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14/05/2012 - 23:55

SESI promove Nelson Rodrigues 100 anos

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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Nelson Rodrigues (1912-1980)

SÃO PAULO – Em Comemoração ao centenário de nascimento do dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, o SESI São Paulo está promovendo encontros, espetáculos teatrais, exposições, filmes  e leituras dramáticas.

Durante todo o ano, a programação, que tem a curadoria de Ruy Castro (autor da excelente biografia, O Anjo Pornográfico, sobre o autor), será levada às unidades do Sesi do da Grande São Paulo e interior. As leituras e espetáculos têm a direção de Marco Antonio Braz,especialista na obra rodrigueana (segundo ele, “o Bardo carioca”). Leia mais »

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09/03/2012 - 20:37

Excesso e superficialidade marcam Os Sete Gatinhos

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (michel@aplausobrasil.com)

Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas são convidados especiais do Círculo dos Canastrões

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo que um grande êxito, caso de Luís Antonio Gabriela, representa um prazer indizível a seus criadores, as exigências de um novo trabalho da equipe – ou, no caso de Os Sete Gatinhos, do diretor, Nelson Baskerville – responsável pelo êxito é mais rigorosa. Portanto, a concepção de Baskerville, está bastante aquém de outros trabalhos assinados pelo autor (como os espetáculos exemplarmente dirigidos por Antunes Filho), pecando pelo excesso de referências que afogam o espetáculo na superfície.

Os textos escritos pelo “bardo carioca” não precisam de re-escrituras cênicas para expressarem os intrínsecos valores arquetípicos que se escondem nas camadas mais subterrâneas do texto, ao contrário,  excessos plásticos, referências desnecessárias, entre outros, acabam por ocultar o sumo da peça: o desmoronamento de uma família que apostou tudo – dinheiro inclusive – na pureza da filha/ irmã mais jovem para redimir essa degradada instituição familiar. Leia mais »

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05/08/2011 - 16:05

Marco Pigossi estreia em clássico de Molière

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"As Eruditas" - Marco Pigossi e Gláucia Rodrigues - foto de Cláudia Ribeiro 2011

Para celebrar duas décadas de vida, a Cia. Limite 151, do Rio de Janeiro, resolveu encenar uma comédia clássica do francês Molière, As Eruditas. Com a participação do ator Marco Pigossi (que estará na telenovela, Fina Estampa, da TV Globo), entre outros atores que entram na trupe de Edmundo Lippi, Gláucia Rodrigues e Wagner Campos, estreia hoje no Teatro Brigadeiro.

Penúltimo texto do autor, As Eruditas conta a história de Henriqueta (Janaína Prado) e Armanda (Jacqueline Brandão), duas filhas de Filomena (Theresa Amayo) e Crisaldo (Élcio Romar), um fidalgo da alta sociedade parisiense. Filomena deslumbra-se com o mundo das letras e da filosofia a ponto de querer casar Henriqueta com Tremembó (Gustavo Ottoni), um oportunista que tenta conquistar, com seus versos, a mão e o dote de uma das moças. Leia mais »

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18/03/2011 - 16:30

Marco Nanini dá vida a pai e filha em peça dirigida por Felipe Hirsch

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Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

CarolSachs__Pterodáctilos

"Pterodáctilos" foto de Carol Sachs

Chega hoje à São Paulo, no Teatro Faap, a temporada de Pterodátilos, de Nick Silver, dirigida por Felipe Hirsch, espetáculo que traz o ator Marco Nanini vivendo o papel da adolescente Ema e de seu pai Artur.

A família de Artur, um presidente de banco, e Grace, uma dona de casa alcoólatra, é chacoalhada pelo retorno do filho mais velho (Todd), o eminente casamento da caçula Ema com o namorado transformado em empregada (Tom), o desemprego do pai e a descoberta de ossos no subsolo da casa em que moram.

Comédia violenta e provocadora, a peça trata de uma família rica e disfuncional rumo à extinção, e, por extensão, à extinção da espécie. Alcoolismo, depravação sexual, violência, abandono e outros temas tabus ganham uma entonação coloquial através do humor dilacerante e dos diálogos curtos e diretos de Nicky Silver. Leia mais »

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18/11/2010 - 17:14

Última semana de “Casting”

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Casting" - da esquerda para direita - Caco Ciocler, Bete Dorgam, Aline Moreno, Natalia Gonsales e Bia Toledo - crédito - Bianchi Jr.

