Publicidade

Publicidade

27/08/2012 - 20:58

Sucesso de público e crítica re-estreia em São Paulo

Compartilhe: Twitter

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Luis Antonio - Gabriela"

SÃO PAULO – Depois de vários prêmios, entre eles, o Prêmio APCA – Melhor Espetáculo 2011, Prêmio Shell de Melhor Direção, 12º Prêmio APOLGBT Cidadania em respeito à Diversidade e Melhor Espetáculo do Ano pelo Prêmio Governador do Estado, a Cia. Mungunzá faz temporada no teatro João Caetano com Luis Antonio – Gabriela, a partir desta quinta-feira (30).

Na peça, o diretor Nelson Baskerville relata uma história real: a de seu irmão mais velho, Luis Antonio que parte para a Espanha usando o nome de Gabriela, após muitos desentendimentos familiares, principalmente com o pai, que jamais aceitou a sua homossexualidade. Baskerville não teve mais contato com o irmão.

O documentário cênico, com argumento de Baskerville e dramaturgia da atriz Verônica Gentilin, começa com o nascimento de Luís Antonio, em 1953, na cidade de Santos, e termina com a sua morte. Sua trajetória é recuperada a partir de documentos e dos depoimentos do diretor, de sua irmã, Maria Cristina, de sua madrasta, Doracy, e Serginho, cabeleireiro em Santos e amigo de LuisAntonio.

Em 2002, Baskerville recebeu a ligação de Doracy, avisando que Luís Antonio havia morrido na Espanha. Sem contato há 30 anos com o irmão, Baskerville confessa não ter ficado abalado com a notícia. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, DESTAQUE, Matérias Tags: , ,
19/07/2012 - 07:05

Comédia romântica revela o talento da jovem atriz Julia Gomes

Compartilhe: Twitter

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Garota do Adeus"

SÃO PAULO   – A Garota do Adeus apresenta o dia-a-dia de uma bailarina que é obrigada a dividir o seu apartamento com  Hélio, um desconhecido, depois que é abandonada pelo namorado.

Paula (Gabriela Duarte) vive com a filha Luci (Julia Gomes), de dez anos, e não tem sorte nos seus relacionamentos. Como o título da peça sugere, ela é sempre deixada pelas pessoas que ama.

Num primeiro momento, Hélio e Paula não conseguem se entender devido às diferenças de personalidade, mas aos poucos os dois personagens vão se aproximando e o amor é inevitável. São duas pessoas sozinhas, em busca do sucesso profissional e que apesar das diferenças começam se encantar um pelo outro. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas, DESTAQUE Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
24/05/2012 - 13:05

Delicada, divertida e instigante, assim é A Garota do Adeus

Compartilhe: Twitter

Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"A Garota do Adeus"

SÃO PAULO – Reunir essas qualidades num mesmo texto teatral não é pra qualquer um, mas é simples para Neil Simon, o campeão dos sucessos na Broadway. Nascido em 1927 escreveu peças como Estranho Casal e Hairspray, seus sucessos mais recentemente montados por aqui. Agora chega A Garota do Adeus. Peça que merece, como quase todas as obras (Descalços no Parque e Jesus Cristo Superstar, entre outras da enorme coleção do autor, o título que escolhemos para esse artigo.

O enredo trata de uma senhora Paula, abandonada pelo marido, o qual simplesmente subloca a própria casa, onde ela e a filha moram. Fazer o que? Era ele quem tinha assinado o contrato!

O responsável pela ótima adaptação é Edson Fieschi quem, também, interpreta o novo locatário com brilho e tem que se acertar com a protagonista Paula, a cargo da maravilhosa Gabriela Duarte, cuja filha Júlia Gomes de tenra idade, promete ser uma futura Fernanda Montenegro. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas, DESTAQUE Tags: , , , , , , , , , , , , ,
10/05/2012 - 23:33

Gabriela Duarte é A Garota do Adeus

Compartilhe: Twitter

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Edson Fiesch e Gabriela Duarte dividem o palco em peça de Niel Simon

SÃO PAULO – A Garota do Adeus, do dramaturgo norte-americano Neil Simon, é mais uma produção do ator Edson Fiesch, que fez sucesso na capital paulista com o espetáculo Um Estranho Casal, do mesmo autor, em 2009. Neste novo trabalho, o artista está no palco ao lado das atrizes Gabriela Duarte, Julia Gomes, Clara Garcia e do ator Nilton Bicudo. A direção é de Elias Andreato. A estreia é nesta sexta-feira (11) Teatro Renaissance.

A comédia romântica A Garota do Adeus é a primeira adaptação para o teatro do filme Goodbye Girl, de 1977, de Simon, e apresenta a história da dançarina e atriz Paula Menezes (Gabriela Duarte), que  é abandonada pelo namorado. Ele vai para a Espanha fazer um teste para um longa de Almodóvar e, sem o consentimento de Paula, subloca o apartamento em que ela e a filha Luci (Julia Gomes) vivem para o ator Hélio Garcia (Edson Fieschi). Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, DESTAQUE, Matérias Tags: , , , , , , , , , , ,
22/03/2011 - 22:41

“Luis Antonio – Gabriela”: um espetáculo provocador e impactante

Compartilhe: Twitter

Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site 

Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil(aplausobrasil@aplausobrasil.com)

A Cia. Mungunzá de Teatro conta a saga de um garoto que, depois de sofrer violência dentro de casa, parte para a rua e depois viaja para a Espanha, já como a travesti Gabriela

Impossível sair incólume depois de assistir Luis Antonio – Gabriela. A peça é impactante e a sensação geral da pequena plateia de 80 pessoas é a mesma: todos saem como se tivessem levado um soco na boca do estômago. A própria Cia. Mungunzá de Teatro define o espetáculo — em cartaz no Espaço Cênico Ademar Guerra, do Centro Cultural São Paulo — como um documentário cênico, já que se trata da família do diretor, Nelson Baskerville.

