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13/07/2012 - 20:18

Humor e elegância são manipulados com exatidão em comédia dirigida por Jô Soares

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

"Atreva-se" - foto de Priscila Prade

SÃO PAULO – A elegância das mansões soturnas, lares de seres ambíguos e cercados por mistério, sai das telas de cinema, sobretudo dos filmes noir que fizeram história na década de 1940, e ganham contornos farsescos na hilária comédia Atreva-se, de Maurício Guilherme, sob primorosa direção de Jô Soares, em cartaz no Teatro das Artes (Shopping Eldorado).

Uma música cheia de pompa, feito aquelas que, no cinema, anunciam que a película vai começar, é a deixa para que a personagem de Mariana Santos, uma espécie de lanterninha que conduz  a história, com seus flashbacks que darão o sentido final da trama, conquiste a cumplicidade da plateia.

Mariana conduz com segurança, agilidade de raciocínio, carisma e talento insuspeitos que demonstram que a comédia, pelo menos a de maior gabarito, é alicerçada pelo saudável exercício da razão. E os elementos que mesclam a espinha dorsal desta ficção de Maurício Guilherme mixados  aos fatos cotidianos e a interação da atriz com a plateia exigem a participação ativa do espectador que, certamente, diverte-se bastante.

Os excelentes atores-comediantes Marcos Veras, Júlia Rabello e Carol Martini completam o elenco de Atreva-se, dando vida aos personagens que percorrem os diferentes períodos da trama. Será que tais personagens tem, entre si, alguma ligação? Será que as historias das pessoas que viveram na mansão tem conexão? Será que os vivos e os mortos realmente são o que são? Essas perguntas deixo a você, leitor que tiver o privilegio de assistir a este espetáculo, o sabor de descobrir as respostas.

Só adianto que Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas, MICHEL FERNANDES RECOMENDA Tags: , , , , , , , , , , , ,
25/03/2012 - 17:44

Alexia Dechamps vive Filha, Mãe, Avó e Puta

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Gabriela Leite, cuja vida virou livro que originou a peça, criou a Daspu

Com direção de Guilherme Leme e adaptação de Marcia Zanelatto do livro autobiográfico de Gabriela Leite, a peça conta a história da prostituta que virou líder política reconhecida no mundo todo

SÃO PAULO – A trilha sonora que o público é recebido ao entrar Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo para assistir Filha, Mãe, Avó e Puta – Uma Entrevista já contribui para o clima do espetáculo: só canções românticas cantadas pelas divas Maysa, Elis Regina, Elizete Cardoso, Maria Bethania, Clara Nunes, Elza Soares. Nada melhor como introdução à inusitada trajetória de vida de Gabriela Leite: filha de um aristocrata paulistano com uma dona de casa analfabeta que frequentou os melhores colégios da capital paulista, entrou na USP onde estudou filosofia e sociologia, mas por ter ficado grávida e ser rejeitada pela mãe, tornou-se prostituta na Boca do Lixo.

De São Paulo, Gabriela tem uma passagem por Belo Horizonte (MG) e depois muda-se para o Rio, onde se instala na Vila Mimosa. Leia mais »

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01/03/2012 - 20:08

Confira vídeo de Marcos Tumura em Cabaret

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Cena inicial com  Guilherme Magon na pele de Cliff, também Marcos Tumura (Herr Schultz) e Liane  Maya (Fraulein Schneider).
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Confira:

Jarbas Homem de Mello introduz estética Dzi Croquettes

Chris Aizner e Fábio Namatame firmam marca de qualidade

Uma Diva chamada Claudia Raia

As marcas de 2011, só algumas


Autor: - Categoria(s): Multimídia Tags: , , , , , ,
11/02/2012 - 10:27

Um Molière redivivo

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Peça mostra dilemas da vida de autor francês

Com direção de Sandra Corveloni e Guilherme Sant’Anna na pele do autor, a Companhia D’Alma faz um panorama da efervescente trajetória pessoal e artística de Molière, em L’Illustre Molière

