Publicidade

Publicidade

16/09/2011 - 15:24

Gabriel Villela mostra uma casa mineira que revela o que há por baixo dos panos

Compartilhe: Twitter

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

O romance de Lúcio Cardoso, Crônica da Casa Assassinada, considerado a obra-prima do autor mineiro, serve de base para que o diretor Gabriel Villela lance seu olhar sobre a hipocrisia família versus sociedade revelando o que há por debaixo dos panos em versão teatral homônima, com dramaturgia de Dib Carneiro Neto, que estreia hoje, 21h, no Teatro do SESC Vila Mariana.

“É um drama contemporâneo que tem dois pólos: o feudo familiar e o feudo externo – da sociedade”, sintetiza o encenador Gabriel Villela.

A trama gira em torno da família Menezes e dos que habitam o casarão da abastada família que vive do arrendamento do pasto de sua propriedade: três filhos, duas cunhadas e uma empregada. Como o livro de Lúcio Cardoso é composto por cartas de um personagem para o outro, o dramaturgo dividiu os personagens em dois nichos: o interno (aqueles que vivem no casarão) e o externo (as “vozes da sociedade”, formada por três narradores que representam diferentes, um Farmacêutico, um Padre e um Médico.

“O Dib (dramaturgo da peça) colocou uma lente de aumento na obra-prima de Lúcio Cardoso cuja casa é a protagonista. Ali, na casa, se escondem segredos, as loucuras e neuroses de uma família. Segredos que são comentados e narrados por três personagens de fora: um médico (que representa a ciência), um padre (que personaliza a religião) e um enfermeiro (o fofoqueiro que quer se aproveitar dessa família rica), e todos os fatos não seguem uma ordem cronológica. È como um quebra-cabeças que faz sentido aos poucos. Há uma polifonia – personagens situados em tempos diferentes da história falam em primeira pessoa e ao mesmo tempo, por exemplo”, explica Gabriel Villela. Leia mais »

Autor: - Categoria(s): Matérias Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo