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12/06/2012 - 18:23

Poesia de Dante inspira texto de Luis Alberto de Abreu

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Francesca", direção de Roberto Lage - foto de Bob Sousa

SÃO PAULO – Luis Alberto de Abreu nos conta no programa da linda peça Francesca – em cartaz às 21h de terças-feiras no Espaço dos Parlapatões -, escrita por ele depois de se emocionar com uma parte d’ A Divina Comédia, de Dante Alighieri, criada no final da idade Média e ainda antes do Renascimento. Quem assiste, também se envolve com a trama: casal de filho e nora que não obedecem às ordens amorosas do pai. E a gente se espanta com a semelhança entre nós e as personagens divididas entre emoções e leis, como acontecia na época descrita, há cerca de setecentos anos atrás. Há no texto lindíssimas  frases poéticas que Luis Alberto parece ter pinçado dos escritos de Dante, maravilhosas pela poesia e sabedoria a mostrar que continuam atuais. Não dá pra não ver.

Não bastassem os acertos de Abreu e Dante, a direção de Roberto Lage (com assistência de Paulo Jordão) é maravilhosa tanto na condução dos  dez atores (Tatyana Figueiredo,Márcio Bueno Dias, Renata Zhaneta, Maria do Carmo Soares, Ando Camargo, Marco Aurélio Campos, Fernando Petelinkar, Raquel Marinho, André Grecco e Rodrigo Ramos) que interpretam otimamente com destaque para Renata Zhaneta,  como na da encenação. E não é à toa. Cenografia Heron Medeiros, Figurinos Fábio Namatame, Iluminação Wagner Freire, música Paulo Herculano. Todos premiados. É simplesmente inesquecível, corra pra lá. Leia mais »

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26/03/2012 - 20:32

Paulo Goulart Filho protagoniza ótima montagem

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Quarto 77" - em cena - Paulo G.Filho e Maria Laura - foto de Demian Golovat

SÃO PAULO – Quarto 77, de Leonardo Alkmim, é um texto interessante, na linha expressionista, enfocando um personagem recém separado da esposa e, talvez, em surto, cuja temporada, de sexta-feira à domingo, segue em cartaz no Teatro Augusta até o próximo dia 8.

Roberto Lage, quem assina a direção, cria um espetáculo extremamente convincente, com pouquíssimos recursos cênicos e acerta também no elenco.

Paulo Goulart Filho está arrasando, envolvendo a plateia o tempo todo. Um sério candidato a melhores do ano. Contracena com ele, Maria Laura Nogueira que também convence o público. Em papel menos extenso há Gisa Guttervil. Leia mais »

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23/03/2012 - 00:03

Teatro Augusta abriga dois bons autores bissextos

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Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Elenco de "Esconderijo" - foto de Fábi Ghrun

SÃO PAULO – Com tantas estréias acontecendo neste primeiro trimestre, duas presenças interessantes, as dos autores Leonardo Alkmin (Quarto 77) e Leo Chacra (Esconderijo), correm o risco de passar despercebidas. O que seria no mínimo injusto, face às boas qualidades  dos seus trabalhos.

Vivemos tempos de babel estética e formalística, com muitos dos atuais diretores de grupo querendo “marcar território” nessa onda supostamente novidadeira, com releituras, desconstruções ou narrativas fragmentadas de preguiçosa criatividade. Realmente, é muito mais cômodo demolir, que recriar com os instrumentos da  modernidade. Colocam, então, esses encenadores,  autores consagrados de todas as épocas e todos os quadrantes na condição ultrajante de “mera paisagem” em suas discutíveis carnavalizações sem eira nem beira, onde impera o grotesco da graça(?) de mico de circo, entre outras enganações.

Daí o alívio ao nos depararmos com esses dois involuntários arautos do bom uso do palco como plataforma dos questionamentos existenciais, sociais e transcendentais que justificam a  permanência do teatro como  bússola civilizatória.

