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01/08/2012 - 22:44

Um delicioso chá de maçã pode reservar desagradáveis surpresas em Serpente Verde Sabor Maçã

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Serpente Verde Sabor Maçã"SÃO PAULO – Serpente Verde Sabor Maçã, de Jô Bilac e Larissa Câmara, apresenta a loucura da Senhora G, que mata as suas visitas se estas lhe parecem portadoras de um caráter duvidoso. Depois de temporada na capital paulista e viagens por cidades do interior, através do projeto SESI Viagens Teatrais 2012, a peça fica em cartaz nos Parlapatões entre sexta-feira (3) e 22 de agosto.

As vítimas são pessoas interessadas na compra da casa em que Senhora G reside. Nenhum personagem é totalmente bom ou mau. Aos poucos eles vão expondo as suas qualidades e defeitos.

A anfitriã, Senhora G, considera que está fazendo um favor á humanidade quando elimina um ser abominável. Ela decide quem vive, quem é bom ou mau, e se sente importante pelo poder que detém sobre o destino dessas pessoas: se escolher o chá do bule prateado o envenenamento, do contrário a pessoa ainda tem uma chance de sobreviver.

Num tom expressionista e de humor negro, a peça transcorre com humor.A cada momento em que a Senhora G vai servir o chá há o suspense: mais um assassinato? Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Colaboradores, Críticas, DESTAQUE Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
13/07/2012 - 20:18

Humor e elegância são manipulados com exatidão em comédia dirigida por Jô Soares

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

"Atreva-se" - foto de Priscila Prade

SÃO PAULO – A elegância das mansões soturnas, lares de seres ambíguos e cercados por mistério, sai das telas de cinema, sobretudo dos filmes noir que fizeram história na década de 1940, e ganham contornos farsescos na hilária comédia Atreva-se, de Maurício Guilherme, sob primorosa direção de Jô Soares, em cartaz no Teatro das Artes (Shopping Eldorado).

Uma música cheia de pompa, feito aquelas que, no cinema, anunciam que a película vai começar, é a deixa para que a personagem de Mariana Santos, uma espécie de lanterninha que conduz  a história, com seus flashbacks que darão o sentido final da trama, conquiste a cumplicidade da plateia.

Mariana conduz com segurança, agilidade de raciocínio, carisma e talento insuspeitos que demonstram que a comédia, pelo menos a de maior gabarito, é alicerçada pelo saudável exercício da razão. E os elementos que mesclam a espinha dorsal desta ficção de Maurício Guilherme mixados  aos fatos cotidianos e a interação da atriz com a plateia exigem a participação ativa do espectador que, certamente, diverte-se bastante.

Os excelentes atores-comediantes Marcos Veras, Júlia Rabello e Carol Martini completam o elenco de Atreva-se, dando vida aos personagens que percorrem os diferentes períodos da trama. Será que tais personagens tem, entre si, alguma ligação? Será que as historias das pessoas que viveram na mansão tem conexão? Será que os vivos e os mortos realmente são o que são? Essas perguntas deixo a você, leitor que tiver o privilegio de assistir a este espetáculo, o sabor de descobrir as respostas.

Só adianto que Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Críticas, MICHEL FERNANDES RECOMENDA Tags: , , , , , , , , , , , ,
09/11/2011 - 21:44

Lucélia Santos apresenta texto de Jô Bilac no SESC Belenzinho

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Adriano Oliveira, especial para o Aplauso Brasil ( adriano@aplausobrasil.com)

Pedro Neschling dirige a mãe

SÃO PAULO – A atriz Lucélia Santos traz, a partir de sábado (12), Alguém Acaba de Morrer lá Fora, de Jô Bilac (cujos textos Serpente Verde, Sabor Maçã e Limpe Todo o Sangue Antes Que Suje o Carpete, estão concomitantemente em cartaz na cidade), no SESC Belenzinho, sob direção de Pedro Neschling, filho da atriz.

Uma comédia com toques de violência é a base da trama que apresenta três personagens, estranhos uns aos outros, que se encontram em um bar-café. Cada personagem está à espera de alguém. Cláudio (Ricardo Santos), um homem solteiro, em busca de um amor; Laura (Lucélia Santos), uma mulher misteriosa, espera acertar as contas com certo alguém prestes a chegar, e Marcela (Vitória Frate), professora de inglês frustrada com a vida, espera sua irmã.  Com o trio da peça, o autor deseja criticar a superficialidade das relações humanas.

