustación. Mas os planos mudaram e, então, surgiu Chef, com uma proposta diferente, mas abordando o mesmo tema”, comenta a atriz Daniela Montt.

A intenção do texto do espetáculo, segundo Daniela, foi fazer uma relação entre a proposta feita por Swift em seu ensaio e o fato de as pessoas, hoje em dia, se sujeitarem a tudo para conseguir dinheiro.

“Da mesma forma que o chef se inscreveu no concurso da TV para salvar seu restaurante, a cinegrafista também encarou o desafio de trabalhar para um homem mal-humorado, a quem teve de conquistar. Tudo por causa do dinheiro”, observa.

Daniela conta que quando a crise econômica mundial estourou, em 2008, o autor da peça já estava trabalhando em seu texto.

“Foi uma coincidência, mas o espetáculo acabou ganhando mais importância”, diz. A atriz lembra que a crise afetou a todos no mundo e, no Chile, aconteceu em um momento de transição de governos. “O que percebo agora é que, apesar de o país apresentar um crescimento econômico de 8% ao ano, a crise só passou para os mais ricos. O povo continua com salários baixos e sofrendo com o desemprego”, opina.

O espetáculo estreou em 2010 no Brasil, durante a participação da Cia. Viaje Inmóvil no Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia. A reação do público, tanto no Brasil como no Chile, foi muito boa, segundo conta Daniela. “Quando o espetáculo termina, as pessoas ficam paradas, parecem estar pensando no que acabaram de ver, só então aplaudem”, diz.

Antes de Londrina, o grupo levou Chef para Belo Horizonte (MG) e, em julho, segue para Portugal e Espanha.

Data: 14 e 15 de junho

Horário: 21 horas

Local: Teatro Vila Rica (Rua Piauí, 211)

Direção: Jaime Lorca

Classificação: Teatro adulto

Faixa etária: 14 anos

Duração: 75 minutos

LEGENDADO

Web: www.viajeinmovil.cl

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Matérias Tags: , ,
14/06/2011 - 19:59

FILO 2011: Argentina traz amores iluminados

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Guto Rocha/Assessoria de Imprensa FILO

"Amar" - Alejandro Catalán & Cia - Argentina © MARIA SABATO

Espetáculo argentino utiliza a luz e som com códigos do cinema para criar espaços e narrativas cênicos do teatro

Gestos e expressões iluminados por lanternas ganham força narrativa para falar sobre relações amorosas. Em Amar, o aclamado diretor argentino Alejandro Catalán lança um olhar teatral muito particular sobre casais, que em algum momento da vida em comum se perguntam sobre se devem ou não seguir juntos.  O espetáculo será apresentado nesta terça (14) e quarta-feira (15), às 20 horas, na Funcart.

Na montagem, três casais saem para uma noitada regada a bebidas e música, e decidem ir até o litoral. Nesta aventura, seus vínculos começam a ser revelados.

“O espetáculo não é uma tese, nem um tratado sobre o amor. O queremos é que esses casais sejam representativos de uniões singulares e em situações também singulares, mas que tenham coisas comuns a qualquer outro casal”, comenta Alejandro Catalán. Leia mais »

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28/06/2010 - 01:34

Luiz Valcazaras e o corte seco de Plínio Marcos com Boca de Baco

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito: Milton Dória/ Divulgação

Desafio apresentar um texto como Navalha na Carne (1967), do consagrado santista Plínio Marcos, com tantas montagens já feitas e cheia de predicados, mas o espetáculo dirigido por Luiz Vacazaras que marca os 20 anos do grupo londrinense Boca de Baco, traz o frescor de lâmina precisa que dá corte seco em seu alvo.

A trama do triângulo que coloca os personagens hora no papel de opressor hora de oprimido, ganha uma concepção com ritmo acelerado, em que a ação alcança o clima, ao mesmo tempo, claustrofóbico, violento e miserável em que os personagens estão imersos.

Ao ambientar o quarto da prostituta Neusa Sueli numa espécie de desmanche de carros, Valcazaras atualiza simbolicamente o espaço, elevando o espaço além das características realistas. Um desmanche é um lugar marginal por excelência, cenário perfeito para o embate entre Vado, Neusa e Veludo.

A direção de atores segue a linha concisa, econômica do espetáculo, sem cores carregadas tingindo as emoções, o que evita o maniqueísmo das personagens. Leia mais »

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23/06/2010 - 16:12

A guerra como um manifesto

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"Guerra", espetáculo italiano funde dança e teatro

Espetáculo dirigido por Pippo Delbono traz momentos de crueza e poesia

Célia Musilli, da Imprensa FILO – Festival Internacional de Londrina 2010

Quando o espetáculo Guerra, dirigido por Pippo Delbono, chegou ao Brasil, muita gente se referiu a ele como uma adaptação livre d “Odisseia, de Homero. Em Londrina, participando do FILO 2010, o diretor italiano esclareceu que a referência ao texto de Homero é mínima, apenas uma frase, e que a montagem se refere sim aos mitos, “mas não aos grandes mitos, aos pequenos.”
Guerra, segundo o diretor, trata dos conflitos humanos, fazendo uma colagem de histórias autobiográficas ou que se relacionam às vidas de alguns atores da companhia. Mais do que tudo, ele disse que se trata de uma abordagem sobre “a esquizofrenia do mundo e as guerras que se processam dentro de cada um, individualmente.” Leia mais »

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19/06/2010 - 11:06

FILO 2010 – Plínio Marcos, mestre de cerimônias do Boca de Baco

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Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito Milton Dória/ Divulgação

Um texto já clássico da dramaturgia nacional, Navalha na Carne, de Plínio Marcos, é o mestre de cerimônias – e que mestre! – da celebração do vigésimo aniversário do grupo londrinense Boca de Baco que estreia hoje no FILO – Festival de Londrina 2010.