O PULSANTE REALISMO FANTÁSTICO  DE QUARTO 77

Pouco conhecíamos de Leonardo Alkmin, autor deste instigante exercício de realismo fantástico, cartaz do Augusta 1. Em seu currículo desponta um premiado Cárcere Privado, nas antigas Jornadas SESC de Teatro. Antes Alkmin cursou Artes Cênicas na ECA/USP, mas não há informação em qual delas se formou.

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19/03/2012 - 15:23

Paulo Goulart Filho surpreende em Quarto 77

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Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Quarto 77" - em cena - Paulo G.Filho e Maria Laura - foto de Demian Golovat

Com direção de Roberto Lage, a peça de Leonardo Alkmim retrata o universo de um homem que se refugia num quarto de hotel e recebe a inesperada visita de uma mulher. Mistério, alucinação, realidade se entrelaçam com um final impactante

SÃO PAULO – Hotel abandonado do centro da cidade. O personagem central de Quarto 77 — peça de Leonardo Alkimm que acaba de estrear no Teatro Augusta — escolhe este local para se refugiar. Sem nome, este Homem, vivido por Paulo Goulart Filho, chega à noite ao hotel fugindo sabe-se lá do quê e, com receio, instala-se para descansar.

“O sono da razão gera monstros”
Para sua surpresa, o Homem acorda e, assustado, vê uma Mulher (interpretada por Maria Laura Nogueira) dormindo na cama ao lado da sua. Aparentemente a cena retrata uma realidade — ela diz que não tinha mais vaga no hotel e como o quarto 77 possui duas camas foi encaminhada para lá. No entanto, o público a partir da repetição da mesma cena (chegada ao quarto, descanso, surpresa ao acordar e diálogo entre os personagens) é levado ao universo misterioso, surreal e angustiante daquele casal. Leia mais »

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03/11/2010 - 18:49

“Dos Escombros de Pagu” celebra centenário de Patrícia Galvão

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Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Renata Zanetha é Pagu

Para comemorar os 100 anos de Patrícia Galvão, peça de Tereza Freire faz um passeio pela carreira da jornalista, escritora e ativista política

Teatro é mesmo uma arte coletiva. Mesmo que seja um monólogo, como “Dos Escombros de Pagu”, em cartaz no Teatro Eva Herz, a montagem atual é o resultado do sonho inicial de três pessoas, Tereza Freire, Roberto Lage e Renata Zhaneta, autora, diretor e atriz do espetáculo.

No entanto, esse sonho inicial, o de fazer uma homenagem aos 100 anos de nascimento de Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, escritora, jornalista e principalmente a humanista, que lutou durante toda a vida contra a opressão e a desigualdade, se transformou nesse espetáculo delicado e emocionante, que reúne uma equipe brilhante como Wagner Freire (iluminação), Heron Medeiros (cenário), Gilda Bandeira de Mello (figurino) e Aline Meyer, que une a poesia de Caetano Veloso e a emoção de Edith Piaf na trilha sonora!
Mais do que o mito ou a musa do movimento antropofágico de Oswald de Andrade, a Pagu que se vê no palco pela tocante composição de Renata Zhaneta é uma mulher de 52 anos (a idade em que a homenageada morreu, em 1962) que revisita sua existência e escancara suas fragilidades, fraquezas, opções e escolhas diante da vida. Da garotinha que já se sentia diferente e alheia às brincadeiras infantis, à adolescente transgressora e ao mesmo tempo inocente; da militante comunista à presa política. Leia mais »

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20/10/2010 - 17:50

Pagu sai dos escombros

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Pagu: uma mulher bem à frente de seu tempo

Crítica da peça “Dos Escombros de Pagu”, de Michel Fernandes, escrita especialmente para o jornal Diário de São Paulo

Publicada na edição impressa de domingo (18)

Cem anos de Pagu. Sim, mas quem é Pagu? Não, não participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Eterna vanguardista, quebrou tabus sociais e sexistas, crítica teatral e literária participou do Movimento Antropofágico, do qual foi musa, militou no Partido Comunista etc. Contudo, demorou cem anos para que seu nome, efetivamente, saísse do limbo dos achismos e exalasse o perfume da liberdade que seguiu com veemencia, mesmo que para isso pagasse alto preço do desprezo sócio-político. Pagu ressurge no solo “Dos Escombros de Pagu” que está em cartas às quartas e quintas no Teatro Eva Herz.