Em cartaz no Teatro Nair Bello (no 3º andar do Shopping Frei Caneca), o espetáculo “Casting”, do russo Aleksander Gálin, dirigido por Marco Antonio Rodrigues, encerra temporada no próximo domingo (28). Reproduzo abaixo a crítica que escrevi sobre essa deliciosa comédia que, entre outros, traz Bete Dorgan, Caco Ciocler, Nani de Oliveira, Nicolas Trevijano e Selma Luchesi no elenco.

Quando a luz cai ao final do segundo ato de “Casting”, de Aleksander Gálin, autor russo contemporâneo montado pela primeira vez no país, o riso que tomava conta da plateia desloca-se para o lamento poético da melodia do acordeon de Tamara (Nani de Oliveira, em delicada performance). Há, meio ao absurdo da situação, uma urgência desesperada em acreditar num porvir redentor.

Um anúncio no jornal recrutando mulheres a participarem de um concurso de talentos artísticos recebe, entre as inúmeras candidatas, algumas mulheres “velhas e feias” para terem a chance de exibirem seus dotes artísticos durante o concurso. Leia mais »

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25/05/2010 - 18:40

O herói se despe

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Ruy Jobim, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Basílio e Natinha - Créd. Ruy Jobim Neto

Quem melhor do que um super-herói para abrir uma compota de palmito? É a pergunta de um milhão de dólares para a qual o lendário editor da Marvel, Stan Lee, sempre teve a resposta. Marcos Gomes, o dramaturgo, também se deparou com essa pergunta e se colocou a respondê-la em sua peça Basílio, O Destemido, sob direção de Marcos Loureiro, e que está em cartaz no Teatro da Memória do Instituto Cultural Capobianco, em São Paulo.

Fãs de quadrinhos de super-heróis, ambos, o autor Marcos Gomes (do recente Mariposas Não Sobrevoam Lâmpadas Halógenas) e o diretor Marcos Loureiro (de La Música) vasculham o universo lúdico daquelas vãs criaturas que são metade alienígenas, metade milionários, metade fotógrafos, mas que também são metade super-heróis.

A vida tece, vez ou outra, umas atrozes armadilhas no caminho dessas pessoas de identidades secretas e vidas duplas e que têm como missão escrita a ferro e a fogo em suas testas: salvar o mundo.

É o caso de Basílio, o super-herói que decreta, para o horror de todos, a sua própria aposentadoria, por mero tédio: ele pode perfeitamente saltar de cima de um edifício que não vai morrer. E nessa aposentadoria, os passos do herói o fazem entrar na escura caverna da hipocrisia humana.

Sob a iluminação e a direção de Loureiro, Basílio se despe. Há um quadro inicial de sua HQ particular, colocado na diagonal, chamado tecnicamente de “splash”, aquele mesmo em que o herói se apresenta e apresenta algum dilema por resolver. Aqui, ele cumpre a missão e resolve o dilema: tira o uniforme de herói, simplesmente, e sai da História para virar gente comum. Nisso, o mundo despenca à sua volta. Leia mais »

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22/05/2010 - 03:11

Riso e desespero na Rússia contemporânea

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Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Casting" - da esquerda para direita - Caco Ciocler, Bete Dorgam, Aline Moreno, Natalia Gonsales e Bia Toledo - crédito - Bianchi Jr.

Quando a luz cai ao final do segundo ato de Casting, de Aleksander Gálin, autor russo contemporâneo montado pela primeira vez no país, o riso que tomava conta da plateia desloca-se para o lamento poético da melodia do acordeon de Tamara (Nani de Oliveira, em delicada performance). Há, meio ao absurdo da situação, uma urgência desesperada em acreditar num porvir redentor.

Um anúncio no jornal recrutando mulheres a participarem de um concurso de talentos artísticos recebe, entre as inúmeras candidatas, algumas mulheres “velhas e feias” para terem a chance de exibirem seus dotes artísticos durante o concurso.

Inconformadas com a rejeição e capitaneadas por Vlarvara (a luminosa Beth Dorgan)  elas decidem batalhar pela chance de transformar suas vidas trabalhando no show de variedades de Singapura.

Na  verdade, a situação é emblema do caos social do momento de transição sócio-política enfrentada por uma Rússia cambaleando entre o fim do socialismo e a entrada do capitalismo, sobretudo nos idos de 1990.

A nova ordem política clama por nova estruturação social e, enquanto ela não atinge o equilíbrio, mareia pelos polos do tudo ou nada.