SÃO PAULO – Ao entrar, o público já encontra os atores em cena, preparando-se para o início do espetáculo. Esta é a primeira surpresa da montagem L’Illustre Molière, que abre a temporada 2012 do Teatro do Sesi: à frente da Companhia D’Alma, a diretora Sandra Corveloni usa de metalinguagem ao apresentar os atores interpretando os componentes da companhia de Molière, no palco do Teatro Ilustre, que o dramaturgo francês apresentava suas comédias em pleno século XVII, em Paris. Aos poucos a plateia compreende a brincadeira: os atores entram e saem de cena, às vezes estão na pele dos personagens das peças de Jean-Baptiste Poquelin, o Molière, e em seguida voltam à dura realidade de manter uma companhia de teatro funcionando a plenos vapores. Neste vai e vem, o espetáculo faz um grande painel da obra de Molière, com trechos de várias de suas peças, além de contar a rica e efervescente trajetória artística e pessoal do dramaturgo francês.

Fotos de Ronaldo Gutierrez


Mesmo retratando uma realidade do século XVII, a obra de Molière é atual e muito próxima do homem dos nossos tempos. De acordo com a diretora, “o dramaturgo dialoga com a nossa época, pois seus personagens são cínicos, autoritários, frágeis, inseguros, além de ambiciosos por fama, dinheiro e status social a qualquer preço. Podemos reconhecer que isso não mudou muito”, argumenta Sandra. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas Tags: , , , , , , , ,
20/09/2011 - 18:40

Em Os Altruístas, Mariana Ximenes vive uma atriz histérica

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Maurício Mellone* (aplauso@gmail.com)

Mariana Ximenes em "Os Altruístas"

Para sua primeira direção, o ator Guilherme Weber adaptou a obra do norte-americano Nicky Silver e conta no elenco, além de Mariana, com Kiko Mascarenhas, Jonathan Haagensen, Miguel Thiré e Stella Rabello

Os Altruístas, de Nick Silver — em cartaz no Teatro Augusta— marca dupla estreia: Guilherme Weber na direção e Mariana Ximenes na produção. Ele, que com a sua Sutil Companhia de Teatro já conviveu com o autor norte-americano em outras montagens (Os Solitários que reunia dois textos de Silver, Pterodátilos Homens Gordos de Saia), volta à carga e adaptou essa peça que foca a vida de um grupo de jovens radicais que vivem seus dias entre passeatas, discussões, manifestações de cunho social e ócio. Eles são bancados pela famosa atriz de TV Sydney, interpretada por Mariana Ximenes, que pela primeira vez é a produtora do espetáculo:

“A opção por produzir me garante autonomia artística: não preciso esperar ninguém me convidar, experimento a delícia de realizar, de agregar pessoas e linguagens. Um sonho carregado com carinho por todos, como se fôssemos um. Equipe!”, confessa a atriz.

A marca registrada de Nick Silver está presente em Os Altruístas, ou seja, pôr a nu o ser humano, dilacerando-o. Assim como em Pterodátilos, em que ele mostra um núcleo familiar totalmente desestruturado, sem amor, valores e princípios, aqui ele subverte o conceito de altruísmo. Ao invés de um amor desinteressado ao próximo, evitando o egoísmo, o grupo de jovens radicais e sem qualquer moral diz que luta pelo bem da coletividade, mas no fundo são auto-centrados e extremamente egoístas, violentos e anti-éticos. Leia mais »

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16/09/2011 - 18:15

Plateia é coadjuvante da atriz Mariana Ximenes

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Os Altruístas", de Nicky Silver, ganha montagem dirigida por Guilherme Weber

Apesar de sua carreira de atestado valor na TV e no cinema, além de sua formação como atriz no Teatro-escola Célia Helena e de integrar o elenco de A Rosa Tatuada em montagem carioca (2000), a atriz Mariana Ximenes debuta, profissionalmente, no teatro paulistano sob direção do consagrado ator Guilherme Weber. Os Altruístas, de Nick Silver, ganha o palco do Teatro Augusta, às 21h30, de hoje. Segundo o diretor, “a platéia é o sexto personagem da peça”.