Tereza Freire adaptou a própria dissertação de mestrado sobre Patrícia Galvão, a Pagu, mas não há rastro de academicismo. A linguagem narrativa coloca Pagu (em excelente composição de Renata Zanetha) a recordar fatos marcantes de sua vida – sua adolescência incomum (fumava, relacionou-se, inclusive sexualmente, com um homem mais velho e casado.); sua ligação com o Movimento Antropofágico criado por Oswald de Andrade, com quem se casou e foi mãe de Rudá, seu primeiro filho; sua militância que a levou a distanciar-se do crescimento de Rudá; sua decepção com a militância política; o retorno à vida doméstica participando, mais ativamente, da criação de Geraldo Galvão Ferraz, seu filho com Geraldo Ferraz (seu segundo marido), e à Santos onde é destacável sua ajuda aos grupos teatrais amadores.

Roberto Lage, quem assina a direção e a produção do espetáculo, valorizou a contenção em lugar de invencionices de encenação. Acerta, inclusive, na escolha do Teatro Eva Herz, com seus 166 lugares, dando o desejável toque intimista ao espetáculo. Leia mais »

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08/09/2010 - 14:26

Renata Zanetha é Pagu

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Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrail.com)

O monólogo "Dos Escombros de Pagu" celebra o centenário de Patrícia Galvão

Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, um dos ícones femininos mais importantes da história brasileira, completaria 100 anos de idade, caso estivesse viva, e para celebrar a data, o diretor teatral Roberto Lage, a atriz Renata Zhaneta e a escritora e historiadora Tereza Freire uniram-se com o objetivo de realizarem um sonho antigo. Essa soma resultou na concretização da peça Dos Escombros de Pagu, que estreia hoje no Teatro Eva Herz.

“Há muito tempo, a Tereza me entregou um ótimo texto que falava sobre essa mulher maravilhosa, incrível e que, infelizmente, foi execrada por um grande período. Depois disso, reacendeu uma vontade antiga (desde 1972) de realizar uma peça sobre essa mulher, por quem tenho uma grande admiração”, conta Lage. Leia mais »

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01/02/2010 - 16:33

Duas que vale conferir

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Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

<i>Teatro Para Pássaros</i> -Daniel Gaggini e Ana Füser - foto de Cacá Bernardes-

Teatro Para Pássaros -Daniel Gaggini e Ana Füser - foto de Cacá Bernardes-

A Cia. de Teatro Encena apresentou em suas últimas montagens, com exceção de Leonor de Mendonça (Gonçalves Dias), textos experimentais em que o ponto de vista dos jovens de agora é contraposto à visão dos atuais coroas. Desta vez mudou de foco encenando ninguém menos que Jorge Andrade, Os Ossos do Barão, em cartaz no Teatro Ruth Escobar.

O autor paulista, em Os Ossos do Barão, analisa os efeitos da crise de 1929, que empobreceu os donos de fazenda e de cujos efeitos foi possível se salvar graças ao café e à imigração italiana.

Dois interesses a princípio antagônicos, mas que acabam se compondo como é hábito em nosso país pouco afeito à guerras, apesar de ter participado de algumas e criado revoluções mais ou menos localizadas. Talvez esse seja o foco que o grupo defende e enfatiza, pois é com o qual conta com a empatia da plateia. Há interesse do público do começo ao fim, inclusive rindo nas partes cômicas. Leia mais »

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