Num relado cru e sem subterfúgio, a peça relata a saga do garoto Luis Antonio, nascido em Santos/ SP, em 1953, primogênito de uma família de seis filhos que, com o segundo casamento do pai, ganhou mais três “irmãs”, filhas da madrasta.

Em plena ditadura militar brasileira, o garoto que desde pequeno não escondia sua homossexualidade, era espancado pelo pai, com o intuito de que fosse “curado”.

Obviamente logo ele ganhou a rua e o pulo para a marginalidade foi sua única saída. Com aplicações de silicone, Luis Antonio foi se travestindo e, já como Gabriela, parte para Bilbao/Espanha, onde chega a ser estrela das boates. Viciada em drogas e vítima de Aids, Gabriela morre em 2006, aos 53 anos.

No entanto, não imagine que esse traço linear da sinopse é o que se vê no palco.

Com extrema criatividade, a Cia. Mungunzá relata a vida de Luis Antonio/ Gabriela como um jogo de quebra-cabeça: usando de vídeos (inclusive com cenas ao vivo), telas do artista plástico Thiago Hattner e elementos cênicos pendurados em toda a extensão do espaço cênico, a história é contada num vai e vem eletrizante e, ao mesmo tempo, muito envolvente.
A Cia. Mungunzá de Teatro, criada em São Paulo em 2006 por atores recém-formados, contatou o ator e diretor Nelson Baskerville para que juntos desenvolvessem pesquisa de teatro pós-dramático. O sucesso Por que a criança cozinha na polenta, de 2008, é fruto dessa parceria.

Já com Luis Antonio – Gabriela essa união está mais madura: o argumento da peça é de Nelson e a atriz Verônica Gentilin é a responsável pela intervenção dramatúrgica. Marcos Felipe, que vive o personagem central, é parceiro do diretor na composição do cenário e iluminação, além de dividir a produção executiva com a atriz Sandra Modesto. Os atores aprenderam a tocar instrumentos para a execução da trilha composta por Gustavo Sarzi. 
Dessa forma, o público tem a nítida impressão de que a peça é realmente uma produção grupal, graças à união e envolvimento visceral de toda a equipe no projeto.

Sem qualquer tipo de apelação ou tom melodramático, a triste, violenta e angustiante saga de Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , ,
16/03/2011 - 19:38

Nelson Baskerville dirige peça sobre seu irmão que partiu para a Espanha com o nome Gabriela

Compartilhe: Twitter

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Assista "Luís Antonio - Gabriela" de graça até 23 de abril

O diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luís Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

A partir de hoje, no Espaço Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo (CCSP), o documentário cênico Luís Antonio – Gabriela, com a Cia. Mungunzá de Teatro abre as portas para uma breve temporada gratuita. A trama tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luís Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos trabalhar sob o nome Gabriela.

Baseada em história do irmão de Nelson


O espetáculo foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta, de Serginho, cabelereiro em Santos e amigo de Luís Antonio.

Luís Antonio – Gabriela narra sua história até o ano de 2006, data de sua morte em Bilbao onde vivera até então como Gabriela.

“Em 2002, recebi uma ligação de minha segunda mãe, Doracy – segunda mãe porque minha primeira faleceu após o meu parto, fazendo meu pai, Paschoal, viúvo com seis filhos, casar com a Dona Doracy, viúva com 3 filhos, quando eu tinha 2 anos – ela me ligou pra dizer que Luís Antonio havia morrido na Espanha. Luís Antonio, pra mim, era aquele irmão, 8 anos mais velho, que sempre mantive na sombra. Só alguns poucos amigos sabiam da sua existência, ele era aquele que, além de me seduzir e abusar sexualmente, fazia com que muitos dedos da cidade de Santos fossem apontados pra nós, os ‘irmãos da bicha’, ‘a família do pederasta’  e outros nomes. Sou obrigado a confessar que a notícia da morte dele não me abalou nem um pouco. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Matérias Tags: , , , , , , , ,
13/03/2011 - 16:12

Uma equipe de peso!

Compartilhe: Twitter

Maria Lúcia Candeias, colunista e crítica teatral do Aplauso Brasil

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Só a equipe que assina a montagem de O Grande Grito, de Gabriela Rabelo, já valeria uma ida ao teatro com folga. Começando pelo diretor que é José Renato (ator e diretor, fundador do Teatro de Arena) que, como sempre, consegue total integração do elenco e dos colaboradores (todos velhos de guerra). Assina a cenografia e os figurinos Márcio Tadeu (arquiteto, ator do Pessoal do Vitor, adorado professor de cenografia da Unicamp) e, como se não bastasse, Davi de Brito caprichando na iluminação (Antunes Filho com quem ele sempre trabalhou, deve estar morrendo de ciúmes).

"O Grande Grito" fica em cartaz só até 17 de abril


Além deles, há um ótimo elenco que dá conta do recado: No papel principal Niveo Diegues (que faz Mário de Andrade), em dupla com Augusto Pompeo (Macunaíma), interrompidos por Adão Filho (Exu). Eles formam o time dos não vivos. Paralelamente a eles há os que vivem no mundo de hoje.Destacam-se os jovens Carlos Francisco, Míriam Amadeu e Murilo Inforsato. Somam-se a eles, (nos papéis de pais da jovem defendida por Míriam) Carlos Cambraia e Theodora Ribeiro.

Pelo o que me foi dito, o texto teve como ponto de partida uma tese acadêmica de Gabriela sobre Mário de Andrade. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas Tags: , , , , , , ,
Voltar ao topo