A trama do, nada politicamente correto, autor novaiorquino gira em torno da famosa atriz de televisão, Sidney (Mariana Ximenes), segundo a intérprete, “carente, bulímica e que acredita que fazer novelas é sua forma de prestar serviço social”, Leia mais »

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11/09/2011 - 21:50

Nicky Silver para Mariana Ximenez

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Mariana Ximenez dá vida à Sydnei

SÃO PAULO – Estimulada pela montagem de Pterodátilos, soberba montagem assinada por Felipe Hirsh para a peça escrita por Nicky Silver, a atriz Mariana Ximenez decidiu produzir Os Altruístas, do autor, cuja estreia será na próxima sexta-feira (16) no Teatro Augusta.

Quem assume a direção de Os Altruístas é o ator Guilherme Weber que, além de excelente intérprete, tem vasta experiência no universo do dramaturgo: Weber, um dos fundadores da Sutil Cia. de Teatro, esteve na antológica montagem de Os Solitários, em 2001, contendo dois textos de Silver.

Os Altruístas narra a história de Sydney, uma estrela de novela à beira de um ataque de nervos. Tão famosa quanto desequilibrada, ela comete uma atitude extrema após conviver e sustentar um grupo de jovens engajados em causas sociais, todos amigos de seu namorado. Intensa, politicamente incorreta e verborrágica, Sydney é quase um resumo da dramaturgia do norte-americano Nicky Silver. Leia mais »

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20/11/2010 - 13:40

Veja galeria de fotos de “O Estrangeiro”

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Monólogo é dirigido pela excelente atriz Vera Holtz

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Guilherme Leme esbanja segurança e talento em “O Estrangeiro

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17/11/2010 - 13:12

Guilherme Leme esbanja segurança e talento em “O Estrangeiro”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Monólogo é dirigido pela excelente atriz Vera Holtz

O que realmente me encanta numa peça teatral é quando a proposta parece estar de acordo com as ambições dos artistas envolvidos na representação. Tudo é uma questão de comunicação. Dois pólos: um que emite, outro que recebe. Esse é o caminho seguido em “O Estrangeiro”, romance de Alberto Camus, cartaz do Teatro Eva Herz (só até domingo!), em que o ator Guilherme Leme esbanja segurança e talento alicerçado pela sólida direção da atriz Vera Holtz.

Tudo é simples e direto: Meursault, personagem interpretado por Leme, narra sua trajetória enquanto veste um sóbrio terno preto sobre camisa e regata branca, uma cueca samba-canção branca e meias, também, brancas. O claro e o escuro permeiam toda a trajetória da personagem.

A simplicidade do cenário – uma cadeira de madeira giratória, o teto e um linóleo brancos, que delimitam o claustrofóbico espaço cênico onde Meursault está confinado -, a iluminação formada por luzes sem outra cor senão o branco, além da sombra que sua diminuição provoca, contribui para a edificação da simplicidade e para que o público seja enlaçado pela narrativa, sem, no entanto, provocar uma catarse de comiseração por Meursault. Leia mais »

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08/10/2010 - 02:58

RockAntygona: Tragédia grega de cara nova

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Adriano Oliveira, especial para o Aplauso Brasil

Luís Melo é Creonte em adaptação de "Antígona"

O diretor Guilherme Leme dá cara nova ao texto da tragédia grega Antígona, de Sófocles. Durante dois anos, Leme buscou um novo projeto, até que conseguiu e trouxe uma encenação moderna que conta com a participação do ator Luis Melo. A cidade do Rio de Janeiro já conferiu a atração. Agora é a vez da terra da garoa, São Paulo, prestigiar o espetáculo RockAntygona.

A trama conta a trajetória de Antígona, protagonizada pela atriz Miwa Yanagizawa, que deseja enterrar o seu irmão Polinice, o qual atentou contra a cidade de Tebas. Porém, o tirano Creonte (Luís Melo) impede que os mortos, que atentaram contra a cidade, fossem enterrados. Uma ofensa para a família do morto. A heroína Antígona desafia as leis e enterra o irmão, sendo depois capturada e condenada à morte por Creonte. Leia mais »

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