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26/08/2012 - 16:19

New York New York: da Bela Vista à Broadway. Por que não?

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"New York New York"

SÃO PAULO – A explosão recente de montagens de musicais  nos palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo tem merecido destaque da imprensa, quer em copiosas resenhas como estampando anúncios de lançamento até em páginas duplas dos jornais.  Cumpre ela, a imprensa, seu papel de formadora de opinião e de aliciamento de plateias.

Tudo estaria no melhor dos mundos não fosse a atitude preconceituosa e caipira de setores da crítica especializada, ridiculamente  oposta ao prazer de multidões  de mentalidade cosmopolita,  que instintivamente unem a arte e o entretenimento sem culpa.

"New York, New York"

AGORA NA BELA VISTA UMA SINGULAR SURPRESA

O progresso técnico artístico da mão de obra dos musicais salta à vista. De onde vem esse batalhão de bailarinos, sapateadores, coreógrafos, cantores, instrumentistas, diretores musicais, maestros, engenheiros de som, além dos costumeiros cenógrafos, figurinistas e iluminadores? Ou outras funções especialíssimas? Juntas, chegam a ocupar páginas  duplas dos “créditos” no programa.

A resposta a gente encontra no empenho de cada um em se aprimorar, com professores de música ou cursos de dança e canto, daqui ou alhures, oferecendo aos produtores, em consequência, currículos de atordoante sedução. Aqui, sem a intromissão das teorias pós-dramáticas de representação dos cursos e de alguns palcos  experimentais, continuamos no melhor dos mundos. Leia mais »

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07/06/2012 - 23:59

Os patéticos seres marginalizados de Senhora no Jardim

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Grupo Botija apresenta "Senhora no Jardim" só até domingo

SÃO PAULO – Um jovem presidiário em liberdade condicional tromba com uma prostituta sexagenária (como gosta de ser chamada, “puta nunca!”) numa imaginária noite mal iluminada do Jardim da Luz. Na cena do Teatro Augusta vê-se um banco ao centro do palco. No proscênio, à direita, um carrinho voltado para o fundo, com um presumível bebê que dorme ou está desmaiado de fraqueza. Desde o início o diálogo é de assumida rudeza, tamanha a sinceridade que brota das palavras de ambos os lados, assim é o ambiente de Senhora no Jardim que encerra temporada no próximo domingo (10).

Ninguém mais se ruboriza na platéia ante uma cachoeira de palavrões, desde quando surgiu um Plínio Marcos sem pudores em Navalha na Carne e Dois Perdidos Numa Noite Suja fazendo uma  deputada, feroz defensora  dos bons costumes exigir que se colocasse na bilheteria tratar-se de “espetáculo pornográfico”. Leia mais »

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27/01/2012 - 15:29

A tribo ‘mal educada’ do paz e amor retorna com tudo! É Hair 2012

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Hair" - foto de Gugba Melgar

SÃO PAULO – Era o fim da década de 60 do século passado. Uma onda de protestos tomava as ruas de cidades importantes dos Estados Unidos. A guerra do Vietnã mobilizava os jovens da classe média, já por si insatisfeitos com as regras das escolas, dos lares, das igrejas.  James Rado e Gerome Ragni, dois obscuros atores, músicos e dramaturgos da of-Broadway jogaram nesse caldeirão fervente, um fiapo de enredo acompanhando as perambulações desses inconformados  e “mal educados” jovens  rebeldes. Mas,  para deixar tudo muito realista, praticamente um documentário de uma época, adicionaram muito sexo (livre), drogas  e rock da pesada (com músicas de forte impacto,  no canto coletivo).

Não demorou muito tempo para as bilheterias tilintarem com frenesi. Da Broadway para a rua Conselheiro Ramalho (Teatro Bela Vista, hoje remodelado) foi um salto de conto de fadas sonante, não esquecendo as grandes capitais européias, até a japonesa. Foi, como se pode ver, um fenômeno atordoante, que balançou a cabeça de muita gente, de generais ao Papa. Até o adolescente cabeludo da zona leste aqui de São Paulo. Instalou-se a “Era  Hippie”, que após anos de “glória”, deu no que deu, ou seja, o sonho acabou e para nos sobrou a rua Helvetia.

A frase “O musical que mudou o mundo” estampada na capa do programa desta energética versão da dupla  Charles Möeller e Claudio Botelho, não contém, para quem já viu, nenhum exagero publicitário: é a tradução da mais pura sinceridade. Leia mais »

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09/10/2011 - 17:28

No aniversariante Espaço dos Parlapatões duas comédias com tutano

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Hugo Possolo atua e dirige "Ridículos Ainda e Sempre"

SÃO PAULO – É tempo de festa. Esqueçamos, pois, as passagens de recentes montagens  de cunho   “folclórico estético” de diretor da região do Baixo Augusta, um, e de um autor-carrapicho (aquele  que clona os famosos e assina embaixo), outro. Porque a redenção está aí em cartaz com duas comédias de alto gabarito, duas verdadeiras jóias de “humor com tutano”  Ridículos Ainda e Sempre (sábados e domingos) e E O Vento Não Levou (terças e quartas-feiras), ambas no Espaço dos Parlapatões. São comédias para equipes sintonizadas com a inteligência criativa.

