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04/04/2012 - 20:23

Leo Lama assina texto de Grande Espírito da Intimidade

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Clovys Tôrres e Adriana Lodoño re-estreiam "Grande Espírito da Intimidade"

SÃO PAULO – Depois de temporada no Espaço Cultural Capobianco, Grande Espírito da Intimidade re-estreia nesta sexta-feira (6) no Teatro Studio SP da Vila Madalena. O texto de autoria de Leo Lama, filho do dramaturgo Plinio Marcos e da atriz Walderez de Barros, traz como protagonistas os atores Adriana Londoño e Clovys Torres. A direção é de Andréah Dorim.

A peça aborda a intimidade da natureza humana tendo como metáfora a discussão de um casal em crise. Ela (Adriana Londoño) o ama profundamente e está com medo de perdê-lo. O homem está bêbado de cauim, bebida fermentada indígena, ouve vozes e cantos indígenas, enquanto ela prepara um misterioso ensopado. Leia mais »

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08/12/2009 - 16:48

Lama para limpar a alma

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Milton Ferreira Verderi, especial para o Aplauso Brasil

traj2Artaud quando usa o termo “crueldade” fala da crueldade metafísica. O teatro da crueldade a que se referiu é uma maneira de fazer uma crítica sobre a cultura do espetáculo. Artaud fala sempre de um teatro que não se confina num palco, mas que pode se realizar numa conferência, por exemplo, e que pode se metamorfosear em qualquer situação. Trata-se de re-elaborar o pensamento e quebrar uma linguagem formal. Normalmente, o discurso está sempre armado e falta a confrontação com o interno, onde o pensamento titubeia. Há uma crueldade nesse pensamento, na confrontação com o nascimento da linguagem. Nasce de uma atitude interior e de uma experiência também ligada ao interno. E é isso que vai transformar o que Artaud chama de vida. Uma atitude de desarmamento, uma maneira de se lançar ao desconhecido. Artaud vai negar a idéia de cultura enquanto produção, de consumo. Para ele, a cultura é uma questão social mais urgente. Assim, o artista fala a partir da dor de existir. Uma dor de fundo, este é o impulso metafísico. Crueldade e interrupção: com o automatizado, com o discurso pronto. O interromper para abrir-se para outro espaço. Mas antes do analisar, do racionalizar.

Traje de Banho Para Sujar, apresentado no final de novembro na cidade de Catanduva, segue a linha Artaudiana do princípio ao fim, com toques de Pina Bausch e elementos musicais onde temos s impressão de estarmos dentro de uma apresentação de composições de John Cage. Leia mais »

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