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16/02/2012 - 23:25

Teatro para curtir no carnaval

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG  (Michel@aplausobrasil.com)

Camila Morgado, Antonio Petrin, José Wilker e Vera Holtz

SÃO  PAULO – Se o Rio de Janeiro, Salvador, entre outras cidades, devem reinar as folias de Momo, a capital paulistana divide os festejos carnavalescos com a sequência de alguns espetáculos teatrais, cujas temporadas seguem normalmente e, em alguns casos, fazem apresentações especiais por esses dias. Saiba quais são algumas delas:

Dentre os espetáculos que recomendo está o irreverente e bem-humorado PPP@WllmShkspr.br, clássico dos Parlapatões, encenado pela primeira vez em 1998, sob as astutas, firmes e criativas mãos do diretor Emílio di Biasi. PPP…, uma divertida viagem por todas as obras do bardo inglês, William Shakespeare, contada em pouco mais de 90 minutos, utilizando hilários recursos reveladores da inventividade teatral em que Alexandre Bamba, Hugo Possolo e Raul Barreto estão imersos.

Não conte à mamãe

Praqueles que desejam assistir a espetáculos cuja forma e conteúdo seja o cerne do interesse, Luís Antonio Gabriela, com a Cia. Mungunzá, é ótima opção. Trata-sede um espetáculo-homenagem a  Luís Antonio, irmão do diretor da peça, Nelson Baskerville, que, no final dos anos 1980, embarcou para Bilbao (Espanha) como Gabriela e conquistou o auge na noite espanhola e o declínio depois de viciar-se e contrair o HIV. Na mesma categoria estão O Estrangeiro, com o ator Guilherme Leme, dirigido por Vera Holtz. Tudo é simples e direto: Meursault, personagem interpretado por Leme, narra sua trajetória enquanto veste um sóbrio terno preto sobre camisa e regata branca, uma cueca samba-canção branca e meias, também, brancas. O claro e o escuro permeiam toda a trajetória da personagem.

Monólogo é dirigido pela excelente atriz Vera Holtz

Holtz encanta, também, por sua interpretação pungente em Palácio do Fim, brilhantemente dirigido por José Wilker.

Para os fãs de musicais, o melhor do gênero é Cabaret, de Joe Masteroff, músicas de John Kander e  letras de Fred Ebb, sob magistral direção de José Possi Neto, cujo portentoso conjunto artístico deixará sua marca na antologia do teatro musical realizado no Brasil. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas Tags: , , , , , , , , ,
27/01/2012 - 19:17

Confira vídeo da estreia de “Palácio do Fim” em SP

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Sexta passada no Teatro Anchieta (SESC Consolação) começou a temporada paulistana de Palácio do Fim. Antonio Carlos Gomes, nosso novo  colaborador,  esteve na pré-estréia para convidados da peça.

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Palácio do Fim

Autora: Judith Thompson.

Tradução: João Gabriel Carneiro

Direção: José Wilker

Teatro Anchieta do SESC Consolação
Até 11 de março
Sextas e sábados às 21 horas e domingos às 18 horas
Ingressos: R$32,00 inteira
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos

Palácio do Fim chega a SP e traz história de sucesso na bagagem

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Multimídia Tags: , ,
20/01/2012 - 17:29

Palácio do Fim chega a SP e traz história de sucesso na bagagem

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

"Palácio do Fim" - foto de Guga Melgar

SÃO PAULO – Fenômeno da temporada teatral carioca de 2011, Palácio do Fim chega hoje ao Teatro Anchieta (SESC Consolação) para apenas oito semanas de apresentação. O espetáculo da autora canadense Judith Thompson, sob direção de José Wilker, traz em sua bagagem quatro indicações ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, incluindo Melhor Direção para Wilker e Melhor  Atriz para Vera Holtz.

Thompson dividiu o texto em três monólogos – na encenação de José Wilker representados de maneira fragmentada e intercalada -, cujos personagens são inspirados em figuras reais, protagonistas de reportagens sobre um mesmo assunto. Leia mais »

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04/11/2010 - 19:09

O triste fim do ingênuo patriota excessivo

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"Policarpo Quaresma" é a nova pérola da coleção de obras-primas de Antunes Filho

Crítica de Michel Fernandes da peça “Policarpo Quaresma” na íntegra (michel@aplausobrasil.com)

Versão impressa no jornal Diário de São Paulo de 03/11/2010

A genialidade do autor Lima Barreto criou o romance “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, em que critica o positivismo dominante, instaurado com o regime republicano. Na obra são apresentados os desdobramentos tragicômicos que afetam a figura do “Major” Quaresma, um patriotismo excessivo e ingênuo. Antunes Filho e o Grupo Macunaíma/ CPT recuperam a reflexão proposta pela obra no espetáculo “Policarpo Quaresma” – em cartaz no Teatro SESC Anchieta (SESC Consolação) -: “até que ponto há ética no poder?, Até que ponto ter poder suporta que sejamos éticos?”.

A chave da concepção de Antunes é clara desde a primeira cena: é uma opereta bufa calcada nas ingênuas crenças de Policarpo Quaresma (interpretado com minimalismo de excepcional comediante por Lee Thalor que sabe utilizar, com maestria, seus recursos corporais e vocais, adjuntos a sua inteligência). O personagem busca, solitariamente, signos que valorizem a nação como se a mudança para o idioma tupi, a recuperação da moda de viola como “expressão da arte nacional”, a escolha de tecidos “nacionais” para compor seu guarda-roupas, entre outros, bastassem para solidificar valores para a formação de uma nação.

Quaresma, aqui, toma uma posição arquetípica que espelha a nós, em sua maioria, nesses sombrios dias em que valorizamos os feitos dos políticos que ocupam altos postos de poder, fazendo vistas grossas a seus meios nada éticos para alcançarem seus objetivos. Os exemplos aqui, infelizmente, são muitos: dos incontáveis escândalos de corrupção à sordidez da campanha presidencial deste ano. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas Tags: , , , , , , , , , , ,
02/12/2009 - 16:38

Do Começo ao Fim: ausência de conflitos indica desejo utópico

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

 

 

Francisco e Thomás, amantes, irmãos

Francisco e Thomás, amantes, irmãos

 

Incomodo até aos mais acostumados aos temas que envolvem algum tabu, que dirão os moralistas-de-plantão?, o novo longa-metragem, de Aluízio Abranches, Do Começo ao Fim, coloca na telona o incesto e um relacionamento gay como temas de fundo. À medida que notamos a ausência de conflitos, que direcionaria o filme ao realismo cotidiano, mais nos convencemos estar diante de um manifesto do cineasta para a celebração de temas tabus, para quase todos os círculos sociais, de maneira natural. No foco do discurso cinematográfico está o Amor.

 

 

A questão do Amor que cresce do simples afeto entre os meio-irmãos, Francisco e Thomas, a sua efetiva identidade sexual não ecoa em conflitos familiares e/ ou sociais o quê, por um lado foge do lugar-comum que uma dose de realismo acarretaria, isso porque temas como homossexualidade e, mais ainda, não são aceitos com tanta facilidade. A opção de Aluízio Abranches não é, sobremaneira, a discussão da sexualidade nem de qualquer ponto polêmico da estrutura social – se a intenção for essa, o roteiro se revela quebradiço e insatisfatório –, mas provocar o espectador pessimista, descrente das relações inter-pessoais, de que a única possibilidade de seu fracasso reside no próprio agente da relação.  Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Dança, Música e Cinema Tags: , , , , , ,
23/11/2009 - 11:49

Assista ao teaser de Do Começo ao Fim

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<i>Do Começo ao Fim</i>

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