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03/11/2009 - 20:51

Aplauso Brasil faz parceria com o site português Estado do Crítico

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Jorge Louraço Figueira é, entre outros, crítico teatral do jornal Público, Porto (PT)

Jorge Louraço Figueira é, entre outros, crítico teatral do jornal Público, Porto (PT)

 

A partir deste artigo, está firmada a parceria entre os sites Aplauso Brasil, de Michel Fernandes, e Estado do Crítico, de Jorge Louraço Figueira, do Porto, em Portugal, iniciando assim, nossa incursão participação efetiva no fomento da discussão da cena de países que, em comum, têm a língua portuguesa como língua-pátria.

 

 

Uma escadaria no centro do palco, um conjunto de quatro músicos no canto superior esquerdo, inúmeras plantas espalhadas pela cena e, no ponto alto, um grupo de coristas fazendo oitos e saindo graciosamente. Normalmente é isto que acontece. Mas hoje, por alguma razão que desconhecemos, é uma noite diferente, e o palco está vazio. Nem sequer veio o apresentador que costuma dizer umas piadas para aquecer o público. Ou pelo menos é o que nos conta o actor dos Forced Entertainment, vestido com um fato de treino preto e um capuz onde pintaram um esqueleto. Este saco de ossos entra em cena como se, surpreendido pelo vazio do palco, tentasse explicar o que aconteceria. A dada altura, entra no palco uma actriz que insiste em fazer a sua grande cena de morte, a despeito de nada do previsto estar em cena e nenhum dos outros participantes no espectáculo ter aparecido. Provavelmente a representação foi cancelada porque a actriz morreu em cena e ainda não se apercebeu, o seu espírito permanecendo em palco para sempre, apenas acompanhado desta figura jocosa da morte enquanto mestre-de-cerimónias.

CLIQUE AQUI para ler o artigo completo.

Autor: - Categoria(s): Artigos, Resenhas e Crônicas, Colaboradores Tags: , , , , , , , , , ,
24/09/2009 - 23:15

A Crítica Teatral Jornalística: Qual Seu Papel?

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Michel Fernandes*, especial para o Jornal de Teatro (michel@aplausobrasil.com)

*Artigo escrito para a edição número 11 do Jornal de Teatro 

Sábato Magaldi, crítico e pesquisador de teatro

Sábato Magaldi, crítico e pesquisador de teatro

 

Na edição número 8 do Jornal de Teatro

, o editor Rodrigoh Bueno, registrou em seu editorial um justificado espanto com a conversa de alguns críticos de teatro, que estavam na mesma van que ele, num determinado festival de teatro. Segundo Rodrigoh, tais críticos não gostaram do espetáculo que tinham visto, mas teriam de “pegar leve” em seus textos, pois o espetáculo levava a assinatura de um “figurão”.

 

Deprimente saber que a autocensura dos que não têm coragem para assumir suas posições frente a uma peça – por medo de desagradar a alguém cuja carreira é coroada por sucessos ou aos artistas que, em sua trajetória, compilaram um exército de amigos influentes – exista e seja mais praticada do que sonha nossa vã filosofia.

 E, além dessa ideia equivocada e que atravanca a reflexão – absolutamente necessária – para os avanços estéticos de nosso teatro, há um grupo de pessoas que lidam, direta ou indiretamente com a crítica teatral, que abre concessões a espetáculos de iniciantes com a justificativa de que é preciso incentivá-los.

 Em artigo de Sábato Magaldi lemos que a crítica comete muitos erros de avaliação, mas são equívocos necessários para propagar a reflexão acerca dos novos fenômenos teatrais, ponto que vai de acordo com as ideias da dramaturga Marici Salomão, de que a crítica é uma das bases da percepção, discussão e difusão de novos caminhos das artes cênicas.

 Não quero com esse texto glorificar a atividade de crítico teatral, que exerço aqui no Aplauso Brasil, seria no mínimo pedante e pretensioso de minha parte, mas, antes, reconhecer a responsabilidade que carregamos ao assinar nossos artigos críticos e, por isso mesmo, nos entregarmos à dúvida, ao questionamento constante. Em lugar do autoritário “isso pode” e “isso não pode”, reconhecer que o teatro é território livre, em que quaisquer experimentações são possíveis e que, concordando ou discordando do fenômeno teatral que se critica, é necessário o embasamento teórico e de experiências, vividas ou apreendidas em leituras, para se tecer o texto que, aliás, nada deseja ser definitivo, mas, tão-somente, uma alavanca para a discussão sobre tal fenômeno, já que segundo diz o diretor inglês Peter Brook “o verdadeiro bom teatro só tem inicio ao cair do pano”.

 É preciso refletir sobretudo, “o que é?” e “para quem é dirigida?” a crítica teatral. É preciso diferenciar a crítica teatral dos materiais de divulgação de um espetáculo.

 PRIMEIROS PASSOS PARA UMA BOA CRÍTICA Leia mais »

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