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16/05/2012 - 23:23

Fogo Fátuo: uma lágrima para Mefisto

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Helio Cicero e Samir Yazbek dividem a cena em "Fogo Fátuo"

SÃO PAULO – Já que a humanidade está num beco sem saída por haver trocado o suor do aprendizado da vida pelas armadilhas das conexões virtuais. Já que o mundo perdeu as estribeiras no trato permanente da tolerância entre  as pessoas e as nações. Já que o mundo deixou de ser habitável, pela violência sistemática  em todos os cantos do planeta, nada resta, para um desocupado Mefisto  – paradoxalmente –, senão verter uma lágrima, antes  de deixar a cena ao final desse desconcertante, fascinante e nada retórico  texto de Samir Yazbek, Fogo Fátuo, cartaz do SESC Santana até 27 de maio.

No final do breve  diálogo de Samir, Mefisto pede ao seu interlocutor, o Escritor que “Escreva!” sobre o seu (dele) desconforto perante a Eternidade, o qual pode ser encontrado na impossibilidade de  usufruir o efêmero, como tomar um café, por exemplo, diz ele. Como consta que a peça está ainda na fase de “work in progress”(esperando retoques como se diria em bom português),  sugerimos aqui que se acrescente a rubrica: MEFISTO AFASTA UMA LÁGRIMA QUE TEIMA EM ROLAR PELA SUA FACE ARDENTE.  E sai diante de um Escritor atônito. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas, DESTAQUE Tags: , , , , , ,
04/05/2012 - 20:49

Até o espetáculo é fluido como o texto

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil aplausobrasil@aplasobrasil.com)

Helio Cicero e Samir Yazbek dividem a cena em "Fogo Fátuo"

SÃO PAULO – Que Fogo Fátuo é um texto excelente não é novidade para ninguém, pois é assinado pelo premiado  Samir Yazbek (O Fingidor e As Folhas de Cedro). As novidades são a maneira extremamente delicada com a qual ele lida com a consciência da constante mutação de nosso tempo e a dificuldade com que, até mesmo, Mefisto lida com a questão.

Outra surpresa é que o autor interpreta sua própria obra ao lado do consagrado Hélio Cícero (que palpitou também na dramaturgia) e se dá muito bem nessa estreia. Hélio faz um Mefisto moderno, mas que parece uma visão e não se tem certeza que é de carne e osso. O diálogo entre eles é primoroso, nem uma palavra de sobra. Leia mais »

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08/03/2012 - 23:37

Strindberg questiona o casamento tradicional

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Brincando com Fogo" - foto por Lígia Jardim

Com direção de Nelson Baskerville, a Cia Mamba de Artes apresenta Brincando Com Fogo, peça inédita no país, dentro das comemorações do centenário de morte do dramaturgo sueco

SÃO PAULO – Hoje em que se discute o modelo romântico de casamento, a montagem da Cia. Mamba de Artes da peça, inédita no Brasil, de August Strindberg, Brincando com Fogo, em cartaz na Caixa Cênica do SESC Pompeia, é mais do que bem-vinda.

Mesmo tendo sido escrita em 1891, a peça é atual justamente por colocar em cheque o casamento tradicional, muito conhecido e praticado por todos nós até hoje. Na montagem dirigida por Nelson Baskerville o público é surpreendido logo ao entrar: ao invés de uma sala comum de exibição, as pessoas se deparam com uma tenda inflável, em que os atores estão preparados para o início de uma cerimônia de casamento, e são, em seguida, conduzidas a se sentar nos dois lados da tenda. Somos ao mesmo tempo espectadores de teatro e convidados do casamento. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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