Quem assina a direção é Luiz Valcazaras (do premiadíssimo Abra as Asas Sobre Nós) que, segundo nos contou Jackeline Seglin, uma das fundadoras do grupo, é o primeiro diretor convidado pela trupe – em 2001 dirige Fando e Lis, de Fernando Arrabal – e marca o novo norte, mais profissional, que o Boca de Baco passa a seguir em suas produções.

“Conheci o Luiz Valcazaras quando ele veio para o FILO em 1998 e trouxe o monólogo Anjo Duro (com Bertha Zemmel), então o convidei para dirigir o Boca de Baco”, conta Jackeline Seglin. Leia mais »

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17/06/2010 - 14:41

FILO 2010: Marta Carrasco traduz em cena dia de ira contra a igreja do poder

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com) – a convite do FILO – Festival Internacional de Londrina

Cia. Marta Carrasco, da Espanha

“Há cinco anos Dies Irae (último trecho que Mozart concluiu de seu Réquiem) me persegue feito obsessão”, disse a coreógrafa espanhola Marta Carrasco que assina a direção do espetáculo Dies Irae; em El Réquiem de Mozart, estreia de amanhã no FILO – Festival Internacional de Londrina 2010.

Dies Irae é uma música tão furiosa, tão colérica e anticlerical, apesar de ser uma missa fúnebre, que posso falar com ela sobre a fraude da igreja. Não da relação espiritual das pessoas, mas da política, do poder e da manipulação feita pela igreja”, disse a coreógrafa e bailarina Marta Carrasco que, apesar de não estar em cena, assiste o espetáculo da primeira fila participando assim do “ritual” que é a concretização de Dies Irae, en el Réquiem para Mozart.

Bailarinos, atores e cantores, o elenco de Dies Irae é formado por artistas de Barcelona e Madri, antigo desejo de Marta que, segundo disse, os vê como “intérpretes”, independente das suas especificidades formativas.

Alegre, inteligente e dona de simpatia e vivacidade impares, Marta Carrasco disse que deseja que o público saia da sessão “sabendo que não está só”.
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16/06/2010 - 17:12

Amanhã do FILOFestival Internacional de Londrina

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito Milton Dória/ Divulgação

De quinta-feira, amanhã, até domingo (20) estarei realizando a cobertura do FILO Festival Internacional de Londrina 2010, dos festivais mais respeitados e diversificado do país, cujos 40 anos de trajetória, completos em 2008, pode ser conferido no livro Memória e Recordação, de Nitis Jacón, que resgata e analisa as transformações pelas quais passou o Festival, livro que, segundo a crítica Mariangela Alves de Lima, que assina a apresentação do mesmo, ao resgatar os meandros da trajetória do Festival, que, “no emblemático ano de 1968” se tratava de um movimento liderado por estudantes insatisfeitos com o panorama sócio-cultural da cidade paranaense, confunde-se com a própria trajetória da evolução artística das últimas quatro décadas.

Dentre a interessantíssima cartela de opções de espetáculos, nacionais e internacionais,  que compõem a grade de programação, tecerei sobre eles meus comentários, mas você pode conferir desde já no site do FILO.

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15/06/2010 - 12:34

Espetáculo que estreia no FILO 2010 aborda a visão sob outras óticas

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Célia Musilli, do FILO – Festival Internacional de Londrina – 2010

"Olhares Guardados" - Londrina - Crédito foto NATÁLIA LIMA CASTRO

Cinco personagens se encontram numa estação de trem: um fotógrafo, uma costureira, um vendedor de antiguidades, um escritor e um músico. Todos inseridos na paisagem de uma pequena cidade e mergulhados também em suas “paisagens interiores”.

Neste cenário, físico e humano, o espetáculo: Olhares Guardados, dirigido por Paulo Braz e que tem no elenco Flávio Cordeiro, João Durval, Marcos Santos, Sebastião Narciso e Tatiane Quadros, estreia hoje no FILO 2010. Trata-se de uma montagem que conta com atores deficientes visuais e que insere também os espectadores em outras percepções e paisagens. Leia mais »

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06/05/2010 - 12:32

Nitis Jacon tem 40 anos de histórias do FILO pra contar

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Redação (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Kazuo Ohno com Nitis Jacon e Yoshito Ohno (1992)

São 40 anos de estrada mapeadas por Nitis Jacon, uma das criadoras do Festival Internacional de Londrina (FILO), em Memória e Recordação – Festival Internacional de Londrina – 40 anos livro que propõe a narrar a memória do FILO, também como testemunha do festival.

Presidente de Honra do FILO, Nitis Jacon traça nesse livro, cuja realização é da Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná) e tem patrocínio da Petrobras, sua percepção dos acontecimentos. Leia mais »

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