Aleksander Gálin dá à figura de Vlarvara dimensões da Mãe Coragem de Brecht, ao mesmo tempo sendo vítima e algoz desta “guerra” cotidiana. Enquanto vende suas doses de vodka, vende suas filhas para uma prostituição mal camuflada de show de variedades em Singapura, não perde sua parcela humana ao defender as mulheres menos jovens e belas e surpreende ao tratar, ao final, com Albert, o produtor russo que recebeu composição meticulosamente bem-sucedida de Caco Ciocler. Leia mais »

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04/03/2010 - 18:01

O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna, estreia em São Paulo

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Antonio Júnior, especial para o Aplauso Brasil (junior@aplausobrasil.com)

Marco Pigossi é Dodô em O SANTO E A PORCA

Marco Pigossi é Dodô em O SANTO E A PORCA

Depois de estrear no Rio de Janeiro em 2009, a comédia escrita por Ariano Suassuna, O Santo e a Porca, encenada pelo grupo carioca Limite 151 Companhia Artística, volta à cena, dessa vez em São Paulo, a partir desta sexta-feira (5), 21h30, no Teatro Anhembi Morumbi.

Vencedora do Prêmio APTR 2009 de Melhor Figurino (Ney Madeira) e indicada ao Prêmio Shell nas categorias de Melhor Atriz (Gláucia Rodrigues) e Melhor Figurino (Ney Madeira), a montagem traz como novidade a presença do ator Marco Pigossi, que interpretou o divertido Cássio na novela Caras & Bocas, em lugar de Armando Babaioff. Completam o elenco os atores Élcio Romar, Gláucia Rodrigues, Nedira Campos, Marcio Ricciardi, Janaina Prado e Nilvan Santos. A direção é de João Fonseca. Leia mais »

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04/02/2010 - 15:18

Folias D’ Arte faz réquiem teatral

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Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

Folias D'Arte apresenta novo espetáculo

Folias D'Arte apresenta novo espetáculo

Depois dos premiadíssimos Otelo e Oresteia – O Canto do Bode o competente e instigante coletivo teatral, o Folias D’Arte, apresenta seu novo trabalho Êxodos – O Eclipse da Terra, com dramaturgia dos atores e Atelier de Escrita do português Jorge Louraço, parceiro do Aplauso Brasil com Estado do Crítico, dirigido pelo sempre surpreendente, Marco Antonio Rodrigues, a partir desta quinta-feira (4), 21h, que, segundo material de divulgação, é o réquiem de um ciclo que se completa com os dois espetáculos citados.

O norte do trabalho – que pretende falar sobre as imigrações reais e imaginárias – foram desde as experiências pessoais dos atores até inspiração das obras do escritor Gabriel García Marques e do fotógrafo Sebastião Salgado.

Por meio de seis personagens vindos dos quatro cantos do mundo, Êxodos – O Eclipse da Terra pretende retratar com lente de aumento a fuga humana, a fuga de territórios em que dantes estavam confinados. Leia mais »

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13/01/2010 - 10:01

O Delírio Poético de Alcides Nogueira

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Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Lucélia Santos e Maurício Machado em peça de Alcides Nogueira

Lucélia Santos e Maurício Machado em peça de Alcides Nogueira

As Traças da Paixão é um dos textos mais radicais da dramaturgia de Alcides Nogueira. Nele, o escritor rompe ferozmente com a linearidade narrativa e com a identidade das personagens. Podemos classificar a peça de Alcides como “um delírio poético”.

Grosso modo, a peça mostra  o encontro das personagens Paco e Marivalda Revólver. Este é o mote para que Alcides crie diversas identidades para essas personagens. Paco procura Marivalda, porque acredita que ela seja uma sobrevivente da aristocracia russa. Os dois vivem diversas relações tanto como mãe e filho, como também de amantes. A Partir desse enredo, Alcides faz diversas citações. Tchekov, Caetano Veloso, Plínio Marcos, José Celso Martinez Corrêa são alguns dos artistas homenageados em As Traças da Paixão.

O espetáculo teve uma encenação célebre, em 1995, com Walderez de Barros e Cláudio Fontana, sob a direção de Márcio Aurélio. Não a assisti, logo não posso fazer comparações. Acho que Alcides encontrou em Lucélia Santos e Mauricio Machado dois excelentes atores para viajarem em seu barco bêbado. Leia mais »

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