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28/04/2011 - 20:31

Continuando um curioso passeio pelo grotesco

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Elenco do 2º Festival do Teatro Grotesco

Dentro do objetivo de sondar o grotesco em suas diferentes formas de manifestação, dependendo do olhar de cada dramaturgo sobre o tema, Antonio Rocco acertou na escolha dos autores (todos da cena paulistana),  no diretor que o acompanha, no elenco de muito bom nível , que se desdobra camaleonicamente  a cada noite e  também na equipe de apoio técnico-artístico. Despertando, pois,  em todos que estão  freqüentando  esse  Festival do Grotesco, no N.Ex.T.,  a vontade que  ele prossiga,  ampliando-se  ainda mais, a cada ano.

Comentados, anteriormente, os textos de Otávio Frias Filho (A Emancipação da Mulher…) e de Chico de Assis (O Ovo e a Galinha), vamos às seguintes, na ordem que as vimos, Boi da Cara Preta, de Sérgio Roveri, e Atirei no Dramaturgo, de Mário Viana. Leia mais »

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15/04/2011 - 19:08

Um curioso passeio pelo grotesco no Teatro N.Ex.T.

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Elenco fixo do II Festival de Teatro Grotesco do N.Ex.T.

Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

                                                      Preliminares

Antonio  Rocco nunca deixa de nos surpreender, suprindo sempre o seu descontraído N.Ex.T.,  um pequeno teatro dentro de um bar-cabaré, com comédias próprias de nuances surrealistas, como convém, aliás, a toda comédia (ou piada) que se preza como tal. Rocco é o idealizador do II  Festival do Teatro Grotesco, em seguimento até 30 de abril, de 5ª a sábado, cada noite com 2 peças diferentes somando 70 minutos. Neste ano, Rocco está tendo um merecido apoio da imprensa de maior porte, pelo inusitado da iniciativa, certamente.

Confessamos que num primeiro momento  nos questionamos diante da designação  “teatro grotesco”, temendo comer “gato por lebre”. Não existe – pesquisamos – gênero, corrente estética ou movimento veiculado como tal desde o Renascimento (classicismo). Assim aconteceu ,  sucessivamente, com o Romantismo (este com bases transgressoras ao Belo cultivado até então, elegendo o Feio como meta estética), o Impressionismo (pulando o Naturalismo e o Realismo, de diferentes propósitos), o Expressionismo e o  Simbolismo. Outras correntes dos inícios do século 20, entre as quais o Surrealismo, traziam em seu bojo tintas do grotesco em suas manifestações.

Numa natural simbiose, os gêneros foram se amalgamando com outras novidades estéticas no decorrer do século: o teatro político, o social, o épico (Brecht, sobretudo) e o Teatro do Absurdo com sua radical negação do sentido da vida. O grotesco estava senão escancarado, aqui e ali, presente no cotidiano real à espera da ficção.

Voltando lá em cima e à nossa desconfiança:  Antonio Rocco sabia , porém, disso tudo  explicando no release do projeto  “de que maneira o grotesco pode ser tratado pelos diferentes gêneros teatrais”. Foi o que deve ter prescrito aos seus dramaturgos convidados (Otavio Frias Filho, Chico de Assis, Sérgio Roveri, Mário Viana e a dupla Alexandre Machado – Fernanda Young) respeitando a visão de cada um, resultando em um desfile muito curioso do que poderíamos chamar –parafraseando Molière – de  meia dúzia de “preciosas ridículas”, ao sintetizar o surreal e o bizarro que pontuam as artes e o cotidiano.

Para diretores artísticos, além dele próprio, chamou o jovem Marco Loureiro, da geração Praça Roosevelt, e Mauricio Paroni de Castro. Também acertou no bem preparado elenco fixo, que se revezou nas peças,  no cenário e no figurino  de Cássio Brasil e demais figuras da equipe  técnica.

Vamos às duas primeiras peças (na ordem em que as vimos), não sem antes sugerir ao Rocco a denominação …FESTIVAL DO GROTESCO NO TEATRO N.Ex.T. Leia mais »

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