Ir ao teatro é um costume de tradição cultural, na qual nós brasileiros ainda engatinhamos, em comparação com a milenar Europa. Daí a oportunidade de recebermos dois espetáculos com os pés fincados no maluco, mas, refinado humor do russo Daniil Kharmas  e no divertidamente comprometido  empenho ético-social do norte-americano Ron Hutchinson. Ambos os autores têm o condão de nos projetar para mundos civilizados  em poucos instantes, provando que para ser “culto” não são indispensáveis maneirismos e provocações  estéticas “folclóricas”. Basta ser sincero, no sentido amplo de pátria, de origem.

LEIAS AS CRÍTICAS DE

RIDÍCULOS AINDA E SEMPRE – HUGO E EQUIPE OUSAM AINDA E SEMPRE

E O VENTO NÃO LEVOU Uma surpresa trazida por ventos agitados

SERVIÇO:

Ridículos Ainda e Sempre. Espaço Parlapatões /Praça Roosevelt, 158 – telefone 3258-4449 / 96 lugares /. Sábados, 21h, e domingos, 20h / R$ 40 (inteira) / até 23/Outubro

E o Vento Não Levou. Espaço Parlapatões /Praça Roosevelt, 158 – telefone 3258-4449 / 96 lugares /.  Terças e quartas. 21 horas / R$ 30,00 (inteira) / até 14-Dezembro

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09/10/2011 - 17:14

Uma surpresa trazida por ventos agitados

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Isser Korik

SÃO PAULO – Lida, a sinopse da história de E o Vento  Não Levou soa curiosa. E só. Mas, focalizando os bastidores super isolados e super secretos da famosa filmagem do romance de Margareth Mitchel, E O Vento Levou, o dramaturgo norte-americano Ron Hutchinson  acrescentou toneladas  de reflexões (divertidas) e de observação (aguda)  sobre a Hollywood daquela época (década de 30 do século passado), envolvendo um produtor lendário – David O. Selznick – e sua dedicadíssima e anônima secretária –  um diretor em ascensão – Victor Fleming – e um renomado roteirista, Ben Hecht.

Uma reunião tão agitada quanto explosiva!  Com isso Moonlight  and Magnolias, no original, soa como sempre oportuna homenagem  ao humor anárquico dos Irmãos Marx, insuperáveis até os dias de hoje, pobres desses piadistas da, Stand-up Comedy brasileiros que assolam os palcos paulistas… Leia mais »

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09/10/2011 - 16:58

Hugo e equipe ousam ainda e sempre

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Parlapatões comemora aniversáriode seu Espaço com "Ridículos Ainda e Sempre"

SÃO PAULO – O nonsense do russo Kharmas ganha perfeita sintonia com o surrealismo  que tem sido, desde seu começo, marca maior do jogo circense do grupo Parlapatões . Uma sucessão hilária de esquetes com personagens em situações inusitadas, remete-nos ao mundo dúbio do confronto entre real e o onírico, como em nossas cotidianas vidas. Porque a vida é sonho, já assim disse mais de um autor, além de Calderón de La Barca.

No elenco, pequeno, porém de vigorosa múltipla participação temos um Hugo Possolo incorrigível – e corrigir o quê e por quê? –não dando margem para momentos mortos, improváveis de invadirem um palco onde esteja o excepcional comediante. Raul Barreto faz, de forma personalíssima, o gênero clown estóico, que fez a imortalidade do comediante do cinema mudo de Hollywood,  Buster Keaton. A versátil Jacqueline  Obrigon mostra-nos , sem desnecessários esforços, como se consegue ser versátil sem cair no estereótipo. A jovem atriz Abhiyana e Hélio  Portes, figura costumeira nos momentos de anárquica sátira, completam   o elenco. Leia mais »

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02/05/2011 - 18:30

Ele nunca usou black-tie

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

José Renato Pécora morre aos 85 anos

Esse JOSÉ RENATO nunca precisou (nem quis) usar o black-tie cultural (leia-se marketing) para provar que, em matéria de teatro, a tônica é arregaçar as mangas e ordenar “Ação!”.

