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01/11/2011 - 14:17

Jô Soares dirige comédia maiúscula

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Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Luiza Lemmertz e Cassio Scapin em "O Libertino"

SÃO PAULO – A comédia aqui em São Paulo é uma evolução do teatro de revista, praticado a partir das farsas. Por essa razão, grande parte dos atores conhecem, desde o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), bem as técnicas do teatro ridículo e ignoram as interpretações que não sejam satíricas. Quem me explicou isso foi Wolney de Assis (ator, diretor e professor de teatro) lá pela década de 1980. Mas as coisas continuam iguais na maioria das vezes. Não é o caso das encenadas pelo grupo TAPA e nem de O Libertino, de Eric-Emmanuel Shimitt, dirigida com extrema competência por Jô Soares, em cartaz no Cultura Artística Itaim, de quinta a domingo, o que a torna simplesmente imperdível.

O elenco, composto por dois atores e quatro atrizes está com tudo em cima, principalmente Luiza Lemmertz (filha da Júlia e neta da Lilian) e Luciana Carnieli.

Mas quem está arrasando é Cássio Scapin, quem protagoniza a peça. Ele é Diderot, um dos filósofos da ilustração francesa que alterna frases filosóficas e orgias divertidas, tudo isso ficcional. Parece que ele foi um conquistador, mas a peça foi escrita sem se ater a fatos reais. Leia mais »

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23/10/2011 - 17:02

Cassio Scapin vive o filósofo Diderot em peça dirigida por Jô Soares

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Maurício Mellone* (aplauso@gmail.com)

Luiza Lemmertz, Cassio Scapin e Luciana Carnielle em "O Libertino"

De Eric-Emmanuel Schmitt, O Libertino se passa no século 18 e é uma comédia inteligente que trata de temas como moral, ética, amor, sexo, traição e relações de poder de maneira divertida e alegre

Num momento em que se questiona o amor romântico idealizado e conceitos de fidelidade e traição na relação a dois, a peça O Libertino, de Eric- Emmanuel Schmitt, em cartaz no Teatro Cultura Artística Itaim, que traz o filósofo francês Denis Diderot (1713/1784) em pleno século 18 discutindo essas e outras questões tão próximas do nosso cotidiano, vem muito a calhar. Com adaptação e direção de Jô Soares, a montagem traz Cassio Scapin na pele do filósofo, considerado, ao lado de Voltaire, precursor da Revolução Francesa.

Antes do início do espetáculo, o público já é conduzido à trama por meio de um depoimento bem descontraído do ator Juca de Oliveira; no telão, ele relata a importância de Diderot para o pensamento filosófico da humanidade, já que foi o autor da Enciclopédia ou Dicionário Lógico das Ciências, Artes e Ofício, obra que influenciou a Revolução Francesa. Diderot foi também um crítico feroz ao clero e à nobreza, tanto que é o autor da frase ferina: “O Homem só será livre quando o último rei for estrangulado com as entranhas do último padre”. Leia mais »

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