A atriz Lucélia Santos conta ser em Alguém Acaba de Morrer lá Fora conta que será a primeira vez que ela e o filho se encontram no teatro. Leia mais »

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01/11/2011 - 14:17

Jô Soares dirige comédia maiúscula

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Luiza Lemmertz e Cassio Scapin em "O Libertino"

SÃO PAULO – A comédia aqui em São Paulo é uma evolução do teatro de revista, praticado a partir das farsas. Por essa razão, grande parte dos atores conhecem, desde o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), bem as técnicas do teatro ridículo e ignoram as interpretações que não sejam satíricas. Quem me explicou isso foi Wolney de Assis (ator, diretor e professor de teatro) lá pela década de 1980. Mas as coisas continuam iguais na maioria das vezes. Não é o caso das encenadas pelo grupo TAPA e nem de O Libertino, de Eric-Emmanuel Shimitt, dirigida com extrema competência por Jô Soares, em cartaz no Cultura Artística Itaim, de quinta a domingo, o que a torna simplesmente imperdível.

O elenco, composto por dois atores e quatro atrizes está com tudo em cima, principalmente Luiza Lemmertz (filha da Júlia e neta da Lilian) e Luciana Carnieli.

Mas quem está arrasando é Cássio Scapin, quem protagoniza a peça. Ele é Diderot, um dos filósofos da ilustração francesa que alterna frases filosóficas e orgias divertidas, tudo isso ficcional. Parece que ele foi um conquistador, mas a peça foi escrita sem se ater a fatos reais. Leia mais »

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23/10/2011 - 17:02

Cassio Scapin vive o filósofo Diderot em peça dirigida por Jô Soares

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Maurício Mellone* (aplauso@gmail.com)

Luiza Lemmertz, Cassio Scapin e Luciana Carnielle em "O Libertino"

De Eric-Emmanuel Schmitt, O Libertino se passa no século 18 e é uma comédia inteligente que trata de temas como moral, ética, amor, sexo, traição e relações de poder de maneira divertida e alegre

Num momento em que se questiona o amor romântico idealizado e conceitos de fidelidade e traição na relação a dois, a peça O Libertino, de Eric- Emmanuel Schmitt, em cartaz no Teatro Cultura Artística Itaim, que traz o filósofo francês Denis Diderot (1713/1784) em pleno século 18 discutindo essas e outras questões tão próximas do nosso cotidiano, vem muito a calhar. Com adaptação e direção de Jô Soares, a montagem traz Cassio Scapin na pele do filósofo, considerado, ao lado de Voltaire, precursor da Revolução Francesa.

Antes do início do espetáculo, o público já é conduzido à trama por meio de um depoimento bem descontraído do ator Juca de Oliveira; no telão, ele relata a importância de Diderot para o pensamento filosófico da humanidade, já que foi o autor da Enciclopédia ou Dicionário Lógico das Ciências, Artes e Ofício, obra que influenciou a Revolução Francesa. Diderot foi também um crítico feroz ao clero e à nobreza, tanto que é o autor da frase ferina: “O Homem só será livre quando o último rei for estrangulado com as entranhas do último padre”. Leia mais »

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10/06/2010 - 15:10

Rebu da carioca Teatro Independente chega a São Paulo e Rio de Janeiro

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Rebú" nova peça do Teatro Independente

Ano passado eles conquistaram público e crítica por onde apresentaram Cachorro!, um folhetim à la Nelson Rodrigues, escrito por Jô Bilac. Este ano o Teatro Independente volta com um novo texto do autor, Rebu, que estreia no 3º andar do SESC Consolação nesta quinta-feira (10), 21h, e, simultaneamente, está em cartaz no Rio de Janeiro (Teatro Gláucio Gil).

Mais uma vez a parceria Jô Bilac-Teatro Independente aposta na linguagem folhetinesca para narrar a saga de um casal que recebe a irmã do marido como hóspede. Até aí tudo bem, mas os conflitos começam com a implicância da irmã com sua cunhada e com o bicho de estimação que ela traz consigo e exige que fique na casa: um bode. Leia mais »

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