Desde que se formou na 1a. Turma do Curso de Interpretação na EAD (Escola de Arte Dramática) de São Paulo, em 1950, José Renato não parou um minuto: quando não estava em Paris como assistente de expoentes do teatro da época, como Jean Vilar e René Clair, ou na Itália, desvendando com Giorgio Sthreller  os segredos dos palcos, sua primeira iniciativa (que ficaria como um marco do teatro paulista) foi importar dos Estados Unidos uma nova modalidade de espaço de representação teatral: a arena, com os tensos atores rodeados por uma desconfiada platéia de chiques do velho TBC. Isso aconteceu no Museu de Arte Moderna, exatamente no dia 11 de abril de 1953.

O estranhamento dessa estreia, não intimidou o pragmático encenador, que algumas montagens  e um ano depois inaugurava o Teatro de Arena, esse mesmo da rua Teodoro Baima.

Os primeiros anos do novidadeiro Arena foram de respeitável repertório internacional, que incluiu os franceses Marcel Achard e Molière, Pirandello (O Prazer da Honestidade e Não Se Sabe Como), Tennessee Williams (À Margem da Vida), e John Steinbeck, com seu denso Ratos e Homens (consta que, numa noite, chegando atrasada, uma amiga da atriz Riva Mimitz, desconhecendo o espaço cênico, foi direto abraçá-la efusivamente, gafe que só percebeu ao  olhar ao redor …). Leia mais »

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23/02/2011 - 21:44

“Marulho” capta com maestria inquietantes mistérios campestres

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Afonso Gentil, colunista e crítico teatral do Aplauso Brasil

Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Com pouco mais de quatro anos de vida, o Redimunho de Investigação Teatral tem se mantido coerente à trilha proposta desde o início, a de um teatro de feições

Elenco de "Marulho: o Caminho do Rio"

antropológicas que reflete um pouco conhecido e pouco explorado Brasil “profundo”. Mais especificamente da população campesina, aquela das crendices seculares, que acabaram se incorporando a esse mundo  aparentemente prosaico, mas de profundos mistérios.  Em Marulho: o Caminho do Rio, há, como nos belos A Casa e Vesperais nas Janelas, suas duas primeiras montagens, aquele movimento surdo, quase imperceptível,  de ondas “cristalinas e permanentes” permeando a ação e deixando as personagens em mágico estado de suspensão entre o real e o imaginário.

No universo repaginado com raros vigor e rigor criativos, entre os novos encenadores, por Rudifran Pompeo, primeiramente como dramaturgo e, igualmente como diretor, com inconfundível e personalíssima  visão estética da perenidade das tradições populares, das gentes simples do interior, Marulho capta o telúrico que emana daqueles seres tão rudes quanto ingênuos. Por isso mesmo, tão distantes e alheios às mazelas de nós citadinos, para sua própria felicidade. Leia mais »

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05/08/2010 - 14:49

Morte e Vida Severina faz o Brás tremer

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Morte e Vida Severina" apenas neste sábado e domingoComo dizia uma mítica Maria José de Carvalho, nos lendários tempos da Escola de Arte Dramática do Dr. Alfredo Mesquita, “no teatro, inspiração é tudo!”. Ou como diríamos nós hoje em dia, “quase tudo”, porque fazer teatro está “pela hora da morte!”.

Esta empolgante montagem de Morte e Vida Severina (veja “serviço”), na Oficina Cultural Amácio Mazzaropi (onde funciona também a SP Escola de Teatro), no Brás, é uma inequívoca demonstração da criatividade e da inspiração plenas de que é senhor  o diretor Moisés Miastkwosky, figura inexplicavelmente preterida pelos produtores, mas ,invariável e merecidamente ,premiada em festivais de teatro local e alhures. Os jovens de hoje já devem ter ouvido falar do poema (ou Auto de Natal), Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, um dos expoentes da safra literária poética do Nordeste brasileiro, que reinou no panorama cultural desde meados do século 20.  João Cabral percorre os misteriosos caminhos onde a Morte precede a Vida Severina, aquela “que é a morte onde se morre de velhice aos trinta, de  emboscada antes dos vinte, de  fome um pouco por dia.” Leia mais »

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04/08/2010 - 19:15

Cenógrafa jovem e surpreendente

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"As Criadas", texto de Jean Genet, sob direção de Elvira Gentil

Desde que freqüento o Espaço dos Satyros II, não me lembro de ter visto cenografia melhor do que a de Lirian Pedrazzini para As Criadas. de Jean Genet, autor francês cujo principal texto teatral foi O Balcão, sob direção de Elvira Lima Gentil, em cartaz apenas às quintas-feiras.

É fato que a maioria dos espetáculos lá apresentados não focalizam pessoas que têm a seu serviço duas criadas, como agora. O que justifica plenamente o extremo bom gosto de todos os elementos cênicos, entre os quais muitas flores e cabides com roupas de belas cores.

Os figurinos de Eneida Palermo e a iluminação de Valdecir Araújo não ficam nada atrás. Claro que são qualidades que também levam a assinatura da direção, a cargo de Elvira Lima Gentil. Leia mais »

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